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Alergias de Primavera

Alergias de Primavera ou Rinite Sazonal – Saiba Mais

Uma das estações mais bonitas do ano é a Primavera: colorida e cheia de flores. Entretanto, junto com todo esse encanto precisamos conviver com um incômodo: as alergias de primavera, pois o pólen suspenso no ar, mesmo que não percebamos, pode desencadear diversos processos alérgicos, especialmente nas pessoas mais sensíveis.

Embora este tipo de alergia seja bem incômodo, podemos listar algumas dicas de como amenizar e tratar estas crises. Não deixe a alergia acabar com sua primavera, leia este artigo para saber para controlar os sintomas da alergia da primavera.

O que São as Alergias de Primavera

Esta condição também é conhecida como febre do feno e alergias sazonais. À medida em que as plantas liberam o pólen, milhões de pessoas começam a fungar e espirrar. Isto acontece, pois seu corpo sofre uma reação imune quando exposto a diferentes alérgenos, formando assim anticorpos específicos para alergias. Esses anticorpos ficam nas células dos olhos, nariz, pulmões e pele. E da próxima vez que você entrar em contato com um alérgeno específico, seu corpo reage liberando substâncias químicas chamadas histaminas, levando a uma reação alérgica.

Dependendo do que você é alérgico, os sintomas da alergia podem durar até o verão. Isso ocorre porque árvores, gramas e mofo são os gatilhos mais comuns.

Sintomas das Alergias da Primavera

  • Coceira nos olhos
  • Olheiras
  • Olhos marejados
  • Seios da face inchados
  • Coriza, nariz entupido
  • Espirros
  • Garganta arranhando
  • Gotejamento nasal
  • Tosse
  • Comichão na boca, nariz, ouvido e garganta

Estes sintomas são causados pelo pólen que as plantas e árvores liberam nesta estação do ano, alguns tipos de fungos também produzem esporos de mofo. Podem até causar uma crise de asma, em quem já sofre com este problema, além de vir acompanhado pelas rinites alérgicas, e conjuntivite alérgicas.

Quem mais Sofre com as Alergias de Primavera?

Embora a presença de pólen e pessoas com alergias em todos os lugares, alguns estudos comprovam que é nos grandes centros urbanos que as queixas estão mais persistentes. A explicação para isto é que a poluição urbana torna o pólen mais agressivo (contendo uma quantidade maior de proteínas, que o torna ainda mais alérgeno), sendo mais difícil para que as pessoas possam se defender da poluição.

Como Prevenir e Reduzir os Sintomas de Alergias de Primavera

Existem várias alternativas para reduzir os sintomas da alergia da primavera. Algumas delas são:

  • Caso seja alérgico, converse com seu médico para verificar se existe a possibilidade de tomar medicamentos como um anti-histamínico oral, antes dos sintomas iniciais
  • Use purificadores de ar
  • Use aspirador de pó frequentemente, para ajudar a conter o pólen
  • Evite levar o pólen para sua casa, removendo a roupa que usou, e lave tudo antes de usar novamente, lave também o cabelo ao chegar em casa pois pode conter pólen
  • Mantenha as janelas fechadas para impedir a entrada do pólen, principalmente pela manhã, quando a contagem de pólen está em seu ponto mais alto
  • Troque a roupa de cama, a poeira, lave o chão, limpe os móveis, cortinas e estofados.

Existem Tratamentos para as Alergias de Primavera?

Alguns medicamentos podem ser muito eficazes na redução dos sintomas. Pode ser necessário que você e seu médico realizem algumas tentativas para saber qual medicamento serve melhor para o seu caso.

Existem também algumas medidas caseiras que podem oferecer alívio, tais como:

  • Enxaguante salino nasal – A solução salina (água salgada) pode ser aplicada no nariz com uma seringa, isso ajudará a aliviar e abrir as passagens nasais. Esta lavagem deve ser feita com Soro Fisiológico. Veja como fazer a lavagem nasal adequadamente.
  • Inalação de Vapor – Use uma tigela com água quente, cubra a cabeça com um pano e capture o vapor.
  • Vitaminas E e C presentes em frutos cítricos, kiwi, acerola também podem ajudar a combater a alergia.
  • Chá de camomila é um anti-histamínico natural, também pode ser usado os saquinhos de chá escorridos, gelados aplicados nos olhos ajudam a acalmar as inflamações.

Lembre-se sempre de que o acompanhamento com o médico otorrino é a melhor forma de prevenir e tratar sintomas como estes das alergias de primavera.

Referência: Mayo Clinic

Como Dormir Melhor com Apneia do Sono

Como Dormir Melhor com Apneia do Sono

A apneia do sono se caracteriza por recorrentes pausas de alguns segundos na respiração durante o sono.
Existem diferentes causas para o surgimento da apneia do sono, bem como tratamentos.

Quando dormimos com a barriga virada para cima o efeito da gravidade facilita o estreitamento das vias aéreas pela língua e pelo palato mole. Essa obstrução pode causar paradas respiratórias durante a noite e essas, por sua vez, forçam o corpo a acordar, ainda que por alguns segundos.

É Possível Dormir Melhor com Apneia do Sono

Para quem sofre de apneia, mudar a posição em que dorme pode ser um ótimo começo para alcançar uma melhora. Existem outras recomendações para melhorar o sono de uma pessoa que sofre com a condição.

Continue a leitura e conheça o que você pode fazer para dormir melhor, apesar da apneia do sono.

Sintomas que Atrapalham Dormir Melhor com Apneia do Sono

Os sintomas da apneia não seguirão um padrão em todos os casos. Alguns dos sintomas que podem se manifestar são:

    • Agitação durante o sono
    • Arritmia
    • Baixa concentração
    • Depressão
    • Dores de cabeça
    • Falta de atenção
    • Falta de disposição
    • Interrupções do sono
    • Irregularidades da memória
    • Pressão alta
    • Ronco
    • Sono durante o dia

Tratamentos que Ajudam a Dormir Melhor com Apneia do Sono

Existem diversas opções de tratamento para apneia do sono. Uma vez feito o diagnóstico o médico direcionará o paciente para o tratamento que melhor se encaixe em seu quadro. Os tratamentos mais comuns são:

  • Terapia comportamental
  • Pressão positiva contínua nas vias respiratórias (CPAP)
  • Aparelhos intraorais
  • Cirurgia

Como Dormir Corretamente

Um ponto importante para nossa saúde que muitas vezes não é levado em consideração é o sono.

Uma única noite mal dormida pode ocasionar diversos problemas à nossa saúde. Eles podem ir desde aumento da desatenção até redução do tecido cerebral. A recorrência de noites de sono mal dormidas aumenta as chances e o efeito desses problemas, distúrbios de sono como a insônia devem ser tratados com ajuda médica para reduzir os danos.

Para usufruirmos da melhor forma do período de sono, existem algumas ações que podemos tomar.

Posição ao Dormir

A posição em que dormimos irá influenciar não somente o sono, mas também como nossa coluna repousará e como o peso será distribuído por ela.

Se nos posicionarmos de forma inadequada na hora de dormir teremos problemas como dor nas costas e pescoço, câimbras e apneia do sono. Veja a seguir como a posição ao dormir pode influenciar a qualidade do sono:

  • Bruços – Apesar de reduzir o ronco, essa posição impede que a coluna se posicione de forma adequada. A musculatura do pescoço e dorso então se tenciona causando dor.
  • Barriga para cima – Para quem gosta de dormir nessa posição o mais indicado é o uso de um travesseiro baixo que permita o alinhamento entre sua cabeça, pescoço e coluna.
  • De lado – É a melhor posição para se dormir. A coluna se mostra alongada, reduzindo as chances de dores nas costas e pescoço. Nessa posição recomenda-se o uso de um travesseiro da altura do ombro sob a cabeça de forma que a deixe alinhada com o resto da coluna e um segundo travesseiro entre os joelhos.

Evite Telas

A luz emitida por telas como as de celulares, tablets e televisores atrapalha a produção correta de melatonina. A melatonina é um hormônio e sua função é induzir o sono e regular o metabolismo.

Essas telas devem ser evitadas a partir de uma hora antes de ir pra cama.

Escolha o Colchão Ideal

O colchão irá influenciar como sua coluna se posiciona, como o peso se distribuirá por ela e a forma como seu corpo adormecerá.

O ideal é que o colchão seja firme, porém macio. Um colchão muito mole não permitirá que a coluna repouse adequadamente e desvios poderão surgir.

Já um colchão muito duro não dará descanso para os músculos e eles enfrentarão grande tensão.

Escolha o Travesseiro Correto

O travesseiro ideal é aquele que sustenta a cabeça e possibilita que ela, o pescoço e a coluna fiquem alinhados.
Assim como o colchão, é importante que o travesseiro não seja muito mole nem muito duro, ele deve ser confortável e se adaptar perfeitamente às curvas do pescoço e da cervical.

Ele também tem vida útil limitada e deve ser trocado a cada dois anos aproximadamente. Depois desse período a condição estrutural do travesseiro é avariada e 30% de seu peso total é excremento de ácaros, o que pode ocasionar outras doenças.

Aromaterapia

Quando inalamos um aroma, nossos receptores nasais enviam mensagens para o sistema límbico cerebral. Esses aromas atuam no cérebro alterando nosso humor e nossas emoções.

Essa técnica pode ser utilizada para causar relaxamento e nos ajudar a descansar da melhor forma antes de cair no sono. Aqui estão alguns aromas que podem ajudar:

  • Camomila
  • Capim limão
  • Ilangue-ilangue
  • Lavanda
  • Manjericão
  • Manjerona
  • Neroli
  • Rosa
  • Sândalo

Cromoterapia

A cromoterapia é uma pseudociência que faz o uso de cores para induzir reações físicas ou psicológicas no indivíduo.
É possível usar luzes de determinadas cores no quarto para proporcionar uma melhor noite de sono.

  • Azul – Quartos predominantemente azuis proporcionam as noites de sono de melhor qualidade e maior duração.
  • Amarelo claro – A cor amarela também demonstra ótimo desempenho na melhora do sono. Esse amarelo, porém, deve ser claro e não vibrante, um amarelo saturado é energizante e pode acabar causando o efeito contrário ao desejado.

Faça Refeições Leves Antes de Dormir

Antes de dormir os alimentos consumidos devem ser leves e facilmente digeríveis. Se possível opte por alimentos com propriedades calmantes. Alimentos como esses podem facilitar o sono:

  • Ameixa seca
  • Amêndoas
  • Arroz integral
  • Aveia
  • Banana
  • Chia
  • Espinafre
  • Kiwi
  • Leite
  • Linhaça
  • Manteiga
  • Mel
  • Nozes
  • Ovo
  • Pão
  • Queijo branco
  • Tomate

Ao mesmo tempo em que esses alimentos podem ajudar, existem outros que devem ser evitados por estimularem o sistema nervoso central. Temos como exemplo:

  • Açaí
  • Café
  • Chá mate
  • Chá preto
  • Chá verde
  • Chocolate
  • Energéticos
  • Gengibre
  • Pimenta
  • Refrigerantes

Conheça também outras Estratégias de Tratamento do Ronco e da Apneia do Sono.

Referência: Saatva Matrress

Nódulos nas Cordas Vocais

Nódulos nas Cordas Vocais – Devo me Preocupar?

Os nódulos nas cordas vocais, conhecidos popularmente como calos nas cordas vocais, tratam-se de lesões de massa benignas, bilaterais, rígidas e simétricas que afetam as pregas vocais.

O surgimento desses nódulos deve-se ao atrito brusco, provocado pelo contato frequente e intenso entre as cordas vocais no processo de produção do som. A causa mais comum desse atrito brusco é o comportamento vocal inadequado, em especial o abuso vocal.

Os nódulos não tratam-se de tumores, pois apresentam novas formações celulares em sua composição: são formados por um tecido edematoso e/ou fibras colágenas.

Continue a leitura para aprender sobre os nódulos nas cordas vocais, seus fatores de risco, sintomas e formas de tratamento.

Nódulos nas Cordas Vocais – Fatores de Risco

O comportamento vocal influencia diretamente no surgimento de nódulos nas cordas vocais: o problema incide principalmente sobre mulheres na faixa etária de 25 a 35 anos, e também sobre crianças, de ambos os gêneros, entre os 7 e 9 anos.

Os principais alvos da condição são pessoas que fazem uso constante da voz no trabalho, os “profissionais da voz”, grupo que engloba professores, telefonistas, secretários, apresentadores, cantores, atores, advogados, leiloeiros, médicos, entre outros.

Pesquisas apontam que, dentre os pacientes adultos que apresentam nódulos nas cordas vocais, mais de 90% são do gênero feminino, mais de 60% são professores, 95% são não-fumantes e mais de 80% trabalham durante dois ou três turnos.

Determinados comportamentos que caracterizam o uso inadequado da voz, a longo prazo, comumente resultam no surgimento de nódulos nas cordas vocais.

Os hábitos mais comuns de mau uso da voz são: falar muito alto, muito rápido ou durante muito tempo, gritar constantemente, produzir voz em um tom muito grave, falar em ambientes barulhentos, falar e realizar movimentos físicos intensos simultaneamente, emitir sons com muita força e falar com a ressonância baixa, forçando a garganta.

Alergias respiratórias, distúrbios hormonais, tabagismo e etilismo são outros fatores que também Têm relação com o aparecimento de nódulos vocais.

Sintomas de Nódulo nas Cordas Vocais

Os nódulos nas cordas vocais provocam alterações no padrão de produção do som. As mudanças mais perceptíveis auditivamente são a rouquidão, a soprosidade e as modificações no tom de voz (tom mais grave ou mais agudo).

Outras queixas comuns de pacientes com nódulos vocais são de cansaço durante a fala, dor na laringe ou no pescoço, presença de muito pigarro e dificuldade de falar por muito tempo, dificuldade de produzir notas agudas e dificuldade na coordenação da respiração e produção da voz.

Nas crianças, os sintomas dos nódulos vocais são semelhantes aos dos adultos: somente a dificuldade em coordenar a respiração e a produção da voz fica mais evidente. Em alguns casos, elas podem perder a voz durante alguns períodos de tempo.

Diagnóstico  e Tratamento de Nódulo nas Cordas Vocais

O diagnóstico de nódulo nas cordas vocais varia de acordo com as especificidades de cada paciente, tais como: história clínica, sintomas, causas e comportamento vocal. É preciso analisar se há uso excessivo ou inadequado da voz na rotina do paciente, qual sua demanda vocal e  detectar características que possam contribuir no tratamento e na mudança de hábitos voltados à voz.

Se você notou a presença de alterações na sua voz ou rouquidão persistente (por mais de 10 dias) que não estejam relacionadas a outras condições clínicas, como um resfriado, não exite em procurar o otorrinolaringologista de sua confiança.

O especialista poderá detectar a causa dessas alterações e indicar a intervenção fonoaudióloga adequada, assim como a mudança de hábitos que o paciente terá que passar durante as sessões de tratamento, e ainda se há ou não necessidade de intervenção cirúrgica.

O acompanhamento médico é igualmente fundamental no caso das crianças. Quando antes o problema for diagnosticado, mais amplas são as possibilidades de tratamento.

Prevenção dos Nódulos nas Cordas Vocais

A melhor forma de prevenir dos nódulos vocais é cuidar bem da voz, afinal, trata-se de uma condição decorrente de hábitos nocivos, uso inadequado e abuso da voz. Alguns cuidados são necessários, especialmente no caso de pessoas que fazem uso contínuo da voz no trabalho e no dia a dia.

Referência: Cleveland Clinic

Artigo Publicado em: 21 de março de 2018 e Atualizado em: 30 de outubro de 2019

49º Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial

49º Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial

Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia. De 30 de Outubro a 02 de Novembro de 2019, estaremos participando da 49º edição do Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. Neste ano de 2019, é a vez de Brasília sediar o evento.

Saiba Mais sobre o 49º Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial

Todos os anos, o Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial traz grandes nomes dessa especialidade para apresentar novos avanços e ideias.

Teremos intensas atividades teóricas e práticas, mesas redondas, conferências, cursos, temas livres e consensos.

Programação Científica

O dia 30 de outubro marca o início das atividades, com o 12th International Symposium on Recent Advances in Rhinosinusitis and Nasal Polyps e cursos pré congresso em Rinologia, Laringologia, Otologia, Medicina do Sono e outras áreas.

A Nossa Participação na Programação Científica

O Dr. José Antonio Pinto terá uma participação ativa nas atividades do Congresso. Veja a seguir:

  • Pré-Congresso: 30 de Outubro
    • Up-To-Date na Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono;
  • Dia 31 de Outubro
    • Palestra sobre Novas técnicas para Diagnóstico e Tratamento da Apneia Obstrutiva do Sono;
  • Dia 01 de Novembro
    • Mesa redonda sobre Cuidados Peri-Operatórios em Pacientes Apneicos;
  • Dia 02 de Novembro
    • Mesa redonda sobre o Tratamento das Estenoses Laringotraqueais
    • Palestra sobre Tratamento cirúrgico da Apneia do Sono, com o tema: UvuloPalatoFaringoplastias – Quando e Como?

O Dr. José Antonio Pinto também fará parte da banca julgadora dos melhores trabalhos do congresso, além de coordenar o Consenso Brasileiro de Sonoendoscopia.

II Encontro Multiprofissional

Em 2019 realizaremos em paralelo ao 49º Congresso Brasileiro de ORL, o II Encontro Multiprofissional da ABORL-CCF.

O encontro acontecerá em salas específicas, e terá uma programação voltada aos profissionais multidisciplinares da área da saúde que têm interface com a Otorrinolaringologia. Entre os temas abordados, estão:

  • Quando a Fala Não É Possível…
    • O Que É Comunicação Alternativa?
    • Quando Está Indicada?;
  • Mitos e Verdades sobre o Atraso de Fala e Linguagem;
  • Neurolaringe: Desafios;
  • Libras: Impacto no Desenvolvimento Cognitivo;
  • Inter-Relação entre Voz e Disfagia;
  • Fissuras Lábio Palatinas e Impacto na Comunicação;
  • Reabilitação Vestibular;
  • Laserterapia em Reabilitação de Paciente Oncológico;
  • e muitos outros!

Sobre o Local do Evento

O congresso será realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), um dos maiores e mais modernos espaços para eventos do Brasil, localizado em área privilegiada, a poucos minutos dos principais pontos de interesse na capital federal.

Não perca o maior encontro da Otorrinolaringologia de 2019! Nos vemos em Brasília!

Referência e o Local do Evento

Carta do Presidente – 49º Congresso Brasileiro de ORL

Neste ano de 2019, é a vez da capital do Brasil receber a 49ª edição do Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. Localizada no coração do país, Brasília já está de portas abertas para receber colegas da especialidade vindos de todas as partes do Brasil e do mundo.

Além de uma programação preparada cuidadosamente para levar a todos um compêndio da atualização científica e prática, teremos ainda as atividades de dissecção de cadáveres, assim como no ano anterior.

Além disso, a sessão “Dia a dia no consultório” traz assuntos do cotidiano médico e que perpassam toda a atuação de profissionais em diferentes estágios da carreira.

Corpos Estranhos no Ouvido

Corpos Estranhos no Ouvido

Corpos estranhos no ouvido é um termo que refere-se a qualquer objeto ou substância que possa ser introduzido no ouvido – intencionalmente ou por acidente.

O canal auditivo é extremamente sensível. Ele possui uma fina camada de pele que confere pouco amortecimento. Por este motivo, a tentativa de remoção pode ser extremamente dolorosa, quando não realizada adequadamente em um hospital.

Neste artigo, saiba mais sobre as complicações que um corpo estranho no ouvido pode causar e como proceder nesse caso.

Por que Corpos Estranhos no Ouvido São Frequentes?

A grande maioria dos objetos encontrados nos ouvidos são colocados voluntariamente, geralmente por crianças, apenas por curiosidade ou brincadeiras. Dormir no chão também pode aumentar as chances de algum inseto entrar em seus ouvidos.

Alguns corpos estranhos comuns de serem encontrados nos ouvidos são:

  • Grãos de pipoca
  • Feijões
  • Pedras
  • Insetos
  • Partes de brinquedos
  • Papel
  • Algodão
  • Miçangas

Quando Suspeitar se Há Algo Errado no Ouvido?

A maioria das pessoas pode perceber se há algo em seus ouvidos. O canal auditivo, onde a maioria dos objetos ficam presos, é muito sensível. Além disso, o canal auditivo termina no tímpano, que também é altamente sensível.

Os sintomas de se ter um corpo estranho no ouvido depende do objeto que se encontra na cavidade auricular, seu tamanho, forma e qual o tipo de substância.

A pessoa com corpos estranhos no ouvido pode ter algum destes sintomas:

  • sensação de “ouvido entupido”,
  • dor de ouvido,
  • perda auditiva,
  • inflamação
  • irritação.

O diagnóstico em crianças pode ser um desafio, pois elas não têm idade suficiente para falar sobre sua dor. Então, os pais podem identificar este problema através de sinais como vermelhidão, inchaço ou secreção (sangue, líquido inflamatório ou pus) na região do ouvido afetado.

Em pacientes assintomáticos, o relato dos pais pode indicar a existência do corpo estranho.

Remoção de Corpos Estranhos

O canal auditivo externo estreita na junção óssea-cartilagínea. Por isto, corpos estranhos nesta cavidade podem resultar em maior dificuldade de remoção. Quando há uma tentativa incorreta de remoção de objetos neste local, eles podem ser empurrados no sentido mais interno.

A membrana timpânica pode ser danificada pelos objetos presos ou pelos instrumentos utilizados nas tentativas de remover. Por este motivo, a indicação é levar a pessoa imediatamente à emergência médica, ao invés de tentar remover em casa.

Quando possível, é recomendável evitar comer ou beber qualquer coisa, caso seja necessário realizar sedação para que o procedimento de remoção seja mais seguro. Na realidade, a sedação é mais segura se a pessoa não engolir nada por 8 a 12 horas antes do procedimento.

Em casos de insetos no ouvido, é necessário que estejam mortos antes da remoção. Para isto, utilizamos álcool, lidocaína 1%, éter ou óleo mineral. A remoção é realizada com a irrigação, aspiração ou através de uma pinça especializada. Este Procedimento é feito somente por uma equipe médica qualificada.

Superfícies irregulares, lisas e arredondadas podem ser removidas com a pinça. Se o objeto for arredondado e liso pode-se tentar aspiração ou aplicação de cola adesiva em um cotonete especial, utilizado em procedimentos cirúrgicos.

Quando a Remoção é mais Complicada

Alguns casos são mais complicados para se realizar uma remoção adequada:

  • Quando há necessidade de anestesia
  • Trauma no canal ou Membrana Timpânica (MT)
  • Corpo estranho não visualizado, fortemente aderido ou tocando a MT
  • Quando há Falha na primeira tentativa de remoção

A manipulação excessiva pode gerar edema, hematoma ou deslocar o objeto em direção a Membrana Timpânica. Além disso, quando há falha na primeira tentativa de remoção, torna-se mais difícil realizar uma remoção segura em próximas tentativas, devido a sangramentos que podem ocorrer e atrapalhar a visualização do corpo estranho. Em casos de infecção por demora na remoção ou trauma no canal auditivo, pode ser necessário o uso de antibióticos.

Assim, o recomendado é que você não tente remover um corpo estranho do ouvido em casa. Procure atendimento médico imediatamente.

Referência: Mayo Clinic

O que é Laringoscopia

O que é Laringoscopia? Conheça Melhor o Exame

O que é Laringoscopia? A laringoscopia trata-se de um exame relativamente simples que permite que o médico observe as vias aéreas superiores (nariz, laringe e faringe) do paciente através de um aparelho endoscópico, denominado laringoscópio.

O procedimento é utilizado principalmente no diagnóstico de problemas da laringe (via aérea responsável pela produção do som), função que deu origem ao termo. O exame também permite o controle da evolução de algumas cirurgias e patologias.

Além dessas utilidades, a laringoscopia pode ser útil na realização de intervenções de cunho terapêutico, tais como: retirada de pólipos, nódulos e corpos estranhos, cauterização de lesões vasculares e dilatação de estreitamentos.

Saiba o que é Laringoscopia

Existem dois tipos de aparelhos diferentes para a realização da laringoscopia: um deles é um aparelho rígido, geralmente introduzido pela boca do paciente. O outro é de um aparelho flexível que consiste em um fino tubo de fibras óticas, introduzido pelo nariz (nasolaringoscopia).

A semelhança entre o laringoscópio rígido e flexível é que ambos possuem em sua extremidade uma minicâmera que detecta imagens do interior das vias aéreas superiores do paciente e permite que o profissional as visualize, seja por via direta ou através de um monitor de vídeo.

Quando a visualização se dá por vídeo, o exame recebe a denominação de videolaringoscopia ou videonasolaringoscopia.

O que é Laringoscopia – Como Funciona o Procedimento

A laringoscopia não exige preparamento prévio – exceto jejum absoluto de oito horas antecedentes ao exame – e não impede o paciente de retornar às suas atividades cotidianas após o exame.

O procedimento é realizado em ambiente ambulatorial e tem duração média de 5 a 10 minutos. O paciente permanece sentado durante todo o procedimento, apenas com a língua para fora da boca, se for o caso.

As regiões da faringe e da laringe são previamente anestesiadas (geralmente com spray anestésico)  e então o laringoscópio é introduzido via oral ou nasal, e direcionado à região que será examinada.

A introdução do aparelho não costuma causar grandes incômodos aos pacientes. Porém, em alguns casos, o procedimento pode provocar reações apesar da anestesia, tais como: espirros, tosses, náuseas, vômitos, rouquidão passageira, inflamação e inchaço da garganta.

O exame não se restringe a nenhuma idade, mas a laringoscopia via oral exige certa colaboração do paciente, que só é possível de ser obtida a partir dos 12 ou 13 anos de idade.

Dependendo da resistência do paciente, o médico pode optar em realizar o exame de laringoscopia com o paciente sedado, principalmente nos casos de crianças.

O que é Laringoscopia – Indicações

A laringoscopia é uma ferramenta útil no diagnóstico de lesões orgânicas ou funcionais localizadas na cavidade oral,  oral, orofaringe, hipofaringe, laringe e cordas vocais. O exame é solicitado nos casos de pacientes que apresentam:

  • Rouquidão ou disfonia prolongadas;
  • Tosse crônica ou acompanhada de sangue;
  • Dificuldade/dor para engolir ou mastigar;
  • Surgimento de aftas com frequência;
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Dor de garganta crônica;
  • Suspeita de câncer;
  • Tabagismo crônico;
  • Sensação de possuir um caroço na garganta;
  • Histórico familiar de câncer de cabeça ou pescoço.

O que é Laringoscopia – Contraindicações

O exame de laringoscopia quase não possui contraindicações. Cabe ao especialista avaliar as especificidades de cada paciente e restringir o procedimento, quando julgar necessário.

Os pacientes portadores de distúrbios neurológicos, cardiopatias graves, doenças pulmonares crônicas ou alergias aos medicamentos utilizados no exame merecem uma atenção especial em relação ao aconselhamento da laringoscopia.

O que é Laringoscopia – Cuidados Posteriores

Quando se trata do exame simples de laringoscopia, sem sedativo, o paciente pode ser liberado logo após do exame, sem restrição para retornar às suas atividades cotidianas. A única recomendação é que o mesmo permaneça em repouso durante as horas seguintes ao procedimento, mantendo uma alimentação leve.

Já nos casos em que o paciente recebeu o sedativo, este deve aguardar cerca de 30 minutos até o fim do efeito da medicação e contar com um acompanhante para abandonar o ambulatório. Nas 12 horas posteriores ao procedimento, o paciente não deve dirigir ou realizar tarefas complexas e permanecer em repouso absoluto, evitando tossir, respirar e assoar o nariz.

O mais importante é ouvir atentamente as orientações do médico após a realização da laringoscopia, e seguir os cuidados posteriores recomendados.

Referência: HealthDirect

Artigo Publicado em: 28 de março de 2018 e Atualizado em: 09 de outubro de 2019

Corpos Estranhos na Cavidade Nasal

Corpos Estranhos na Cavidade Nasal

Corpos Estranhos na Cavidade Nasal. Um corpo estranho é qualquer objeto ou substância colocada no interior do corpo. Quando isto acontece no nariz, chamamos de corpo estranho na cavidade nasal. Estes acidentes são causas das mais frequentes de uma visita emergencial ao médico otorrinolaringologista, sendo muito mais comuns em crianças, jovens e pacientes psiquiátricos. Asfixia por corpos estranhos é uma das principais causas de morte em crianças de 0 a 3 anos. Aproximadamente 60% dos casos são do sexo masculino.

Continue lendo este artigo para saber mais sobre esta emergência e como proceder se isto acontecer com o seu filho.

Por que as Crianças Colocam Corpos Estranhos na Cavidade Nasal?

Durante uma brincadeira, imitando o comportamento de outra criança, ou mesmo por simples curiosidade, é comum que as crianças coloquem objetos no nariz. Isso é até natural, já que elas estão aprendendo como as coisas funcionam: inclusive em seu próprio corpo!

É possível que corpos estranhos entrem no nariz de uma criança enquanto ela está dormindo. Geralmente, isso acontece com pequenos insetos.

A palavra “corpo estranho” já significa que ele não deveria estar lá. Embora possa parecer inofensivo, existe um grande risco de asfixia e ferimentos graves. Infecções também podem ocorrer, especialmente se houver demora nos procedimentos de remoção.

O que Pode ser Introduzido “Acidentalmente” no Nariz

São diversos os materiais que podem ser colocados no nariz: isso vai depender da curiosidade do seu filho! Entre os principais casos que observamos em nossa prática clínica, estão:

  • Grãos
  • Bolinhas
  • Pedrinhas
  • Brinquedos pequenos
  • Botões
  • Pecinhas de brinquedos
  • Pequenos pedaços de alimentos
  • Bateria de relógio

É importante dar ainda maior atenção quando o objeto inserido for uma bateria. Elas podem causar ferimentos graves em poucas horas, ou mesmo vazar, causando ainda maiores complicações.

Sintomas de Corpos Estranhos na Cavidade Nasal

Quando uma criança coloca um corpo estranho no nariz, ela pode apresentar alguns sintomas:

  • Secreção nasal apenas de um lado
  • Mal cheiro na região nasal
  • Febre
  • Dificuldade para respirar

Também pode ser possível que uma criança tenha um corpo estranho no nariz e não apresentar nenhuma queixa. Nesse caso, é importante que os pais fiquem atentos para que a situação não se torne mais grave.

Como Realizamos a Remoção de Corpos Estranhos na Cavidade Nasal

A primeira recomendação é manter a calma. Se o seu filho perceber sua apreensão, pode ficar agitado e dificultar a remoção. Ao suspeitar que ele tem um corpo estranho no nariz, leve-o para a emergência médica, mesmo se você não conseguir visualizar o objeto.

É de extrema importância que pessoas não habilitadas não tentem remover o corpo estranho. Isto é uma emergência médica e seu filho deve ser levado imediatamente ao hospital. Quanto mais tempo demorar para realizar a remoção, maior a gravidade do quadro.

Além disso, ao tentar remover o corpo estranho em casa, há riscos de lesões de outras estruturas. Por exemplo, se a criança tentar assoar as duas narinas ao mesmo tempo para expelir o material, isto pode danificar os tímpanos. A remoção no hospital é feita de forma segura, por uma equipe médica altamente qualificada.

O procedimento é realizado da forma mais confortável possível para o seu filho: é aplicado um anestésico tópico dentro do nariz e, quando necessário, um medicamento que ajuda na prevenção de hemorragias. Após a remoção, pode ser necessário o uso de antibióticos, para prevenir infecções.

Referência: Stanford Children’s Health

Estenose Laringotraqueal na Criança

Cirurgia Reconstrutiva – Estenose Laringotraqueal na Criança

O Dr Philippe Monnier já há mais de 5 anos participa de cursos com a equipe de Otorrinolaringologia do Hospital São Camilo Pompeia. Este ano, será realizada no dia 30 de setembro uma aula aberta com o tema: “Estenose Laringotraqueal na Criança: conceitos atuais e desafios”. A seguir, haverá discussão de casos a serem operados.

Cirurgia Reconstrutiva – Estenose Laringotraqueal na Criança

Uma das principais causas da estenose de laringe em crianças com traqueostomia é a utilização de intubação orotraqueal nas unidades de terapia intensiva neonatais e pediátricas, durante longos períodos. Grande parte dos casos de cirurgias reconstrutivas da laringe e da traqueia, operados na técnica tradicional apresentam alguma falha.

A técnica cirúrgica desenvolvida pelo Dr. Philippe Monnier atende esses casos complexos, fornecendo novamente a qualidade de vida às crianças que teriam que conviver com a traqueostomia para o resto da vida.

Para o Dr. José Antonio Pinto, a oportunidade de operar em conjunto com o Dr. Monnier, que é uma referência na Europa e no mundo, está sendo de grande aprendizado para todos os profissionais, pois o médico suíço desenvolveu uma técnica cirúrgica própria, já que poucos médicos realizam esse tipo de cirurgia em crianças, por interferir em áreas delicadas e vitais do organismo.

A Estenose Laringotraqueal na Criança

A estenose de laringe é caracterizada por um estreitamento desta estrutura. Isso acontece em função de uma cicatriz, que pode ser parcial ou completa, congênita ou adquirida. Entre as causas adquiridas, temos os traumas internos e os traumas externos. Estes podem ser cervicais, devido a acidentes automobilísticos, por colisão com fios de pipa, agressões com objetos corto-contusos ou penetrantes e lesões por sufocação ou enforcamento.

Nos casos de estenoses causadas por trauma endolaríngeo, temos aquelas associadas com intubação prolongada. Lesões decorrentes do uso das sondas nasogástricas e queimaduras físicas ou químicas também são causas. Infecções, como tuberculose, sífilis, hanseníase, micoses profundas e difteria são raras. No entanto, doenças inflamatórias crônicas, por exemplo lúpus eritematoso sistêmico, policondrite recidivante, amiloidose e epidermólise bolhosa podem levar ao desenvolvimento de estenoses laríngeas.

Estenose Laringotraqueal na Criança – Aula Aberta com Dr Philippe Monnier

O médico suíço Dr. Philippe Monnier é maior cirurgião de vias aéreas pediátricas do mundo.

Professor Emérito de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Centro Universitário Vaudois (CHUV) de Lausanne, Suíça, o Dr. Philippe Monnier é considerado a maior autoridade mundial nas cirurgias de vias aéreas em crianças. O Professor Monnier é Presidente e Chefe do Departamento de Otorrinolaringologia, Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital Universitário Vaudois. A cada ano, ele ministra diversas palestras para o público em todo o mundo sobre o manejo da estenose subglótica em lactentes e crianças.

Nas últimas três décadas, ele trabalhou com determinação no estabelecimento da equipe de vias aéreas de Lausanne. E também na criação de uma geração de cirurgiões e funcionários dedicados e qualificados. Que podem realizar um grande número de reconstruções pediátricas e aéreas abertas e endoscópicas de adultos.

A aula aberta terá o tema: “Estenose Laringotraqueal na Criança: conceitos atuais e desafios”. Será realizada no dia 30 de setembro, às 19h, no anfiteatro do Hospital São Camilo Pompeia. (rua Tavares Bastos, 541 – Pompeia, São Paulo). A seguir, haverá discussão de casos a serem operados. Para confirmar sua presença, envie um email para [email protected]

 

Rouquidão Prolongada

Rouquidão Prolongada – Quando Procurar Ajuda Médica

Rouquidão Prolongada. A rouquidão trata-se da mudança que ocorre no tom ou na qualidade da voz; um tom de voz mais “áspero”, pode-se dizer. Existem dois tipos de rouquidão: a aguda (de curta duração) e a crônica (de longa duração). Veja neste artigo quando este sintoma indica o motivo de procurar ajuda médica.

Rouquidão Prolongada – Saiba Mais

A rouquidão aparece comumente após festas com som alto, principalmente em junção ao uso de cigarro e álcool, ou em profissões que exigem muita comunicação. Esses casos são episódios de rouquidão aguda, geralmente ocasionados pelo cansaço vocal. A voz retorna ao normal dentro de alguns dias, com o descanso e os cuidados necessários.

Entretanto, mesmo esses episódios de rouquidão devem ser encarados como anormalidades do corpo, e não como uma simples casualidade passageira. Existem algumas condições médicas graves que desencadeiam a rouquidão constante, podendo vir acompanhadas inclusive de sintomas como tosse, dor, pigarro, sangue, dificuldade para respirar ou engolir, entre outros.

Causas da Rouquidão Prolongada

A rouquidão representa um mau funcionamento da laringe que, através da vibração das cordas vocais, emite o som. O uso indevido da voz (como nos exemplos citados acima) pode gerar inflamação nas cordas vocais e, consequentemente, a rouquidão.

Porém, quando a condição é recorrente ou acompanhada de outros sintomas, pode ser um sinal de alerta de doenças mais graves, tais como:

  • Doença das Vias Aéreas Superiores – As vias aéreas nasais são estruturas constituídas pelas cavidades nasais, faringe e laringe. Toda e qualquer condição que acometa essa região – geralmente gripes, resfriados, alergias e inflamações virais/bacterianas – e cause algum tipo de irritação e/ou dor na garganta, pode ocasionar a rouquidão.
  • Refluxo Faringo-Laríngeo (RFL) – O refluxo é um ácido do estômago que geralmente que afeta o exôfago. Porém, em casos mais graves e não tratados, a condição pode afetar a faringe e a laringe, provocando irritação e dor na região devido à nocividade da substância à garganta. Esses sintomas vêm acompanhados ainda de tosse seca, pigarro e rouquidão.
  • Papilomatose laríngea – A papiloma de laringe é uma enfermidade causada pela infecção por HPV, que acarreta tumores benignos na região da laringe. O sintoma inicial da doença é a rouquidão e a alteração da voz, e em casos mais extremos a papiloma pode até mesmo vir a bloquear as vias respiratórias, de acordo com sua progressão, podendo levar o paciente a dificuldades respiratórias intensas.
  • Câncer de Laringe – São muitos os fatores que podem ocasionar o câncer de laringe, entre eles: falta de cuidado com a garganta, lesões nas cordas vocais, refluxo faringolaríngeo e papiloma de laringe. O tumor pode se encontrar em diferentes regiões, mas, quando localizado nas cordas vocais, a rouquidão é o primeiro sintoma que se manifesta.

Outras Causas

Além das citadas acima, existem outras condições podem desencadear a rouquidão, tais como: alergias, inalação de substâncias irritantes, tosse crônica, aneurismas da aorta superior, broncoscopia, dano aos nervos ligados à voz, tireoide pouco ativa, nódulo nas cordas vocais, fraqueza dos músculos em torno da laringe, consumo excessivo de cigarro e/ou álcool e puberdade.

Quando Procurar Ajuda Médica

Caso a rouquidão seja recorrente ou venha acompanhada de outros sintomas, como dificuldade em respirar ou engolir, muita salivação, ou se o paciente for um bebê com menos de três meses, deve-se procurar ajuda médica. O especialista será capaz de diagnosticar a causa da rouquidão e prescrever o tratamento adequado.

Referência: Cleveland Clinic

Artigo Publicado em: 7 de março de 2018 e Atualizado em: 11 de setembro de 2019

Otorrinolaringologia

Do Hospital Ibirapuera ao Núcleo de Otorrinolaringologia de São Paulo

Do Hospital Ibirapuera ao Núcleo de Otorrinolaringologia de São Paulo – Conheça a Nossa História! Nos anos 60, o Brasil passava por importantes transformações comportamentais, que se refletiam em toda a sociedade. Na área da Medicina, inúmeras faculdades foram criadas, assim como diversas especialidades foram sendo aperfeiçoadas. E este foi o caso da Otorrinolaringologia.

Neste artigo, vamos conhecer um pouco deste processo que, em São Paulo, incluiu a história do Hospital Ibirapuera, referência na especialidade de Otorrinolaringologia, durante todo o seu período de existência. Acompanhe.

Do Hospital Ibirapuera ao Núcleo de Otorrinolaringologia

O Instituto de Otorrinolaringologia e Endoscopia Peroral

OtorrinolaringologiaEm meados de 1960, um grupo de otorrinos que trabalhavam juntos no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo e no Hospital das Clínicas da USP, resolveram montar uma clínica comum a todos. Para tal, alugaram uma casa na rua Correia Dias, 73, no bairro do Paraíso, e fundaram o Instituto de Otorrinolaringologia e Endoscopia Peroral (IOEP).

Desde grupo inicial, constavam Moisés Cutim (chefe do Serviço de ORL do HSPE), Paulo Cunha Cintra, Luiz Pereira Barreto Sobrinho, Cid Pupo, Brás Nicodemos, Mauro Spinelli, Zenshi Hishiki, Domenico Modesto, Antonio Douglas Menon, Rhadamés Ribas Neto, Walter Freitas, Fabio Freire, Paulo Carvalho, Antonio Carlos Graça Wagner, Augusto Pastore Filho e José Antonio Pinto.

O IOEP atendia pacientes particulares e de alguns convênios, mantendo plantão de 24 horas na especialidade, uma grande novidade na época. Cirurgias também eram realizadas na clínica.

A Ampliação do IOEP

Em 1967, ocorreu a unificação dos institutos de previdência (antes representados por vários grupos, como dos bancários, dos comerciários, etc.), em um único: o INPS (Instituto Nacional de Previdência Social). Também foi criada a 2ª. Tarefa, medida que possibilitou aos médicos previdenciários serem remunerados por seus procedimentos cirúrgicos, estimulando assim a produtividade.

Já então bem estruturado, o IOEP foi credenciado para atendimento das emergências e cirurgias do INPS e, como oferecia cobertura com plantonistas 24 hs., muitos otorrinos passaram a fazer suas cirurgias no Instituto.

O grande movimento cirúrgico levou a alugarem casa vizinha para a ampliação das internações e das salas cirúrgicas. Em pouco tempo, já eram realizadas mais de 50 cirurgias por dia. Com este movimento crescente, o grupo partiu para a ideia de construir um hospital próprio especializado em ORL, adquirindo terreno na recém inaugurada Avenida Rubem Berta, próximo ao Hospital do Servidor e da AACD.

A Inauguração do Hospital Ibirapuera

Hospital Ibirapuera - OtorrinolaringologiaCom um projeto bastante audacioso, em 4 de agosto de 1969, inaugurava-se o Hospital Ibirapuera S.A., com área física de mais de 1.400 m2 em sua parte térrea e com fundações em sua parte posterior para mais 10 andares com 400 m2 cada.

Em seu térreo, havia recepção, 5 consultórios, 1 consultório de fonoaudiologia, 5 apartamentos, 3 enfermarias, posto de enfermagem, centro cirúrgico com vestiário, 3 salas cirúrgicas grandes e 2 pequenas, sala de recuperação e área de pronto atendimento.

Apresentava também toda infraestrutura hospitalar, como lavanderia, cozinha e vestiários. Como o primeiro hospital especializado em São Paulo, o Hospital Ibirapuera tornou-se uma referência na Otorrinolaringologia paulista e brasileira, onde atuavam os seus proprietários e também grande número de otorrinos da cidade.

O Centro de Estudos do Hospital Ibirapuera

Em 1973, foi criado o Centro de Estudos do Hospital Ibirapuera, sendo seu primeiro presidente José Antonio Pinto, que organizou então a Residência Médica em Otorrinolaringologia, uma das primeiras no Brasil fora dos centros universitários.

Foram seus primeiros residentes Lauro João Lobo Alcantara, formado pela Universidade Federal do Paraná, Simone Pavie Simon, da Escola de Medicina e Saúde Pública da Bahia e Jarbas Barbosa, da Faculdade Medicina do Triângulo Mineiro de Uberaba.

A residência em Otorrinolaringologia do Hospital Ibirapuera tornou-se uma das mais concorridas do país e por ela já passaram mais de 150 médicos. Veja a lista atualizada dos nossos residentes em outubro de 2018:

Adriana Meneghini –RS
Adma Roberta Yoshida Zavanela – SP
Aguilar Rodrigues Junior- SP
Airton Gonçalves- SP
Aldo Edel Cassol Stamm- SP
Alexandre Felippu – SP
Almir Francisco de Assis Rolla- BA
Ana Carla Souza Marqui-SP
André Freitas Cavallini da Silva – SP
Andréia Felix Perazzio
Andreia Natalia Azevedo Ferreira de Vasconcelos – SP
Ângela Maria Pereira de Barros
Antonio Abel Pauperio- SP
Antonio Fernando Salaroli
Beatriz Silveira Zalla – SP
Arturo Frick Carpes- SP
Áureo Fernandes Borges Junior- RN
Carlos Antonio Rodrigues de Faria- SP
Carlos Eduardo Cervantes dos Santos- SP
Carlos Otavio Branco Graminho- SP
Carlos Tadeu Rodrigues de Souza- BA
Carolina de Farias Aires Leal
Cassia Paloma da Cunha Onofre-SP
Cauê Duarte -SP
Cris Vanessa Gasgues
Celso Gomes – SP
Charif Abrão Elias- SP
Charly Torregrossa- SP
Davi Davi Knoll Ribeiro – SP
David Grinstein Kramer- BOLÍVIA
Delmer Jonas Polimeni Perfeiro- SC
Denílson Storck Fomin- SP
Denise Abritta- SP
Deraldino Alves Campos- BA
Domingos Lamonica Neto- SP
Donaldson Antonio Breda- SP
Edson Carlos Miranda Monteiro- SP
Eduardo Amaro Bogaz- SP
Eduardo Barbosa de Souza- BA
Eduardo Nogueira Magri – SP
Elcio Izumi Mizoguchi – SP
Eloísa Pires do Prado- SP
Fabiana
Fabio Caracho Batista – SP
Fabio Freire Junior- SP
Fabíola Esteves Garcia Caldas – SP
Maria de Fátima C. Albuquerque Milito – AL
Fernando Arruda Ramos- SC
Fernando César Cervantes dos Santos- SP
Fernando Jose Sales Carneiro- SP
Francisco José Coser- PR
Gabriel David Hushi- SP
Gabriel Santos de Freitas – SP
Gabriella Spinola Jahic – SP
Geraldo Rafael Muniz- SC
Glaura Maria Pimentel Ferreira- SP
Gustavo Duarte Paiva Ferreira- SP
Gustavo Juliani Faller- RS
Haroldo Fernandes Vilela- SC
Heitor Sonda- PR
Heloísa dos Santos Sobreira Nunes – SP
Henrique César Fellipu Pinto- SP
Henrique Wambier – PR
Irajá Alves de Oliveira Junior- RS
Janaina Guidotti Cunha
Jarbas Barbosa
Jeanne da Rosa Oiticica Ramalho- SP
João Elmar de Oliveira
João Fernandes Leal
João Osvaldo dos Santos- MT
José Carlos Maruoka- SP
José Milton Moura Borges- PI
Josemar dos Santos Soares – PB
Jucicleide Bezerra Coimbra- SP
Julio Marcos Pinheiro- MG
Juvêncio Coelho Lustosa- BA
Kelly Elia Abdo – SP
Khalil Fouad Hanna- SP
Laércio Freitas de Oliveira- BA
Laila Puranen Mourão Martins – SP
Larissa Souza Barreto – SE
Lauro João Lobo Alcântara- PR
Leonardo Marques Gomes – BA
Letícia Weber Wächter – RS
Levon Mikhitarian Neto- SP
Lina Ana Medeiros Hirsch – SC
Lis Tozzatti Fernandes- RS
Lucia Helena da Costa Pinto- SP
Luciana Balester Mello de Godoy- SP
Luciana Lagatta Benatti-SP
Luiz Alberto Gonçalves de Andrade- BA
Luiz Antonio Baldivieso Schemy- MG
Luiz Eduardo Wambier-PR
Luiz Henrique Vaz- SC
Luiz Marcio Hummel-SP
Luiz Nobuo Miyamura- PR
Mab Furlan- SP
Marcus Alexandre Sodré- PB
Maria Angélica Ayres Alencar- PR
Maria José Costa Coser- RS
Mariana Baptistella Mazzotti – SP
Marina Spadari Ártico
Mario Luiz Augusto da S. Freitas- SP
Massao Yamada Sawamura – SP
Mauro Knoll- SP
Michele Villa Flor Brunoro-DF
Milena Nathalia Shingu Funai
Milton Pomponet da Cunha Moura- BA
Modesta Ishii- SP
Mônica de Oliveira Nóbrega- SP
Milton Hiroshi Abe- SP
Nilvano Alves Andrade- BA
Obionor Alves de Nóbrega- PA
Olavo Luiz Estefanato- RS
Paola Barbieri Pasquali
Paula Zimath
Paulo de Tarso Moura Borges
Pedro Luiz Coser- RS
Pedro Paulo V. da Cunha Cintra- SP
Rafael Moliterno Neto- SP
Raul Antonio Ferreira- SP
Regina Helena N. Gonçaves
Reinaldo Luiz Salmaso- SP
Renata Coutinho Ribeiro – SP
Renato César Abssanra- SP
Renato Euclides Carvalho de Velloso Vianna
Renato José Corso- RS
Ricardo Azevedo Sallum- SP
Roberta Moss Rinke – SP
Roberto Duarte Paiva Ferreira- SP
Robson Vieira Santos- BA
Rodrigo Kohler – SC
Rodrigo Prestes do Reis – SP
Rogério de Oliveira Barros- PR
Rômulo Augusto Barros- SP
Rose Mirian Souza Di Matteo- SP
Rozania Soeli dos Santos- SP
Rubens Huber da Silva-SP
Ruy Carlos Carvalho de Souza Lobo- BA
Salvador do Carmo Rodrigues- SP
Saulo de Tarso Sgarbi- SP
Sávio Nogueira da Silva Junior- SP
Seliram Barros Fontenele Dias – MA
Sergio Bittencourt- SP
Sergio Lourentz Seballos- RS
Silvana Bellotto- SP
Silvia Helena Lanza
Simone Pavie Simon- SP
Sonia Rodrigues Pereira- BA
Suhenia Ligia P. Lima- PB
Teresa Monteiro Teixeira Cardoso -SP
Thiago Branco Sônego – PR
Ulisses José Ribeiro- SP
Valeria Brandão Marquis
Valtrudes Alves Pamplona – MG
Washington Luiz Cerqueira de Almeida – BA

A Fundação do Núcleo de Otorrinolaringologia de São Paulo

Em final de 1985, o Hospital Ibirapuera encerrou suas atividades em Otorrinolaringologia, devido problemas societários, sendo vendido a uma empresa seguradora na área da saúde.

Durante 16 anos de intensa atividade, o Hospital Ibirapuera marcou uma era dentro da Otorrinolaringologia, em seu aspecto assistencial e no desenvolvimento da especialidade em nosso país.

Além de centro de excelência na formação de novos especialistas, fomentou o desenvolvimento das mais modernas técnicas em ORL, como a microcirurgia da laringe, a microcirurgia endonasal, a cirurgia da base do crânio, o uso dos raios laser em ORL e outras. A lacuna aberta com o seu encerramento jamais foi preenchida.

A Continuidade da Residência em Otorrinolaringologia

Com o encerramento do Hospital Ibirapuera, o Dr. José Antonio Pinto fundou o NÚCLEO DE OTORRINOLARINGOLOGIA E CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO DE SÃO PAULO, juntamente com outros colegas, dando andamento ao programa de residência médica em Otorrinolaringologia, que funciona ininterruptamente até hoje.

Este programa continuou inicialmente no Hospital Nossa Senhora de Lourdes, posteriormente no Hospital Bandeirantes e na Clínica Infantil do Ipiranga. Desde 1993, o Núcleo de ORL funciona no Hospital e Maternidade São Camilo – Pompéia, localizado a Avenida Pompéia, 1137 e em sua sede, na Alameda dos Nhambiquaras, 159, Moema, São Paulo.

Mais de 70 novos otorrinolaringologistas foram formados nos 16 anos de existência do Hospital Ibirapuera, nomes de relevância dentro do cenário de nossa especialidade. Nos últimos 20 anos, o Núcleo de Otorrinolaringologia, Medicina do Sono e Cirurgia de Cabeça e Pescoço de São Paulo, continuando esta mesma missão, contribuiu com mais 68 novos otorrinolaringologistas para nosso país.

Sob a direção do Dr. José Antonio Pinto, atendemos a todos os setores da Otorrinolaringologia, Medicina do Sono, Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Cirurgia Crânio-maxilo-facial, contando também com os seguintes médicos, chefes da Residência em Otorrinolaringologia:

– Dr. José Antonio Pinto

– Dr. Henrique Cesar Felippu Pinto

– Dr. Pedro Paulo Cintra

– Dr. Fernando Cesar Cervantes dos Santos

– Dra. Heloisa dos Santos Sobreira Nunes

– Dr. André Freitas Cavallini

– Dr. Eduardo Amaro Bogaz

– Dr. Arturo Frick Carpes

– Dr. Aguilar Rodrigues

– Dra. Simone Pavie Simon

Nossa participação em inúmeros congressos da Otorrinolaringologia, a publicação de nossos artigos em periódicos internacionais e o valor de aceitarmos o desafio de ser a primeira equipe no Brasil a realizar a cirurgia de reconstrução das vias aéreas, por estenose laringotraqueal na infância, nos mostra que estamos no caminho certo e cumprindo a nossa missão.

Artigo Publicado em: 19 de novembro de 2017 e Atualizado em: 04 de setembro de 2019

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