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Polissonografia em Casa

Polissonografia em Casa – O que é? Como e Quando Fazer?

Polissonografia em Casa. O teste de apneia do sono em casa fornece a um médico do sono as informações necessárias para diagnosticar a apneia obstrutiva do sono, permitindo ao paciente dormir em casa usando equipamentos que coletam informações sobre como ele respira durante o sono.

Veja neste artigo mais informações a respeito deste procedimento.

Em que Consiste a Polissonografia em Casa

Existem vários dispositivos de teste para apneia do sono em casa que possuem diferentes sensores e equipamentos. Esses dispositivos medem sua respiração e o nível de oxigênio no sangue. Alguns também podem medir sua frequência cardíaca ou outras informações sobre seu corpo.

O teste de apneia do sono em casa é usado para diagnosticar a apneia obstrutiva do sono. Um médico pode recomendar o teste de apneia do sono em casa se:

  • É provável que você tenha apneia obstrutiva do sono moderada
  • Você não tem condições médicas significativas além da suspeita de apneia obstrutiva do sono

Você não deve fazer um teste de apneia do sono em casa se:

  • Você não apresenta fatores de risco para apneia obstrutiva do sono
  • O médico suspeita que você possa ter outro distúrbio do sono
  • Você tem certas condições médicas, incluindo doenças pulmonares, doenças neuromusculares ou insuficiência cardíaca congestiva

Nesses casos, seu médico pode recomendar um estudo de sono em laboratório, em vez de um teste de apneia do sono em casa. Um estudo de sono em laboratório fornece uma avaliação mais completa do seu sono.

Procedimentos da Polissonografia em Casa

Um teste de apneia do sono em casa foi projetado para ser uma maneira conveniente de coletar informações sobre o seu sono. No dia do seu teste:

  • Tente seguir sua rotina regular o máximo possível
  • Evite cochilar
  • Eliminar o uso de cafeína após o almoço
  • Se você estiver tomando um medicamento regular, converse com seu médico para saber se é recomendado que você interrompa temporariamente o uso do medicamento.

Antes do teste de apneia do sono em casa, um membro da equipe do sono fornecerá instruções sobre como usar o dispositivo de teste de apneia do sono em casa. Esta é uma oportunidade para você fazer perguntas se houver algo que não entenda.

Você pode dormir no mesmo horário em que costuma se deitar regularmente. Quando estiver pronto para dormir, você conectará os sensores ao seu corpo conforme as instruções. Você pode ser solicitado a manter um registro de sono ou pressionar um botão na máquina quando for para a cama. Quando acorda de manhã, pode remover os sensores.

Conheça os Outros Tipos de Polissonografia

Resultados

Os membros da equipe do sono irão pontuar e interpretar as informações coletadas através do teste de apneia do sono em casa. Isso pode levar alguns dias ou semanas. O médico do sono pode lhe chamar para uma consulta com o objetivo de discutir os resultados do teste com você. Se os resultados não forem claros, o médico pode recomendar um estudo de sono em laboratório.

Pode ser necessário um estudo adicional do sono em laboratório se:

  • Seu teste de apneia do sono em casa não registrou dados suficientes para o médico fazer um diagnóstico
  • Os resultados do seu teste de apneia do sono em casa indicam que você não tem apneia obstrutiva do sono e o médico suspeita de outro distúrbio do sono

Se você for diagnosticado com apneia obstrutiva do sono, o médico do sono discutirá as opções de tratamento com você e desenvolverá um plano adequado ao seu caso.

Referência: Johns Hopkins Medicine

Apneia do Sono

Apneia do Sono – Saiba Mais

A presença de 15 ou mais eventos respiratórios obstrutivos por hora, mesmo na ausência de outros sintomas, como episódios de sono não intencionais durante a vigília, sonolência diurna excessiva, sono não reparador, fadiga ou insônia, também é suficiente para o diagnóstico da apneia obstrutiva do sono, ou como é conhecida, a apneia do sono.

Nesse caso, há uma maior associação da gravidade da obstrução com importantes consequências, como aumento do risco de eventos cardiovasculares, até mesmo como um AVC. Quer saber mais sobre a apneia do sono e suas consequências? Fique conosco neste artigo, pois vamos esclarecer alguns fatores sobre esta doença agora.

O que é Apneia do Sono?

A apneia do sono é um distúrbio do sono potencialmente grave. As pessoas que não são tratadas param de respirar repetidamente durante o sono. Isso pode levar o cérebro e o resto do corpo a não receber oxigênio suficiente. O que, por sua vez, pode levar a derrame, insuficiência cardíaca, diabetes, depressão e dores de cabeça graves.

Complicações no Sistema Circulatório

A apneia do sono também compromete o sistema circulatório. Quando o cérebro percebe a falta de oxigênio, causada pela ausência de respiração, promove uma liberação de adrenalina, e a pessoa acorda para respirar. Nesse processo, a pressão arterial sobe e o coração dispara.

Esse paciente pode desenvolver arritmia cardíaca, e o coração passa a ter maior propensão de falhar. Além disso, diversos estudos estão evidenciando a apneia do sono como um fator de risco para o acidente vascular cerebral.

Apneia do Sono em Mulheres

Vários estudos populacionais têm mostrado que a apneia do sono é mais comum em homens do que em mulheres, e essa diferença é frequentemente evidenciada no cenário clínico.

Acredita-se que as diferenças em relação à distribuição da gordura corporal, comprimento e colapsabilidade da via aérea superior e hormônios sexuais, entre outros fatores, contribuam para a disparidade da prevalência entre os gêneros.

No entanto, essa disparidade entre os gêneros também pode ser o fato de que as mulheres não mostram a sintomatologia “clássica” da apneia do sono e, dessa maneira, podem permanecer subdiagnosticadas.

Ronco e Apneia do Sono

Um dos sintomas clássicos da apneia do sono é o ronco. Porém, muitas pessoas ainda acreditam que roncar é normal. Saiba mais sobre o assunto, lendo o artigo: “Roncar é normal?”.

Quase todo mundo ronca ocasionalmente, e geralmente não é algo para se preocupar. O ronco acontece quando você não consegue mover o ar livremente pelo nariz e pela garganta durante o sono. Isso faz com que os tecidos circundantes vibrem, o que produz o som familiar do ronco. As pessoas que roncam geralmente têm muita garganta e tecido nasal ou tecido “flexível” que é mais propenso a vibrar. A posição da sua língua também pode atrapalhar a respiração suave.

Se você ronca regularmente à noite, pode atrapalhar a qualidade do seu sono – causando fadiga durante o dia, irritabilidade e aumento dos problemas de saúde. E se o seu ronco mantém seu parceiro acordado, ele também pode criar grandes problemas de relacionamento. Felizmente, dormir em quartos separados não é o único remédio para o ronco. Existem muitas soluções eficazes que podem ajudar você e seu parceiro a dormir melhor à noite e superar os problemas de relacionamento causados ​​quando uma pessoa ronca.

Sintomas e Diagnóstico

A apneia do sono pode ser difícil de diagnosticar. Para dar uma pista, os sintomas noturnos incluem ronco persistente alto, pausas na respiração, engasgo ou tornar-se ofegante e sono inquieto. Além disso, os sintomas diurnos incluem dores de cabeça matinais, fadiga diurna, baixa concentração e irritabilidade.

Se você se deparar com vários desses sintomas, entre em contato com um médico do sono para uma consulta.

Artigo Publicado em: 25 de agosto de 2017 e Atualizado em: 27 de novembro de 2019

Como Dormir Melhor com Apneia do Sono

Como Dormir Melhor com Apneia do Sono

A apneia do sono se caracteriza por recorrentes pausas de alguns segundos na respiração durante o sono.
Existem diferentes causas para o surgimento da apneia do sono, bem como tratamentos.

Quando dormimos com a barriga virada para cima o efeito da gravidade facilita o estreitamento das vias aéreas pela língua e pelo palato mole. Essa obstrução pode causar paradas respiratórias durante a noite e essas, por sua vez, forçam o corpo a acordar, ainda que por alguns segundos.

É Possível Dormir Melhor com Apneia do Sono

Para quem sofre de apneia, mudar a posição em que dorme pode ser um ótimo começo para alcançar uma melhora. Existem outras recomendações para melhorar o sono de uma pessoa que sofre com a condição.

Continue a leitura e conheça o que você pode fazer para dormir melhor, apesar da apneia do sono.

Sintomas que Atrapalham Dormir Melhor com Apneia do Sono

Os sintomas da apneia não seguirão um padrão em todos os casos. Alguns dos sintomas que podem se manifestar são:

    • Agitação durante o sono
    • Arritmia
    • Baixa concentração
    • Depressão
    • Dores de cabeça
    • Falta de atenção
    • Falta de disposição
    • Interrupções do sono
    • Irregularidades da memória
    • Pressão alta
    • Ronco
    • Sono durante o dia

Tratamentos que Ajudam a Dormir Melhor com Apneia do Sono

Existem diversas opções de tratamento para apneia do sono. Uma vez feito o diagnóstico o médico direcionará o paciente para o tratamento que melhor se encaixe em seu quadro. Os tratamentos mais comuns são:

  • Terapia comportamental
  • Pressão positiva contínua nas vias respiratórias (CPAP)
  • Aparelhos intraorais
  • Cirurgia

Como Dormir Corretamente

Um ponto importante para nossa saúde que muitas vezes não é levado em consideração é o sono.

Uma única noite mal dormida pode ocasionar diversos problemas à nossa saúde. Eles podem ir desde aumento da desatenção até redução do tecido cerebral. A recorrência de noites de sono mal dormidas aumenta as chances e o efeito desses problemas, distúrbios de sono como a insônia devem ser tratados com ajuda médica para reduzir os danos.

Para usufruirmos da melhor forma do período de sono, existem algumas ações que podemos tomar.

Posição ao Dormir

A posição em que dormimos irá influenciar não somente o sono, mas também como nossa coluna repousará e como o peso será distribuído por ela.

Se nos posicionarmos de forma inadequada na hora de dormir teremos problemas como dor nas costas e pescoço, câimbras e apneia do sono. Veja a seguir como a posição ao dormir pode influenciar a qualidade do sono:

  • Bruços – Apesar de reduzir o ronco, essa posição impede que a coluna se posicione de forma adequada. A musculatura do pescoço e dorso então se tenciona causando dor.
  • Barriga para cima – Para quem gosta de dormir nessa posição o mais indicado é o uso de um travesseiro baixo que permita o alinhamento entre sua cabeça, pescoço e coluna.
  • De lado – É a melhor posição para se dormir. A coluna se mostra alongada, reduzindo as chances de dores nas costas e pescoço. Nessa posição recomenda-se o uso de um travesseiro da altura do ombro sob a cabeça de forma que a deixe alinhada com o resto da coluna e um segundo travesseiro entre os joelhos.

Evite Telas

A luz emitida por telas como as de celulares, tablets e televisores atrapalha a produção correta de melatonina. A melatonina é um hormônio e sua função é induzir o sono e regular o metabolismo.

Essas telas devem ser evitadas a partir de uma hora antes de ir pra cama.

Escolha o Colchão Ideal

O colchão irá influenciar como sua coluna se posiciona, como o peso se distribuirá por ela e a forma como seu corpo adormecerá.

O ideal é que o colchão seja firme, porém macio. Um colchão muito mole não permitirá que a coluna repouse adequadamente e desvios poderão surgir.

Já um colchão muito duro não dará descanso para os músculos e eles enfrentarão grande tensão.

Escolha o Travesseiro Correto

O travesseiro ideal é aquele que sustenta a cabeça e possibilita que ela, o pescoço e a coluna fiquem alinhados.
Assim como o colchão, é importante que o travesseiro não seja muito mole nem muito duro, ele deve ser confortável e se adaptar perfeitamente às curvas do pescoço e da cervical.

Ele também tem vida útil limitada e deve ser trocado a cada dois anos aproximadamente. Depois desse período a condição estrutural do travesseiro é avariada e 30% de seu peso total é excremento de ácaros, o que pode ocasionar outras doenças.

Aromaterapia

Quando inalamos um aroma, nossos receptores nasais enviam mensagens para o sistema límbico cerebral. Esses aromas atuam no cérebro alterando nosso humor e nossas emoções.

Essa técnica pode ser utilizada para causar relaxamento e nos ajudar a descansar da melhor forma antes de cair no sono. Aqui estão alguns aromas que podem ajudar:

  • Camomila
  • Capim limão
  • Ilangue-ilangue
  • Lavanda
  • Manjericão
  • Manjerona
  • Neroli
  • Rosa
  • Sândalo

Cromoterapia

A cromoterapia é uma pseudociência que faz o uso de cores para induzir reações físicas ou psicológicas no indivíduo.
É possível usar luzes de determinadas cores no quarto para proporcionar uma melhor noite de sono.

  • Azul – Quartos predominantemente azuis proporcionam as noites de sono de melhor qualidade e maior duração.
  • Amarelo claro – A cor amarela também demonstra ótimo desempenho na melhora do sono. Esse amarelo, porém, deve ser claro e não vibrante, um amarelo saturado é energizante e pode acabar causando o efeito contrário ao desejado.

Faça Refeições Leves Antes de Dormir

Antes de dormir os alimentos consumidos devem ser leves e facilmente digeríveis. Se possível opte por alimentos com propriedades calmantes. Alimentos como esses podem facilitar o sono:

  • Ameixa seca
  • Amêndoas
  • Arroz integral
  • Aveia
  • Banana
  • Chia
  • Espinafre
  • Kiwi
  • Leite
  • Linhaça
  • Manteiga
  • Mel
  • Nozes
  • Ovo
  • Pão
  • Queijo branco
  • Tomate

Ao mesmo tempo em que esses alimentos podem ajudar, existem outros que devem ser evitados por estimularem o sistema nervoso central. Temos como exemplo:

  • Açaí
  • Café
  • Chá mate
  • Chá preto
  • Chá verde
  • Chocolate
  • Energéticos
  • Gengibre
  • Pimenta
  • Refrigerantes

Conheça também outras Estratégias de Tratamento do Ronco e da Apneia do Sono.

Referência: Saatva Matrress

Apneia do Sono e Obesidade

Apneia do Sono e Obesidade – Compreenda esta Relação

Apneia do Sono e Obesidade. A apneia do sono não se trata de um simples ronco: o distúrbio caracteriza-se pela obstrução completa do fluxo de ar pelo nariz ou pela boca, durante 10 segundos ou mais. A condição pode acarretar em danos mais graves à saúde do paciente, uma vez que minimiza a concentração de oxigênio no sangue.

Continue a leitura deste artigo e compreenda a relação entre ambas as condições.

Apneia do Sono e Obesidade

Além da redução da oxigenação no sangue, o paciente de apneia do sono sofre de despertares frequentes durante a noite, o que culmina em cansaço, fadiga e sonolência durante o dia, baixa produtividade no trabalho, além de prejudicar suas interações sociais.

O exame que investiga e identifica a presença da apneia do sono é a polissonografia, realizado em ambiente laboratorial através da monitorização de diversos parâmetros, como eletrocardiograma e oxigenação. Saiba mais sobre a polissonografia, aqui.

Há uma relação entre apneia do sono e obesidade: ambas condições andam juntas e se retroalimentam. O excesso de peso está entre os principais fatores de risco para desenvolvimento do distúrbio do sono.

Compreenda como Acontece esta Relação

A associação entre apneia do sono e obesidade tem sido estudada há muitos anos. Com o avanço da medicina e o surgimento de exames diagnósticos (sobretudo a polissonografia), tal hipótese foi esclarecida e confirmada.

O excesso de peso corporal é um dos principais fatores de risco para a síndrome, devido ao acúmulo de gordura que ocorre na região do pescoço. Esse fator provoca o estreitamento da faringe, além de alterar suas propriedades físicas, favorecendo um maior colapso.

Estudos recentes indicam que a apneia do sono, por sua vez, parece influenciar o metabolismo lipídico, fator que contribui para o acúmulo de gordura do paciente.

Trata-se, portanto, de uma relação bilateral: a obesidade contribui para o desenvolvimento da apneia do sono, enquanto esta influencia no acúmulo de gordura, prejudicando a perda de peso.

Compreendendo a associação entre apneia do sono e obesidade, facilmente entende-se que o tratamento desses pacientes deve englobar ações simultâneas e conjuntas para combate de ambas condições.

Apneia do Sono e Obesidade – Tratamento

O tratamento para controle da apneia do sono nem sempre requer a utilização de aparelhos, como os que citamos neste artigo. Nos casos em que a doença está associada à obesidade, programas de reeducação alimentar em junção a mudanças de hábitos e prática de exercícios físicos são métodos eficazes no combate à doença.

Entretanto, cada caso contém as suas particularidades e a avaliação de um especialista para orientação do tratamento adequado é fundamental. Afinal, a obesidade é somente um dos diversos fatores desencadeantes da doença.

Apneia do Sono e Obesidade –  Prevenção

Sabendo que a obesidade pode desencadear a apneia do sono, a principal forma de prevenção é um estilo de vida saudável, que inclua uma dieta alimentar equilibrada em junção à prática regular de exercícios físicos.

O tabagismo pode influenciar também no desenvolvimento da apneia do sono. Deixar o cigarro de lado e maneirar na ingestão de bebidas alcoólicas são métodos de prevenir a doença, uma vez que tais excessos interferem no ciclo do sono e no relaxamento da musculatura da garganta.

Referência: National Sleep Foundation

Artigo Publicado em: 28 de fevereiro de 2018 e Atualizado em: 18 de setembro de 2019

Otorrinolaringologia

Do Hospital Ibirapuera ao Núcleo de Otorrinolaringologia de São Paulo

Do Hospital Ibirapuera ao Núcleo de Otorrinolaringologia de São Paulo – Conheça a Nossa História! Nos anos 60, o Brasil passava por importantes transformações comportamentais, que se refletiam em toda a sociedade. Na área da Medicina, inúmeras faculdades foram criadas, assim como diversas especialidades foram sendo aperfeiçoadas. E este foi o caso da Otorrinolaringologia.

Neste artigo, vamos conhecer um pouco deste processo que, em São Paulo, incluiu a história do Hospital Ibirapuera, referência na especialidade de Otorrinolaringologia, durante todo o seu período de existência. Acompanhe.

Do Hospital Ibirapuera ao Núcleo de Otorrinolaringologia

O Instituto de Otorrinolaringologia e Endoscopia Peroral

OtorrinolaringologiaEm meados de 1960, um grupo de otorrinos que trabalhavam juntos no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo e no Hospital das Clínicas da USP, resolveram montar uma clínica comum a todos. Para tal, alugaram uma casa na rua Correia Dias, 73, no bairro do Paraíso, e fundaram o Instituto de Otorrinolaringologia e Endoscopia Peroral (IOEP).

Desde grupo inicial, constavam Moisés Cutim (chefe do Serviço de ORL do HSPE), Paulo Cunha Cintra, Luiz Pereira Barreto Sobrinho, Cid Pupo, Brás Nicodemos, Mauro Spinelli, Zenshi Hishiki, Domenico Modesto, Antonio Douglas Menon, Rhadamés Ribas Neto, Walter Freitas, Fabio Freire, Paulo Carvalho, Antonio Carlos Graça Wagner, Augusto Pastore Filho e José Antonio Pinto.

O IOEP atendia pacientes particulares e de alguns convênios, mantendo plantão de 24 horas na especialidade, uma grande novidade na época. Cirurgias também eram realizadas na clínica.

A Ampliação do IOEP

Em 1967, ocorreu a unificação dos institutos de previdência (antes representados por vários grupos, como dos bancários, dos comerciários, etc.), em um único: o INPS (Instituto Nacional de Previdência Social). Também foi criada a 2ª. Tarefa, medida que possibilitou aos médicos previdenciários serem remunerados por seus procedimentos cirúrgicos, estimulando assim a produtividade.

Já então bem estruturado, o IOEP foi credenciado para atendimento das emergências e cirurgias do INPS e, como oferecia cobertura com plantonistas 24 hs., muitos otorrinos passaram a fazer suas cirurgias no Instituto.

O grande movimento cirúrgico levou a alugarem casa vizinha para a ampliação das internações e das salas cirúrgicas. Em pouco tempo, já eram realizadas mais de 50 cirurgias por dia. Com este movimento crescente, o grupo partiu para a ideia de construir um hospital próprio especializado em ORL, adquirindo terreno na recém inaugurada Avenida Rubem Berta, próximo ao Hospital do Servidor e da AACD.

A Inauguração do Hospital Ibirapuera

Hospital Ibirapuera - OtorrinolaringologiaCom um projeto bastante audacioso, em 4 de agosto de 1969, inaugurava-se o Hospital Ibirapuera S.A., com área física de mais de 1.400 m2 em sua parte térrea e com fundações em sua parte posterior para mais 10 andares com 400 m2 cada.

Em seu térreo, havia recepção, 5 consultórios, 1 consultório de fonoaudiologia, 5 apartamentos, 3 enfermarias, posto de enfermagem, centro cirúrgico com vestiário, 3 salas cirúrgicas grandes e 2 pequenas, sala de recuperação e área de pronto atendimento.

Apresentava também toda infraestrutura hospitalar, como lavanderia, cozinha e vestiários. Como o primeiro hospital especializado em São Paulo, o Hospital Ibirapuera tornou-se uma referência na Otorrinolaringologia paulista e brasileira, onde atuavam os seus proprietários e também grande número de otorrinos da cidade.

O Centro de Estudos do Hospital Ibirapuera

Em 1973, foi criado o Centro de Estudos do Hospital Ibirapuera, sendo seu primeiro presidente José Antonio Pinto, que organizou então a Residência Médica em Otorrinolaringologia, uma das primeiras no Brasil fora dos centros universitários.

Foram seus primeiros residentes Lauro João Lobo Alcantara, formado pela Universidade Federal do Paraná, Simone Pavie Simon, da Escola de Medicina e Saúde Pública da Bahia e Jarbas Barbosa, da Faculdade Medicina do Triângulo Mineiro de Uberaba.

A residência em Otorrinolaringologia do Hospital Ibirapuera tornou-se uma das mais concorridas do país e por ela já passaram mais de 150 médicos. Veja a lista atualizada dos nossos residentes em outubro de 2018:

Adriana Meneghini –RS
Adma Roberta Yoshida Zavanela – SP
Aguilar Rodrigues Junior- SP
Airton Gonçalves- SP
Aldo Edel Cassol Stamm- SP
Alexandre Felippu – SP
Almir Francisco de Assis Rolla- BA
Ana Carla Souza Marqui-SP
André Freitas Cavallini da Silva – SP
Andréia Felix Perazzio
Andreia Natalia Azevedo Ferreira de Vasconcelos – SP
Ângela Maria Pereira de Barros
Antonio Abel Pauperio- SP
Antonio Fernando Salaroli
Beatriz Silveira Zalla – SP
Arturo Frick Carpes- SP
Áureo Fernandes Borges Junior- RN
Carlos Antonio Rodrigues de Faria- SP
Carlos Eduardo Cervantes dos Santos- SP
Carlos Otavio Branco Graminho- SP
Carlos Tadeu Rodrigues de Souza- BA
Carolina de Farias Aires Leal
Cassia Paloma da Cunha Onofre-SP
Cauê Duarte -SP
Cris Vanessa Gasgues
Celso Gomes – SP
Charif Abrão Elias- SP
Charly Torregrossa- SP
Davi Davi Knoll Ribeiro – SP
David Grinstein Kramer- BOLÍVIA
Delmer Jonas Polimeni Perfeiro- SC
Denílson Storck Fomin- SP
Denise Abritta- SP
Deraldino Alves Campos- BA
Domingos Lamonica Neto- SP
Donaldson Antonio Breda- SP
Edson Carlos Miranda Monteiro- SP
Eduardo Amaro Bogaz- SP
Eduardo Barbosa de Souza- BA
Eduardo Nogueira Magri – SP
Elcio Izumi Mizoguchi – SP
Eloísa Pires do Prado- SP
Fabiana
Fabio Caracho Batista – SP
Fabio Freire Junior- SP
Fabíola Esteves Garcia Caldas – SP
Maria de Fátima C. Albuquerque Milito – AL
Fernando Arruda Ramos- SC
Fernando César Cervantes dos Santos- SP
Fernando Jose Sales Carneiro- SP
Francisco José Coser- PR
Gabriel David Hushi- SP
Gabriel Santos de Freitas – SP
Gabriella Spinola Jahic – SP
Geraldo Rafael Muniz- SC
Glaura Maria Pimentel Ferreira- SP
Gustavo Duarte Paiva Ferreira- SP
Gustavo Juliani Faller- RS
Haroldo Fernandes Vilela- SC
Heitor Sonda- PR
Heloísa dos Santos Sobreira Nunes – SP
Henrique César Fellipu Pinto- SP
Henrique Wambier – PR
Irajá Alves de Oliveira Junior- RS
Janaina Guidotti Cunha
Jarbas Barbosa
Jeanne da Rosa Oiticica Ramalho- SP
João Elmar de Oliveira
João Fernandes Leal
João Osvaldo dos Santos- MT
José Carlos Maruoka- SP
José Milton Moura Borges- PI
Josemar dos Santos Soares – PB
Jucicleide Bezerra Coimbra- SP
Julio Marcos Pinheiro- MG
Juvêncio Coelho Lustosa- BA
Kelly Elia Abdo – SP
Khalil Fouad Hanna- SP
Laércio Freitas de Oliveira- BA
Laila Puranen Mourão Martins – SP
Larissa Souza Barreto – SE
Lauro João Lobo Alcântara- PR
Leonardo Marques Gomes – BA
Letícia Weber Wächter – RS
Levon Mikhitarian Neto- SP
Lina Ana Medeiros Hirsch – SC
Lis Tozzatti Fernandes- RS
Lucia Helena da Costa Pinto- SP
Luciana Balester Mello de Godoy- SP
Luciana Lagatta Benatti-SP
Luiz Alberto Gonçalves de Andrade- BA
Luiz Antonio Baldivieso Schemy- MG
Luiz Eduardo Wambier-PR
Luiz Henrique Vaz- SC
Luiz Marcio Hummel-SP
Luiz Nobuo Miyamura- PR
Mab Furlan- SP
Marcus Alexandre Sodré- PB
Maria Angélica Ayres Alencar- PR
Maria José Costa Coser- RS
Mariana Baptistella Mazzotti – SP
Marina Spadari Ártico
Mario Luiz Augusto da S. Freitas- SP
Massao Yamada Sawamura – SP
Mauro Knoll- SP
Michele Villa Flor Brunoro-DF
Milena Nathalia Shingu Funai
Milton Pomponet da Cunha Moura- BA
Modesta Ishii- SP
Mônica de Oliveira Nóbrega- SP
Milton Hiroshi Abe- SP
Nilvano Alves Andrade- BA
Obionor Alves de Nóbrega- PA
Olavo Luiz Estefanato- RS
Paola Barbieri Pasquali
Paula Zimath
Paulo de Tarso Moura Borges
Pedro Luiz Coser- RS
Pedro Paulo V. da Cunha Cintra- SP
Rafael Moliterno Neto- SP
Raul Antonio Ferreira- SP
Regina Helena N. Gonçaves
Reinaldo Luiz Salmaso- SP
Renata Coutinho Ribeiro – SP
Renato César Abssanra- SP
Renato Euclides Carvalho de Velloso Vianna
Renato José Corso- RS
Ricardo Azevedo Sallum- SP
Roberta Moss Rinke – SP
Roberto Duarte Paiva Ferreira- SP
Robson Vieira Santos- BA
Rodrigo Kohler – SC
Rodrigo Prestes do Reis – SP
Rogério de Oliveira Barros- PR
Rômulo Augusto Barros- SP
Rose Mirian Souza Di Matteo- SP
Rozania Soeli dos Santos- SP
Rubens Huber da Silva-SP
Ruy Carlos Carvalho de Souza Lobo- BA
Salvador do Carmo Rodrigues- SP
Saulo de Tarso Sgarbi- SP
Sávio Nogueira da Silva Junior- SP
Seliram Barros Fontenele Dias – MA
Sergio Bittencourt- SP
Sergio Lourentz Seballos- RS
Silvana Bellotto- SP
Silvia Helena Lanza
Simone Pavie Simon- SP
Sonia Rodrigues Pereira- BA
Suhenia Ligia P. Lima- PB
Teresa Monteiro Teixeira Cardoso -SP
Thiago Branco Sônego – PR
Ulisses José Ribeiro- SP
Valeria Brandão Marquis
Valtrudes Alves Pamplona – MG
Washington Luiz Cerqueira de Almeida – BA

A Fundação do Núcleo de Otorrinolaringologia de São Paulo

Em final de 1985, o Hospital Ibirapuera encerrou suas atividades em Otorrinolaringologia, devido problemas societários, sendo vendido a uma empresa seguradora na área da saúde.

Durante 16 anos de intensa atividade, o Hospital Ibirapuera marcou uma era dentro da Otorrinolaringologia, em seu aspecto assistencial e no desenvolvimento da especialidade em nosso país.

Além de centro de excelência na formação de novos especialistas, fomentou o desenvolvimento das mais modernas técnicas em ORL, como a microcirurgia da laringe, a microcirurgia endonasal, a cirurgia da base do crânio, o uso dos raios laser em ORL e outras. A lacuna aberta com o seu encerramento jamais foi preenchida.

A Continuidade da Residência em Otorrinolaringologia

Com o encerramento do Hospital Ibirapuera, o Dr. José Antonio Pinto fundou o NÚCLEO DE OTORRINOLARINGOLOGIA E CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO DE SÃO PAULO, juntamente com outros colegas, dando andamento ao programa de residência médica em Otorrinolaringologia, que funciona ininterruptamente até hoje.

Este programa continuou inicialmente no Hospital Nossa Senhora de Lourdes, posteriormente no Hospital Bandeirantes e na Clínica Infantil do Ipiranga. Desde 1993, o Núcleo de ORL funciona no Hospital e Maternidade São Camilo – Pompéia, localizado a Avenida Pompéia, 1137 e em sua sede, na Alameda dos Nhambiquaras, 159, Moema, São Paulo.

Mais de 70 novos otorrinolaringologistas foram formados nos 16 anos de existência do Hospital Ibirapuera, nomes de relevância dentro do cenário de nossa especialidade. Nos últimos 20 anos, o Núcleo de Otorrinolaringologia, Medicina do Sono e Cirurgia de Cabeça e Pescoço de São Paulo, continuando esta mesma missão, contribuiu com mais 68 novos otorrinolaringologistas para nosso país.

Sob a direção do Dr. José Antonio Pinto, atendemos a todos os setores da Otorrinolaringologia, Medicina do Sono, Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Cirurgia Crânio-maxilo-facial, contando também com os seguintes médicos, chefes da Residência em Otorrinolaringologia:

– Dr. José Antonio Pinto

– Dr. Henrique Cesar Felippu Pinto

– Dr. Pedro Paulo Cintra

– Dr. Fernando Cesar Cervantes dos Santos

– Dra. Heloisa dos Santos Sobreira Nunes

– Dr. André Freitas Cavallini

– Dr. Eduardo Amaro Bogaz

– Dr. Arturo Frick Carpes

– Dr. Aguilar Rodrigues

– Dra. Simone Pavie Simon

Nossa participação em inúmeros congressos da Otorrinolaringologia, a publicação de nossos artigos em periódicos internacionais e o valor de aceitarmos o desafio de ser a primeira equipe no Brasil a realizar a cirurgia de reconstrução das vias aéreas, por estenose laringotraqueal na infância, nos mostra que estamos no caminho certo e cumprindo a nossa missão.

Artigo Publicado em: 19 de novembro de 2017 e Atualizado em: 04 de setembro de 2019

Tratamento para Ronco

Estratégias de Tratamento para Ronco

Tratamento para Ronco. O ronco trata-se de um ruído, que ocorre durante o sono, decorrente de vibrações da mucosa e dos músculos da garganta. Roncar, além de ser um alvo de sátiras populares, pode ser um indício de doenças potencialmente fatais, como a apneia do sono. Neste artigo, vamos abordar as principais estratégias de tratamento para esta condição. Acompanhe.

Tratamento para Ronco

Quando dormimos, conforme nos aprofundamos no sono, nossos músculos se relaxam mais e mais. Para quem possui predisposição, esse relaxamento causa uma obstrução das vias aéreas, fazendo com que os tecidos vibrem e o ronco seja emitido.

Quando esse quadro se agrava, pode acarretar em uma doença fatal denominada apneia do sono. Esta ocorre quando a obstrução da região afetada se torna total.

Como Diagnosticar o Ronco Incomum

Ao menos uma vez na vida, todas as pessoas já roncaram durante o sono. O ato ocorre naturalmente após um dia excessivamente exaustivo ou após a ingestão de bebidas alcoólicas, por exemplo. Entretanto, quando o ronco é frequente, é importante ficar atento.

Quando o paciente notar que o ronco está presente em todas as suas noites de sono, é importante procurar o médico de sua confiança, que será capaz de diagnosticar se o ronco é ou não um indicativo de prejuízos mais graves à saúde. Médicos especialistas em distúrbios do sono são capazes de realizar esse diagnóstico.

As causas do ronco variam de pessoa para pessoa: pode ter relação com alterações ortodônticas e do esqueleto facial, e até mesmo com obesidade.

Polissonografia é a denominação do exame indicado para investigação do ronco: através deste, é possível identificar a gravidade do distúrbio do sono e se há presença de doenças mais graves no paciente, como a apneia do sono. Neste artigo, saiba mais sobre a realização do exame.

Estratégias de Tratamento para Ronco

Após o diagnóstico, o médico poderá prescrever o melhor tratamento para cada caso. É possível livrar-se do ronco seguindo algumas simples estratégias de tratamento para ronco.

  • Perda de Peso

A obesidade é um problema muito sério que afeta diversos brasileiros, e também uma das causas do ronco. Isso ocorre porque a pessoa que tem gordura acumulada no pescoço, em torno da garganta, tem maiores chances de ter a mesma fechada durante o sono, devido ao estreitamento da faringe.

Em alguns dos casos, a perda de peso pode ser eficaz na cura do ronco; em outros, não é suficiente para a resolução do problema.

  • Moderação no Consumo de Bebidas Alcoólicas

O consumo de álcool, principalmente no período noturno, agrava ainda mais o quadro de relaxamento dos músculos durante o sono. Para evitar o relaxamento exagerado dos músculos, a moderação com o consumo de bebidas alcoólicas é uma atitude positiva.

  • Hábitos Saudáveis

Buscar a melhor posição na hora de dormir para evitar o ronco, preferencialmente de lado, assim como evitar dormir com a barriga para cima, podem ajudar no processo.

Evitar a ingestão de alimentos e bebidas alcoólicas três horas antes de dormir, e consumir alimentos leves durante a noite também são métodos positivos no tratamento do ronco.

  • Tratamento de Alergias Respiratórias

Pacientes portadores de alergias respiratórias, como rinite e bronquite alérgica, tendem a roncar durante o sono, pois estão geralmente com o nariz entupido. O ronco pode ser gerado pelo esforço da pessoa para respirar e se desviar da congestão nasal.

A única alternativa nesses casos é o tratamento das alergias respiratórias, para diminuir a intensidade do ronco.

  • Alinhamento dos Dentes

Dentes desalinhados e problemas na arcada dentária são fatores que podem contribuir com o aparecimento do ronco. O caso deve ser tratado com o especialista que identificará a raiz do problema e indicará o melhor tratamento.

  • Aparelho Intraoral

Em alguns casos, o paciente pode necessitar de um aparelho feito pelo dentista especializado em medicina do sono. Contudo, sua utilização não é adequada em todos os casos.

Feito sob medida, na hora de dormir, o aparelho deve ser posicionado ente os dentes superiores e inferiores, de maneira confortável. Através de sua utilização, a mandíbula é reposicionada, assim como toda a musculatura orofaríngea, e assim as vias aéreas são desobstruídas, eliminando totalmente o ronco e a apneia.

  • Cirurgias

Nos casos mais graves de ronco, pode haver necessidade da realização de procedimentos cirúrgicos. Os fatores determinantes da cirurgia ideal variam de pessoa para pessoa; eis a necessidade do diagnóstico de um especialista.

Algumas intervenções cirúrgicas utilizadas no tratamento do ronco são: septoplastia, turbinectomia, amigdaletomia, uvulopalatoplastia, sinusectomia, remoção de pólipos nasais e implantes palatais.

  • CPAP

CPAP trata-se de um aparelho, utilizado pelos pacientes durante o sono, que introduz sob pressão o ar ambiente através de uma máscara facial/nasal. Esse tratamento é indicado apenas em casos mais graves de ronco, principalmente para portadores de apneia do sono, quando nenhum outro tipo de tratamento é acessível.

  • Implantes Estimuladores

Tratamento ainda não disponível no Brasil, os implantes estimuladores são um método mais eficaz e menos incômodo aos pacientes. Eles têm objetivo de evitar o relaxamento excessivo dos músculos da garganta durante o sono.

Conclui-se que são muitas as estratégias de tratamento para ronco, e a indicação varia de acordo com a gravidade de cada caso. A semelhança entre tantos tratamentos é seu objetivo único: elevar a qualidade de vida dos pacientes, aliviando os sintomas do ronco e diminuindo o índice de mortalidade em casos de apneia do sono, por exemplo.

Quem poderá indicar o tratamento ideal para cada paciente é o especialista em distúrbios do sono, após a consulta médica e a realização dos devidos exames para diagnosticar o problema.

Referência: National Sleep Foundation

Artigo publicado em 21 de fevereiro de 2018 e atualizado em 28 de agosto de 2019

Disfunções Temporamandibulares

Disfunção Temporomandibular e Distúrbios do Sono

As disfunções temporomandibulares (DTMs) são um grupo heterogêneo de condições musculoesqueléticas e neuromusculares envolvendo o complexo articular temporomandibular e a musculatura e os componentes ósseos adjacentes. A condição pode afetar de forma significativa e muito prejudicial a saúde em geral do organismo. Por isso, entender quais são as possíveis causas e as opções para diagnóstico e tratamento é fundamental para conseguir lidar com esta enfermidade corretamente.

Continue a leitura e saiba mais sobre este problema, suas causas e tratamento.

O Que são as Disfunções Temporomandibulares?

A articulação temporomandibular é a área que faz a conexão da mandíbula com o crânio: esta área pode sofrer inúmeros tipos de prejuízos durante o desenvolvimento do organismo, bem como por consequência de diversos fatores externos que irão atuar sobre ela. Uma disfunção temporomandibular é caracterizada por ser um problema que afeta o funcionamento correto das funções da mandíbula, prejudicando tanto os processos de mastigação, respiração e até mesmo fala, não sendo necessário que todos ocorram em todos os casos.

Há diversos tipos de disfunções temporomandibulares que podem ser analisados em sua ocorrência frequente na sociedade, principalmente em indivíduos adultos, que possuem uma carga de stress incrivelmente grande perante às pressões que o mundo moderno proporciona em suas vidas.

Uma disfunção temporomandibular que está entre as mais comuns, e que geralmente é tratada com menos seriedade do que deveria por seus próprios portadores, é o bruxismo.

Bruxismo: Uma Forma de Disfunções Temporomandibulares

O bruxismo é uma forma de disfunção temporomandibular que implica na realização de movimentos de pressão e cerrar dos dentes do portador de maneira involuntária, ocorrendo principalmente durante o período do sono.

O bruxismo faz com que a arcada dentária do paciente possa sofrer danos, bem como a estrutura da face, além de poder causar dores musculares e dores de cabeça devido à incrível pressão que é geralmente exercida pelas pessoas que sofrem desta disfunção temporomandibular.

O Que Causa o Bruxismo?

Há inúmeras causas para que o bruxismo ocorra, e esta é uma enfermidade que pode afetar todas as idades, raças, gêneros e etc. Isso se dá pelo fato de que, em sua maioria, a causa do bruxismo acontece por meio de stress profundo do indivíduo: seja pelo motivo que for.

A realização da pressão com a arcada dentária sobre si mesma é um ato de contração que faz com que a região da boca possa se tornar um tanto quanto rígida, causando prejuízos tanto à arcada dentária quanto à musculatura da face.

Em adultos, por exemplo, situações de extrema tensão como separações, um trabalho que é estressante e que tem um chefe rígido demais que o deixa infeliz, uma complicação com a saúde… há diversos fatores que acabam culminando no processo do indivíduo de liberar a tensão por meio de cerrar os dentes.

O bruxismo infantil é, além disso, extremamente comum: crianças podem sofrer com pressões com as quais ainda não conseguem lidar, afinal, estão também passando pelos processos de aprendizado, e não só na escola, estão passando pelo aprendizado de lidar com suas emoções.

Situações onde a criança possa se sentir pressionada, estressada, onde ela tenha algum trauma relacionado, podem ser o gatilho perfeito para que o seu organismo passe a agir de forma involuntária provocando danos por meio de uma disfunção temporomandibular.

Como Tratar o Bruxismo

O bruxismo, como uma disfunção temporomandibular que não é exatamente visível para todas as pessoas que estão ao redor do portador, precisa de um processo de diagnóstico que seja extremamente detalhado, para que, então, após estabelecer-se as prioridades, possa se dar início ao processo de tratamento.

Nas crianças, a mesma regra é válida, porém, com muito mais afinco! É extremamente crucial que os pais, familiares e cuidadores que convivem diariamente com as crianças estejam prestando atenção à todos os detalhes, fazendo com que suas atitudes possam denotar a ocorrência de alguma disfunção temporomandibular, bem como emocional ou física.

Busque Ajuda de Profissionais Especializados

Para a identificação e tratamento eficaz do bruxismo, é essencial que as pessoas busquem o auxílio de um profissional conhecido como dentista do sono. Ele é especializado em realizar a prescrição de remédios e a criação de um molde personalizado para cada pessoa para a contenção dos movimentos involuntários da mandíbula.

Esta placa precisa ser utilizada pelo paciente durante a noite, e, por meio de sua moldagem personalizada, irá se encaixar completamente na arcada dentária, fazendo com que o mesmo não consiga realizar os processos de contração dos músculos da face que certamente causarão mais malefícios à saúde e o bem estar do paciente.

Além disso, o tratamento psicológico também é crucial para que o paciente possa recuperar sua estabilidade e não sofra mais com o bruxismo, que, em sua maioria é advindo de stress e traumas, portanto, sendo completamente benéfica a realização simultânea dos dois processos de cura.

Um profissional especializado irá proporcionar tratamentos muito mais eficazes, bem como um acompanhamento psicológico irá ser de extremo auxílio para conseguir fazer com que o paciente possa entender melhor quais são as causas de sua disfunção temporomandibular e que estão sendo extravasadas de uma maneira completamente prejudicial à saúde.

Artigo Publicado em: 10 de outubro de 2017 e Atualizado em 21 de agosto de 2019

Apneia do Sono e AVC

Apneia do Sono e AVC

Uma das principais avaliações que todos nós precisamos fazer diz respeito a quão bem respiramos durante o sono. Nós roncamos ou temos problemas para respirar enquanto dormimos? Apneia do sono não tratada e AVC possuem uma relação de risco, mas o tratamento da apneia do sono pode ajudar a prevenir o acidente vascular cerebral.

Veja neste artigo como os problemas respiratórios do sono aumentam seu fator de risco para acidente vascular cerebral.

Apneia do Sono não Tratada e AVC

Se você parar de respirar por 10 segundos ou mais durante o sono, poderá ter apneia do sono. O diagnóstico é realizado para qualquer pessoa que tenha uma média de 5 desses episódios por hora todas as noites.

A apneia obstrutiva do sono (AOS) é a forma de apneia do sono mais comum. Ocorre como resultado de uma mecânica defeituosa na via aérea superior. Pode ser causada por tecidos excessivamente grandes ou inchados, como a língua ou úvula bloqueando a passagem do ar. Outra condição que leva à AOS é a retenção de áreas fluidas e / ou gordurosas excessivas no pescoço, que pressionam a via aérea, dificultando a passagem do ar.

O colapso ou bloqueio de tecidos nessa área pode levar a respirações ofegantes, ronco alto, insônia, sono interrompido, pesadelos por não conseguir respirar e outros sintomas menos óbvios, como sonolência diurna excessiva, pressão alta, dor de cabeça matinal ou uma garganta extremamente seca ou dolorida ao despertar.

De acordo com um estudo da National Stroke Foundation, a apneia do sono pode ser um efeito posterior ao derrame, mas também pode ser a causa de um acidente vascular cerebral de primeira vez ou recorrente. A condição causa baixos níveis de oxigênio e pressão alta, ambos fatores que podem aumentar o risco de um derrame futuro.

Como a Apneia do Sono não Tratada pode Levar ao AVC

Durante um episódio apneico, o corpo realiza uma incrível quantidade de esforço para tentar abrir as vias aéreas e respirar. Infelizmente, esse esforço muitas vezes não fornece ao cérebro o oxigênio necessário para manter todo o corpo e todos os seus sistemas funcionando sem problemas durante o sono.

Quando o baixo nível de oxigênio no sangue persiste, o sistema nervoso simpático libera surtos de hormônios do estresse que elevam os níveis de pressão arterial e levam a flutuações na frequência cardíaca.

Com o tempo, essas condições contínuas e não tratadas durante o sono levarão a problemas sistêmicos com pressão arterial alta não controlada e uma condição de arritmia cardíaca conhecida como fibrilação atrial (AFib). Hipertensão e Afib são dois fatores de risco bem conhecidos para o acidente vascular cerebral.

Uma pesquisa do New England Journal of Medicine demonstrou evidências conclusivas de que a apneia do sono está significativamente associada ao risco de acidente vascular cerebral ou morte por qualquer causa, e essa associação é independente de outros fatores de risco, incluindo hipertensão.

Gravidade da Relação entre Apneia do Sono e AVC

Não é incomum as pessoas morrerem durante o sono ou sofrer danos cerebrais extensos, como resultado de um AVC durante a noite.

Se você tem um problema de respiração durante o sono, pode experimentar vários dos sintomas acima mencionados, ou ouvir de entes queridos que você ronca alto ou suspira enquanto dorme.

Não deixe de investigar esses sintomas ou observações. Procure um médico do sono, para realizar o diagnóstico por meio de um estudo do sono. Tratar o ronco e a apneia do sono pode levar a um risco muito reduzido de acidente vascular cerebral, bem como melhorias na sua qualidade de vida e saúde e bem-estar geral.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Apneia do sono e doenças cardiovasculares. Apneia do sono e / ou ronco habitual passaram a ser reconhecidos como fatores de risco independentes para hipertensão arterial, arritmias cardíacas, doença arterial coronariana, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral isquêmico somente no final do século XX, quando pesquisadores reconheceram que pacientes com apneia do sono não tratada tinham maior risco de morbidade cardiovascular em comparação com pacientes com apneia do sono tratada. Estudos populacionais também já sugeriram que a apneia do sono pode ser um fator de risco para demência vascular.

Veja neste artigo mais informações sobre a relação entre apneia do sono e o desenvolvimento das doenças cardiovasculares.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Compreender os efeitos da apneia do sono no sistema nervoso autônomo (SNA) é importante para melhor compreensão da apneia do sono e as doenças cardiovasculares. O relógio biológico do corpo – núcleo supraquiasmático tem ritmicidade autônoma em sua atividade neuronal. As funções do corpo moduladas pelo SNA incluem equilíbrio simpático-parassimpático, produção de glicose hepática e sensibilidade à insulina.

Durante o sono, alterações fisiológicas na atividade respiratória e cardiovascular são predominantemente dependentes do ciclo do sono e mediadas pelo controle autonômico. Durante o NREM, há um aumento na atividade parassimpática, enquanto durante o sono REM, há uma diminuição na atividade parassimpática, responsável pelo aumento da atividade cardiovascular durante o último.

Qualquer excitação durante o sono resulta em aumento da atividade respiratória e cardiovascular. A ritmicidade intrínseca aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial com a inclinação do equilíbrio simpático-parassimpático em direção ao primeiro, imediatamente antes de acordar, preparando o corpo para as atividades diárias.

As respostas fisiopatológicas à AOS ocorrem principalmente em resposta à diminuição da tensão arterial de oxigênio iônico e ao aumento da tensão arterial por dióxido de carbono. Estes provocam um aumento na atividade do sistema nervoso simpático, causando vasoconstrição periférica para desviar o fluxo sanguíneo para órgãos vitais. Ao mesmo tempo, a atividade parassimpática reduz a atividade miocárdica e, consequentemente, as necessidades de oxigênio.

No final dos episódios apneicos, há um aumento na pressão sanguínea à medida que a função miocárdica é restaurada. A vasoconstrição e as alterações na atividade miocárdica causam um aumento na carga cardíaca, enquanto a vasoconstrição pulmonar induzida pela hipóxia pode contribuir para a insuficiência cardíaca.

Episódios frequentes e sustentados contribuem para a não-imersão da pressão arterial durante a noite e sensibilização da resposta sensorial hipóxica dos corpos carotídeos, que induz alterações nos níveis genéticos associados ao aumento do estresse oxidativo. A microneurografia demonstrou aumento da atividade nervosa simpática muscular no término de apneias em pacientes com AOS.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares – Tratamento com CPAP

O uso de CPAP melhora o equilíbrio simpático-parassimpático em pacientes com apneia do sono moderada e grave e melhora a variabilidade da frequência cardíaca. Outros tipos de aparelhos para apneia também podem ser indicados para tratamento, de acordo com as particularidades de cada paciente.

Em resumo, os pacientes com apneia do sono não tratada tendem a ter uma atividade simpática aumentada e desregulação autonômica que pode se beneficiar com o manejo da AOS com CPAP.

Núcleo do Sono

Núcleo do Sono – Conheça Melhor o Nosso Trabalho

Os distúrbios do sono podem causar graves danos à saúde. Como é durante o sono que o nosso organismo executa diversos mecanismos para regenerar-se, quando não dormimos bem, temos como consequência enfermidades cardiovasculares, metabólicas, cognitivas, entre outras. Neste artigo, saiba mais sobre o que é um Núcleo do Sono e como é a atuação de seus profissionais, no sentido de prevenir e tratar problemas como estes.

Núcleo do Sono – A Medicina do Sono

Segundo o autor Allan Hobson, em 1989, temos aprendido mais acerca do sono nos últimos 60 anos que nos anteriores 6.000 anos. Apesar deste complexo fenômeno ocupar um terço das nossas vidas, somente na segunda metade do século XX, a Medicina despertou para esta área.

Por volta dos anos 90, surgiu no Brasil a necessidade de profissionais especializados no tratamento de pacientes com doenças complexas relacionadas ao sono, como a apneia. A partir de então, a especialidade Medicina do Sono começou a se estabelecer, não só visando o tratamento de pacientes com apneia, mas também daqueles portadores dos diversos distúrbios do sono.

A Medicina do Sono tornou-se uma especialidade multidisciplinar envolvendo neurologistas, pneumologistas, psiquiatras, otorrinolaringologistas, bucomaxilos, cardiologistas, endocrinologistas, cirurgiões bariátricos, dentistas, fisioterapeutas e nutricionistas.

O que é um Núcleo do Sono

O objetivo de um Núcleo do Sono é desenvolver um sistema multidisciplinar para resgatar a saúde e o bem-estar de pacientes portadores de distúrbios do sono, evitando complicações como obesidade, doenças metabólicas, degenerativas, cardiovasculares e até mesmo ortopédicas.

Assim como existem inúmeros fatores que podem levar ao desenvolvimento de problemas ao dormir, também dispomos de uma gama de tecnologias que possibilitam diagnosticar os distúrbios do sono. As abordagens terapêuticas para estes problemas também estão cada vez mais aperfeiçoadas.

Quando Procurar um Núcleo do Sono

Entre os diversos problemas que podem afetar a qualidade do sono, estão a apneia, a insônia, a sonolência excessiva, a síndrome das pernas inquietas, o bruxismo e o sonambulismo. Na realidade, devido ao estilo de vida cada vez mais corrido e estressante a que estamos expostos, a cada dia vemos novas causas para um sono não reparador.

Uma adequada orientação sobre quando procurar o atendimento de profissionais especializados em sono está mais relacionada às consequências que estes problemas trazem à vida do indivíduo.

No momento em que a dificuldade para pegar no sono à noite, ou uma sonolência excessiva durante o dia começam a interferir em aspectos como o desempenho profissional ou o tempo com a família, buscar ajuda em um núcleo do sono pode ser o fator determinante para resgatar a saúde e também a qualidade de vida.

Porque Consultar o Núcleo do Sono

Atualmente, os distúrbios respiratórios do sono são causas frequentes de noites mal dormidas. Contudo, existem outras causas para um sono não reparador.

Entre elas estão os problemas hormonais, como hiper e hipotireoidismo; algumas doenças psiquiátricas e neurológicas, como ansiedade, depressão, doença de Parkinson, doenças cerebrais isquêmicas e doença de Alzheimer e doenças que causam dores, principalmente durante a noite, como a fibromialgia.

Situações como estas podem provocar muita sonolência durante o dia ou dificuldade para adormecer. Portanto, é necessário um diagnóstico diferencial, realizado preferencialmente por uma equipe multidisciplinar. Assim, podemos avaliar o paciente como um todo, para que o tratamento ofereça o melhor resultado.

Você percebe que poderia dormir melhor? Marque uma consulta com a nossa equipe e deixe-nos ajudar.

Artigo  Publicado em: 4 de dezembro de 2017 e atualizado em 24 de julho de 2019

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