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Disfunções Temporamandibulares

Disfunção Temporomandibular e Distúrbios do Sono

As disfunções temporomandibulares (DTMs) são um grupo heterogêneo de condições musculoesqueléticas e neuromusculares envolvendo o complexo articular temporomandibular e a musculatura e os componentes ósseos adjacentes. A condição pode afetar de forma significativa e muito prejudicial a saúde em geral do organismo. Por isso, entender quais são as possíveis causas e as opções para diagnóstico e tratamento é fundamental para conseguir lidar com esta enfermidade corretamente.

Continue a leitura e saiba mais sobre este problema, suas causas e tratamento.

O Que são as Disfunções Temporomandibulares?

A articulação temporomandibular é a área que faz a conexão da mandíbula com o crânio: esta área pode sofrer inúmeros tipos de prejuízos durante o desenvolvimento do organismo, bem como por consequência de diversos fatores externos que irão atuar sobre ela. Uma disfunção temporomandibular é caracterizada por ser um problema que afeta o funcionamento correto das funções da mandíbula, prejudicando tanto os processos de mastigação, respiração e até mesmo fala, não sendo necessário que todos ocorram em todos os casos.

Há diversos tipos de disfunções temporomandibulares que podem ser analisados em sua ocorrência frequente na sociedade, principalmente em indivíduos adultos, que possuem uma carga de stress incrivelmente grande perante às pressões que o mundo moderno proporciona em suas vidas.

Uma disfunção temporomandibular que está entre as mais comuns, e que geralmente é tratada com menos seriedade do que deveria por seus próprios portadores, é o bruxismo.

Bruxismo: Uma Forma de Disfunções Temporomandibulares

O bruxismo é uma forma de disfunção temporomandibular que implica na realização de movimentos de pressão e cerrar dos dentes do portador de maneira involuntária, ocorrendo principalmente durante o período do sono.

O bruxismo faz com que a arcada dentária do paciente possa sofrer danos, bem como a estrutura da face, além de poder causar dores musculares e dores de cabeça devido à incrível pressão que é geralmente exercida pelas pessoas que sofrem desta disfunção temporomandibular.

O Que Causa o Bruxismo?

Há inúmeras causas para que o bruxismo ocorra, e esta é uma enfermidade que pode afetar todas as idades, raças, gêneros e etc. Isso se dá pelo fato de que, em sua maioria, a causa do bruxismo acontece por meio de stress profundo do indivíduo: seja pelo motivo que for.

A realização da pressão com a arcada dentária sobre si mesma é um ato de contração que faz com que a região da boca possa se tornar um tanto quanto rígida, causando prejuízos tanto à arcada dentária quanto à musculatura da face.

Em adultos, por exemplo, situações de extrema tensão como separações, um trabalho que é estressante e que tem um chefe rígido demais que o deixa infeliz, uma complicação com a saúde… há diversos fatores que acabam culminando no processo do indivíduo de liberar a tensão por meio de cerrar os dentes.

O bruxismo infantil é, além disso, extremamente comum: crianças podem sofrer com pressões com as quais ainda não conseguem lidar, afinal, estão também passando pelos processos de aprendizado, e não só na escola, estão passando pelo aprendizado de lidar com suas emoções.

Situações onde a criança possa se sentir pressionada, estressada, onde ela tenha algum trauma relacionado, podem ser o gatilho perfeito para que o seu organismo passe a agir de forma involuntária provocando danos por meio de uma disfunção temporomandibular.

Como Tratar o Bruxismo

O bruxismo, como uma disfunção temporomandibular que não é exatamente visível para todas as pessoas que estão ao redor do portador, precisa de um processo de diagnóstico que seja extremamente detalhado, para que, então, após estabelecer-se as prioridades, possa se dar início ao processo de tratamento.

Nas crianças, a mesma regra é válida, porém, com muito mais afinco! É extremamente crucial que os pais, familiares e cuidadores que convivem diariamente com as crianças estejam prestando atenção à todos os detalhes, fazendo com que suas atitudes possam denotar a ocorrência de alguma disfunção temporomandibular, bem como emocional ou física.

Busque Ajuda de Profissionais Especializados

Para a identificação e tratamento eficaz do bruxismo, é essencial que as pessoas busquem o auxílio de um profissional conhecido como dentista do sono. Ele é especializado em realizar a prescrição de remédios e a criação de um molde personalizado para cada pessoa para a contenção dos movimentos involuntários da mandíbula.

Esta placa precisa ser utilizada pelo paciente durante a noite, e, por meio de sua moldagem personalizada, irá se encaixar completamente na arcada dentária, fazendo com que o mesmo não consiga realizar os processos de contração dos músculos da face que certamente causarão mais malefícios à saúde e o bem estar do paciente.

Além disso, o tratamento psicológico também é crucial para que o paciente possa recuperar sua estabilidade e não sofra mais com o bruxismo, que, em sua maioria é advindo de stress e traumas, portanto, sendo completamente benéfica a realização simultânea dos dois processos de cura.

Um profissional especializado irá proporcionar tratamentos muito mais eficazes, bem como um acompanhamento psicológico irá ser de extremo auxílio para conseguir fazer com que o paciente possa entender melhor quais são as causas de sua disfunção temporomandibular e que estão sendo extravasadas de uma maneira completamente prejudicial à saúde.

Artigo Publicado em: 10 de outubro de 2017 e Atualizado em 21 de agosto de 2019

Apneia do Sono e AVC

Apneia do Sono e AVC

Uma das principais avaliações que todos nós precisamos fazer diz respeito a quão bem respiramos durante o sono. Nós roncamos ou temos problemas para respirar enquanto dormimos? Apneia do sono não tratada e AVC possuem uma relação de risco, mas o tratamento da apneia do sono pode ajudar a prevenir o acidente vascular cerebral.

Veja neste artigo como os problemas respiratórios do sono aumentam seu fator de risco para acidente vascular cerebral.

Apneia do Sono não Tratada e AVC

Se você parar de respirar por 10 segundos ou mais durante o sono, poderá ter apneia do sono. O diagnóstico é realizado para qualquer pessoa que tenha uma média de 5 desses episódios por hora todas as noites.

A apneia obstrutiva do sono (AOS) é a forma de apneia do sono mais comum. Ocorre como resultado de uma mecânica defeituosa na via aérea superior. Pode ser causada por tecidos excessivamente grandes ou inchados, como a língua ou úvula bloqueando a passagem do ar. Outra condição que leva à AOS é a retenção de áreas fluidas e / ou gordurosas excessivas no pescoço, que pressionam a via aérea, dificultando a passagem do ar.

O colapso ou bloqueio de tecidos nessa área pode levar a respirações ofegantes, ronco alto, insônia, sono interrompido, pesadelos por não conseguir respirar e outros sintomas menos óbvios, como sonolência diurna excessiva, pressão alta, dor de cabeça matinal ou uma garganta extremamente seca ou dolorida ao despertar.

De acordo com um estudo da National Stroke Foundation, a apneia do sono pode ser um efeito posterior ao derrame, mas também pode ser a causa de um acidente vascular cerebral de primeira vez ou recorrente. A condição causa baixos níveis de oxigênio e pressão alta, ambos fatores que podem aumentar o risco de um derrame futuro.

Como a Apneia do Sono não Tratada pode Levar ao AVC

Durante um episódio apneico, o corpo realiza uma incrível quantidade de esforço para tentar abrir as vias aéreas e respirar. Infelizmente, esse esforço muitas vezes não fornece ao cérebro o oxigênio necessário para manter todo o corpo e todos os seus sistemas funcionando sem problemas durante o sono.

Quando o baixo nível de oxigênio no sangue persiste, o sistema nervoso simpático libera surtos de hormônios do estresse que elevam os níveis de pressão arterial e levam a flutuações na frequência cardíaca.

Com o tempo, essas condições contínuas e não tratadas durante o sono levarão a problemas sistêmicos com pressão arterial alta não controlada e uma condição de arritmia cardíaca conhecida como fibrilação atrial (AFib). Hipertensão e Afib são dois fatores de risco bem conhecidos para o acidente vascular cerebral.

Uma pesquisa do New England Journal of Medicine demonstrou evidências conclusivas de que a apneia do sono está significativamente associada ao risco de acidente vascular cerebral ou morte por qualquer causa, e essa associação é independente de outros fatores de risco, incluindo hipertensão.

Gravidade da Relação entre Apneia do Sono e AVC

Não é incomum as pessoas morrerem durante o sono ou sofrer danos cerebrais extensos, como resultado de um AVC durante a noite.

Se você tem um problema de respiração durante o sono, pode experimentar vários dos sintomas acima mencionados, ou ouvir de entes queridos que você ronca alto ou suspira enquanto dorme.

Não deixe de investigar esses sintomas ou observações. Procure um médico do sono, para realizar o diagnóstico por meio de um estudo do sono. Tratar o ronco e a apneia do sono pode levar a um risco muito reduzido de acidente vascular cerebral, bem como melhorias na sua qualidade de vida e saúde e bem-estar geral.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Apneia do sono e doenças cardiovasculares. Apneia do sono e / ou ronco habitual passaram a ser reconhecidos como fatores de risco independentes para hipertensão arterial, arritmias cardíacas, doença arterial coronariana, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral isquêmico somente no final do século XX, quando pesquisadores reconheceram que pacientes com apneia do sono não tratada tinham maior risco de morbidade cardiovascular em comparação com pacientes com apneia do sono tratada. Estudos populacionais também já sugeriram que a apneia do sono pode ser um fator de risco para demência vascular.

Veja neste artigo mais informações sobre a relação entre apneia do sono e o desenvolvimento das doenças cardiovasculares.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Compreender os efeitos da apneia do sono no sistema nervoso autônomo (SNA) é importante para melhor compreensão da apneia do sono e as doenças cardiovasculares. O relógio biológico do corpo – núcleo supraquiasmático tem ritmicidade autônoma em sua atividade neuronal. As funções do corpo moduladas pelo SNA incluem equilíbrio simpático-parassimpático, produção de glicose hepática e sensibilidade à insulina.

Durante o sono, alterações fisiológicas na atividade respiratória e cardiovascular são predominantemente dependentes do ciclo do sono e mediadas pelo controle autonômico. Durante o NREM, há um aumento na atividade parassimpática, enquanto durante o sono REM, há uma diminuição na atividade parassimpática, responsável pelo aumento da atividade cardiovascular durante o último.

Qualquer excitação durante o sono resulta em aumento da atividade respiratória e cardiovascular. A ritmicidade intrínseca aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial com a inclinação do equilíbrio simpático-parassimpático em direção ao primeiro, imediatamente antes de acordar, preparando o corpo para as atividades diárias.

As respostas fisiopatológicas à AOS ocorrem principalmente em resposta à diminuição da tensão arterial de oxigênio iônico e ao aumento da tensão arterial por dióxido de carbono. Estes provocam um aumento na atividade do sistema nervoso simpático, causando vasoconstrição periférica para desviar o fluxo sanguíneo para órgãos vitais. Ao mesmo tempo, a atividade parassimpática reduz a atividade miocárdica e, consequentemente, as necessidades de oxigênio.

No final dos episódios apneicos, há um aumento na pressão sanguínea à medida que a função miocárdica é restaurada. A vasoconstrição e as alterações na atividade miocárdica causam um aumento na carga cardíaca, enquanto a vasoconstrição pulmonar induzida pela hipóxia pode contribuir para a insuficiência cardíaca.

Episódios frequentes e sustentados contribuem para a não-imersão da pressão arterial durante a noite e sensibilização da resposta sensorial hipóxica dos corpos carotídeos, que induz alterações nos níveis genéticos associados ao aumento do estresse oxidativo. A microneurografia demonstrou aumento da atividade nervosa simpática muscular no término de apneias em pacientes com AOS.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares – Tratamento com CPAP

O uso de CPAP melhora o equilíbrio simpático-parassimpático em pacientes com apneia do sono moderada e grave e melhora a variabilidade da frequência cardíaca. Outros tipos de aparelhos para apneia também podem ser indicados para tratamento, de acordo com as particularidades de cada paciente.

Em resumo, os pacientes com apneia do sono não tratada tendem a ter uma atividade simpática aumentada e desregulação autonômica que pode se beneficiar com o manejo da AOS com CPAP.

Núcleo do Sono

Núcleo do Sono – Conheça Melhor o Nosso Trabalho

Os distúrbios do sono podem causar graves danos à saúde. Como é durante o sono que o nosso organismo executa diversos mecanismos para regenerar-se, quando não dormimos bem, temos como consequência enfermidades cardiovasculares, metabólicas, cognitivas, entre outras. Neste artigo, saiba mais sobre o que é um Núcleo do Sono e como é a atuação de seus profissionais, no sentido de prevenir e tratar problemas como estes.

Núcleo do Sono – A Medicina do Sono

Segundo o autor Allan Hobson, em 1989, temos aprendido mais acerca do sono nos últimos 60 anos que nos anteriores 6.000 anos. Apesar deste complexo fenômeno ocupar um terço das nossas vidas, somente na segunda metade do século XX, a Medicina despertou para esta área.

Por volta dos anos 90, surgiu no Brasil a necessidade de profissionais especializados no tratamento de pacientes com doenças complexas relacionadas ao sono, como a apneia. A partir de então, a especialidade Medicina do Sono começou a se estabelecer, não só visando o tratamento de pacientes com apneia, mas também daqueles portadores dos diversos distúrbios do sono.

A Medicina do Sono tornou-se uma especialidade multidisciplinar envolvendo neurologistas, pneumologistas, psiquiatras, otorrinolaringologistas, bucomaxilos, cardiologistas, endocrinologistas, cirurgiões bariátricos, dentistas, fisioterapeutas e nutricionistas.

O que é um Núcleo do Sono

O objetivo de um Núcleo do Sono é desenvolver um sistema multidisciplinar para resgatar a saúde e o bem-estar de pacientes portadores de distúrbios do sono, evitando complicações como obesidade, doenças metabólicas, degenerativas, cardiovasculares e até mesmo ortopédicas.

Assim como existem inúmeros fatores que podem levar ao desenvolvimento de problemas ao dormir, também dispomos de uma gama de tecnologias que possibilitam diagnosticar os distúrbios do sono. As abordagens terapêuticas para estes problemas também estão cada vez mais aperfeiçoadas.

Quando Procurar um Núcleo do Sono

Entre os diversos problemas que podem afetar a qualidade do sono, estão a apneia, a insônia, a sonolência excessiva, a síndrome das pernas inquietas, o bruxismo e o sonambulismo. Na realidade, devido ao estilo de vida cada vez mais corrido e estressante a que estamos expostos, a cada dia vemos novas causas para um sono não reparador.

Uma adequada orientação sobre quando procurar o atendimento de profissionais especializados em sono está mais relacionada às consequências que estes problemas trazem à vida do indivíduo.

No momento em que a dificuldade para pegar no sono à noite, ou uma sonolência excessiva durante o dia começam a interferir em aspectos como o desempenho profissional ou o tempo com a família, buscar ajuda em um núcleo do sono pode ser o fator determinante para resgatar a saúde e também a qualidade de vida.

Porque Consultar o Núcleo do Sono

Atualmente, os distúrbios respiratórios do sono são causas frequentes de noites mal dormidas. Contudo, existem outras causas para um sono não reparador.

Entre elas estão os problemas hormonais, como hiper e hipotireoidismo; algumas doenças psiquiátricas e neurológicas, como ansiedade, depressão, doença de Parkinson, doenças cerebrais isquêmicas e doença de Alzheimer e doenças que causam dores, principalmente durante a noite, como a fibromialgia.

Situações como estas podem provocar muita sonolência durante o dia ou dificuldade para adormecer. Portanto, é necessário um diagnóstico diferencial, realizado preferencialmente por uma equipe multidisciplinar. Assim, podemos avaliar o paciente como um todo, para que o tratamento ofereça o melhor resultado.

Você percebe que poderia dormir melhor? Marque uma consulta com a nossa equipe e deixe-nos ajudar.

Artigo  Publicado em: 4 de dezembro de 2017 e atualizado em 24 de julho de 2019

Clínica do Sono

Você Sabe o que É uma Clínica do Sono?

O sono é uma parte fundamental da vida de todos os seres humanos: é por meio dele que se dão diversos processos que beneficiam e regeneram a saúde do organismo de maneira geral. Por esta razão, a procura por uma Clínica do Sono tem crescido cada vez mais entre os mais diversos tipos de pacientes.

Os problemas para dormir têm sido cada vez mais comuns em uma sociedade que vive sob um alto e constante nível de stress: as tensões do cotidiano, as pressões em relação aos ambientes familiares, de trabalho, e do convívio humano em geral fazem com que muitas pessoas sofram de problemas para adormecer.

Muitos destes fatores podem passar despercebidos pela maioria das pessoas que estão sofrendo com problemas de sono: o que, em muitos casos, não são diagnosticados corretamente até mesmo pela falta de atenção do próprio paciente em relação às suas desvantagens na hora do descanso.

Noites mal dormidas ou até mesmo sem dormir podem causar enormes danos à saúde do organismo, impossibilitando o mesmo de conseguir regenerar-se, é possível que as pessoas desenvolvam uma série de enfermidades que serão resultado dos processos mal realizados da manutenção da saúde do corpo através do sono.

O Que é Uma Clínica do Sono?

Uma clínica do sono é um local onde estão inseridos diversos tipos de profissionais cujas especialidades envolvem variados fatores que podem ocasionar os problemas do sono.

Ou seja, assim como há inúmeros fatores que fazem com que as pessoas estejam com problemas na hora de dormir, é necessário uma gama de possibilidades na hora de diagnosticar quais são estes problemas.

Quais Tratamentos Uma Clínica do Sono Realiza?

Há diversas causas para inúmeros problemas que podem ocasionar complicações no sono dos pacientes. Isso se dá pela grande quantidade de fatores que podem afetar o desempenho das pessoas em seus cotidianos, sendo necessário, portanto, uma avaliação mais profunda.

Para casos comuns de problemas relacionados ao sono, como pernas inquietas, que se dão pelo agitamento descontrolado das pernas durante o sono, a clínica do sono possibilita a intervenção por meio de remédios que serão prescritos para atender às necessidades específicas de cada paciente, dependendo do grau em que ele estiver.

Já para casos de sonambulismo, a clínica do sono faz tratamentos psicológicos aliados à utilização de remédios que possibilitam a amenização dos sintomas e ocorrência de episódios.

Já a insônia, a mãe dos terrores do sono, pode sofrer tratamentos que envolvem também a utilização de remédios que irão induzir o paciente a melhorar os processos de higiene do sono, fazendo com que o mesmo possa adaptar-se e melhorar sua qualidade de vida.

A clínica do sono também pode realizar tratamentos para os casos de bruxismo, incluindo a recente participação da área de odontologia do sono, que possibilita uma melhoria nos sintomas da doença que faz com que o paciente ranja os dentes incontrolavelmente durante o período de descanso.

A apneia do sono e a sonolência excessiva também encontram tratamentos disponíveis em clínicas do sono, contando com profissionais especializados para lidar com os sintomas de maneira adequada, tanto pela utilização de medicamentos quanto de aparelhos para uma melhor qualidade de vida.

Quais Médicos Encontramos em Uma Clínica do Sono?

De acordo com a pluralidade dos motivos pelos quais os indivíduos podem possuir problemas com o sono, como previamente mencionado, é necessário que o ambiente de uma clínica do sono possua uma série de profissionais que poderão realizar uma análise ampla e qualificada do quadro dos pacientes.

Os profissionais que atuam em uma clínica do sono são os neurologistas, os psiquiatras, psicólogos, e otorrinolaringologistas. Mais recentemente, os profissionais dentistas também estão sendo chamados para atuar na área da clínica do sono por possuírem amplas vertentes de tratamento para distúrbios que afetam o descanso noturno, como a apneia.

Por meio da avaliação específica e detalhada destes profissionais, será fornecido ao paciente um diagnóstico amplo e assertivo das condições que podem estar ocasionando os problemas na hora do descanso, e, a partir daí, pode se dar início aos tratamentos de acordo com a área que está sendo afetada.

Quando Buscar Ajuda em Uma Clínica do Sono?

Os pacientes que sofrem de distúrbios relacionados ao sono geralmente sentem a necessidade de buscar tratamentos para os mesmos quando percebem que suas vidas cotidianas estão sendo diretamente afetadas pela falta de qualidade do sono.

Para distúrbios como a apneia, que, em sua maioria podem passar despercebidos pelo portador, é necessário também levar em conta a indicação de uma clínica do sono por pessoas próximas, dado que estes problemas podem afetar consideravelmente a saúde geral do organismo dos pacientes.

Além disso, a partir do momento em que o indivíduo encontra-se privado e uma vida saudável, notando os efeitos das noites mal ou não dormidas em seu desempenho e funcionamento do organismo no dia-a-dia, buscar a ajuda dos serviços fornecidos em uma clínica do sono se torna fundamental.

Está procurando por uma clínica do sono com profissionais experientes e atendimento diferenciado? Então marque uma consulta e venha conhecer o nosso trabalho.

Artigo Publicado em: 17 de outubro de 2017  e Revisado em 19 de junho de 2019

Sono REM

Sono R.E.M. – O Que é e Qual Sua Importância

O sono é uma parte vital e extremamente importante para a otimização da saúde e manutenção de uma qualidade de vida adequada, ajudando o organismo humano a funcionar corretamente ao longo das horas que está acordado. Todas as partes do sono são muito importantes para a sua qualidade, mas o sono R.E.M. é especialmente fascinante porque é um momento de intensa atividade cerebral.

Além disso, essa fase do sono, dentre as muitas pelas quais nosso organismo passa, é muito importante também porque promove os métodos de aprendizado, fixando os conhecimentos e informações adquiridos ao longo dos dias, bem como cria os nossos sonhos.

Aproveitando a Semana do Sono, momento em que buscamos conscientizar sobre a necessidade de um sono de qualidade, fique conosco neste artigo para saber mais sobre essa fase do sono e sua importância.

O Sono R.E.M.

Enquanto temos o nosso descanso absolutamente necessário, que revitaliza e revigora o organismo, o corpo passa por uma série de ciclos de sono.

Os ciclos de sono ao longo da noite ocorrem em períodos que variam em torno de noventa e cento e vinte minutos de duração para cada, e o sono R.E.M. toma uma parte de cerca de 20% a 25% da proporção total dos ciclos ao longo da noite, podendo diminuir ao longo dos processos de envelhecimento – e, nos bebês, o sono R.E.M. ocorre por cerca de 80% do período da noite.

Como Acontece o Sono R.E.M.

Especificamente, o ciclo do sono R.E.M. se dá a partir da última metade do período de descanso, especialmente durante as três horas que se passam antes que o indivíduo desperte, e o componente do sono R.E.M. em cada ciclo de sono aumenta conforme a noite passa.

Como o nome sugere, a sigla se traduz em Rapid Eye Movements – do inglês ‘movimentos rápidos dos olhos’, o sono R.E.M. é o estado em que nossos olhos ficam se movendo de um lado para o outro enquanto permanecem fechados, um fenômeno que, aliás, pode ser monitorado e medido por um exame chamado eletro-oculografia.

Essa movimentação dos olhos não se dá de forma constante, mas sim de forma intermitente – ou seja, em fases. Embora diversos estudos sejam realizados a respeito do sono R.E.M., ainda não é sabido exatamente o propósito dos movimentos acelerados dos olhos durante esse ciclo do descanso, mas acredita-se que eles possam estar relacionados às imagens visuais internas que acontecem nos sonhos ao longo do período R.E.M.

Isso se dá especialmente por que essas imagens são associadas com picos de atividades cerebrais nas regiões que envolvem a utilização da visão – bem como em outros locais no córtex cerebral.

Por Que o Sono R.E.M. é Importante?

O sono R.E.M. é extremamente importante para a saúde e para todos os ciclos de sono porque é durante esse período em que são estimuladas as áreas do cérebro humano essenciais para os processos de aprendizado e para que o órgão possa realizar a criação e a retenção de novas memórias.

De acordo com estudos que privaram ratos da fase do sono R.E.M., sua expectativa de vida foi significativamente reduzida – de dois a três anos para cinco semanas. Os ratos que foram privados de todos os ciclos de sono viveram em média durante três semanas.

Portanto, a importância do sono R.E.M. está no fato de que, durante esse estágio do sono, nossos cérebros exercitam conexões neurais extremamente importantes que são a chave para o bem estar e a saúde, de forma geral, da mente e do corpo físico.

Despertares Durante o Sono R.E.M.

Embora a maioria das pessoas geralmente não seja acordada ao longo da duração do sono R.E.M., como alguns outros animais fazem, nós temos a tendência de acordar mais frequentemente ao longo dessa duração do que durante os outros estágios do descanso noturno.

Geralmente, esses micro despertares acontecem por períodos extremamente pequenos, durando apenas alguns segundos, e a pessoa que acorda geralmente não tem memória alguma da situação. Se muito estimulada, entretanto, uma pessoa pode acordar completamente, e, então, demorar um ciclo de sono inteiro, que se dá em torno de uma hora e meia a duas horas para conseguir dormir novamente.

Embora o sono R.E.M. tenha sido considerado amplamente como uma necessidade fisiológica, estudos recentes comprovam que, por exemplo, em casos onde os seres humanos são privados do estágio do sono R.E.M., eles tendem a compensar essa atividade ao sonharem durante os outros ciclos de sono.

Outros animais, por exemplo, quando não podem realizar o ciclo de sono R.E.M. por um período de até dois meses, parecem serem capazes de continuar suas vidas com pouca ou nenhuma mudança em relação à seus comportamentos ou apresentarem danos ou prejuízos à saúde física.

Mas é importante salientar a importância de um sono completo e reparador, que inclui estágios de sono R.E.M. Se você sente que poderia dormir melhor, marque uma consulta e deixe-nos ajudar a melhorar a qualidade do seu sono.

Publicado em: 23 de janeiro de 2018 e atualizado em: 20 de março de 2019

Sono, Saúde e Qualidade de Vida

A Relação Entre Sono, Saúde e Qualidade de Vida

Veja neste artigo mais informações sobre a relação entre sono, saúde e qualidade de vida.

Sono, Saúde e Qualidade de Vida

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Federal de Alagoas demonstrou que as noites ruins de sono podem afetar as memórias de curto prazo verbal, operacional e visuoespacial, principalmente nos homens. Já nas mulheres, foi registrado um leve declínio na memória de curto prazo verbal.

Os pesquisadores também concluíram que esquecer palavras, decorar um número de telefone, montar um quebra-cabeça ou se localizar em um ambiente recentemente conhecido são tarefas que podem ser mais difíceis para quem não dorme adequadamente.

Distúrbios do Sono em Homens e Mulheres

Com base nos dados deste estudo, que foi realizado de 2015 a 2016  pelo Laboratório de Eletrofisiologia e Metabolismo Celular da Universidade, os efeitos da má qualidade do sono são diferentes entre homens e mulheres.

Os pesquisadores constataram que o homem sofre mais com as noites mal dormidas. Embora as mulheres relatem um maior número de queixas por causa das poucas horas de descanso, elas demonstraram uma maior resistência.

A pesquisa ainda concluiu que os homens deitam mais tarde e dormem menos, além de apresentarem um sono mais fragmentado. Já as mulheres vão para cama mais cedo e dormem cerca de 24 minutos a mais que eles, mesmo demorando um pouco a mais para adormecer.

Por Quanto Tempo Devemos Dormir?

De acordo com a Associação Mundial de Medicina do Sono, saúde e qualidade de vida a duração adequada de descanso para a maioria dos adultos jovens é de 7 a 9 horas de sono. Porém, há uma pequena parcela da população que se sente bem dormindo apenas 6 horas por noite. Chamamos essas pessoas de “dormidores curtos”.

Na realidade, o ideal é dormir o suficiente para promover o descanso, a restauração mental e orgânica. Dessa forma, evitamos flutuações do humor e mantemos o equilíbrio do sistema imunológico e cardiovascular.

É válido considerar que este tempo de sono, saúde e qualidade de vida pode variar de acordo à fase da vida. Numa fase de aprendizado, por exemplo, a falta adequada de descanso resulta em alteração de humor e prejuízo cognitivo. Estudos já demonstram irritabilidade,
agressividade e sintomas depressivos associados a horas insuficientes de sono, principalmente entre os estudantes.

Dicas para um Sono mais Restaurador

Entre as medidas recomendadas para melhorar a qualidade do descanso, estão a adoção de um horário regular para deitar e acordar, excluir o café e bebidas estimulantes depois das 17:00 e não usar o smartphone e o computador pelo menos
uma hora antes de dormir.

Quer mais Qualidade de Vida? Procure nossa Clínica. Agende uma consulta.

 

Artigo Publicado em: 3 de julho de 2017 e Atualizado em 6 de fevereiro de 2019

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Disfunção Erétil na Apneia do Sono

A apneia do sono é um distúrbio caracterizado pela ocorrência frequente de obstrução da via aérea superior durante o sono. A condição pode acarretar em múltiplas consequências clínicas, incluindo alterações na regulação neural, hormonal e vascular, que favorecem o desenvolvimento de um quadro de DE (Disfunção Erétil).

Disfunção erétil é o termo empregado para a incapacidade consistente em obter ou manter uma ereção peniana que conceda uma relação sexual efetiva. A incidência da condição se dá sobre homens, sobretudo na faixa etária dos 40 aos 69 anos.

Uma pesquisa, realizada por um grupo de estudiosos e divulgada na Revista Portuguesa de Pneumologia, analisou uma amostra de indivíduos com apneia do sono, com objetivo de determinar a prevalência da disfunção erétil nestes pacientes.

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Disfunção Erétil na Apneia do Sono

No estudo, foram incluídas 62 pessoas do sexo masculino, com idade média de 52 anos e com diagnóstico recente de SAOS (Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono). Eles preencheram um questionário composto por cinco questões relativas à função erétil e satisfação.

A pontuação obtida no questionário do estudo varia de 5 a 25, e compreende as classificações de disfunção erétil em cinco categorias: ausente, leve, leve à moderada, moderada e grave.

Todos os participantes da pesquisa foram submetidos a exames que calculam o número de episódios de apneia, assim como o índice de dessaturação de oxigênio por hora de sono.

Disfunção Erétil na Apneia do Sono – Resultados do estudo

Os resultados do estudo evidenciaram que diversos fatores se associam à disfunção erétil nos pacientes de apneia do sono, incluindo faixa etária, diabetes, obesidade, tabagismo, alcoolismo, hipertensão arterial, determinados tipos de medicação e antecedentes clínicos pessoais (como a ocorrência de um AVC, por exemplo).

Estima-se que a prevalência de disfunção erétil em pacientes com apneia é de 64,4%, sendo leve em 38,7%, de leve a moderada em 17,7%, moderada em 3,2% e grave em 4,8%.

O envelhecimento é um dos fatores mais determinantes na agravação do quadro de DE. Os grupos que apresentam algum dos fatores de risco citados estão diretamente associados aos episódios mais severos de disfunção erétil na apneia do sono.

Os resultados da pesquisa constataram também que a prevalência de disfunção erétil é maior no grupo de pacientes com quadros mais avançados de apneia do sono.

Disfunção Erétil na Apneia do Sono – Buscando Ajuda Médica

A disfunção erétil é uma condição mais comum do que se pensa entre os pacientes de apneia do sono; entretanto, muitos escondem e subestimam o problema devido ao constrangimento e à dificuldade em aceitar a condição e buscar ajuda médica.

Existem tratamentos disponíveis e eficazes relacionados à disfunção erétil na apneia do sono. Não deixe que o constrangimento te impeça de buscar ajuda médica, e não tenha medo do diagnóstico; quanto antes a condição for detectada, melhor será seu prognóstico.

Se você sofre de disfunção erétil na apneia do sono, não hesite em marcar uma consulta com o médico do sono de sua confiança. O tratamento da apneia do sono promove uma melhora no quadro de DE.

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Distúrbios do Sono na Menopausa

Os distúrbios do sono costumam ser mais frequentes entre mulheres: a Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo afirma que há uma diferença de 30% de incidência entre mulheres e homens. A chegada da menopausa, que ocorre em torno dos 50 anos da mulher, pode potencializar esse problema.

A menopausa é a fase da vida das mulheres que corresponde à interrupção de sua etapa fértil, quando os ovários deixam de produzir o principal hormônio feminino, denominado estrogênio. É o período de 12 meses após a última menstruação espontânea da mulher, que marca a transição entre seu período reprodutivo e não-reprodutivo.

Após a menopausa, muitas mulheres passam a apresentar distúrbios do sono, e no caso das que já apresentavam dificuldades para dormir, as queixas tornam-se mais prevalentes.

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Distúrbios do Sono na Menopausa

A menopausa é um marco de muitas mudanças na vida da mulher, incluindo sua saúde geral e seu perfil de doenças.

Estudos evidenciam que mulheres na menopausa apresentam uma dificuldade maior para dormir, assim como para manter o sono, fatores que minimizam, assim, sua eficiência. A má qualidade do sono pode comprometer suas atividades cotidianas, seu bem-estar mental e físico durante o dia e, consequentemente, sua qualidade de vida.

O aumento dos distúrbios do sono decorrente da menopausa deve-se às mudanças hormonais que ocorrem nesta fase. A mulher nasce com um “estoque” de óvulos que produzirá ao longo de toda a vida. Quando este estoque acaba, os hormônios que até então eram produzidos pelos ovários (progesterona e estrogênio) também sofrem um declínio.

O neurologista Álvaro Pentagna, do Ambulatório de Sono no Adulto do Hospital das Clínicas da USP, explica que a redução destes hormônios origina distúrbios que prejudicam a qualidade do sono da mulher, como a insônia:

“A progesterona é um hormônio que tem o potencial de fazer a pessoa ter mais sono, é como se fosse um indutor de sono. A mulher que engravida, por exemplo, tem o nível de progesterona aumentado, por isso sente aquele monte de sono no início da gestação. Na menopausa acontece o contrário. A progesterona cai e piora a qualidade do sono da mulher”.

Distúrbios do Sono na Menopausa – Apneia do Sono

O hormônio progesterona possui uma propriedade protetora das vias aéreas respiratórias. Quando deixa de ser produzido, a mulher torna-se mais vulnerável ao desenvolvimento de distúrbios respiratórios associados ao sono, como a apneia obstrutiva do sono.

A apneia do sono caracteriza-se pela obstrução completa do fluxo de ar pelo nariz ou pela boca, que ocorre durante o sono. Além de minimizar a concentração de oxigênio no sangue, a paciente de apneia do sono sofre de despertares frequentes durante a noite, que provocam cansaço, fadiga e sonolência durante o dia, baixa produtividade no trabalho e perdas em suas interações sociais.

A fragmentação do sono decorrente da apneia pode gerar uma série de danos graves à saúde da mulher, tais como: anemia, distúrbios renais, aumento da pressão arterial, distúrbios metabólicos e cardiovasculares, neuropatias e síndromes demenciais.

Distúrbios do Sono na Menopausa – Fogachos

O cenário de diminuição dos hormônios estrogênio e testosterona, devido à menopausa, leva a mulher a outra condição prejudicial ao sono: os fogachos.

Os fogachos, como são chamadas as famosas ondas de calor que marcam a menopausa, provocam desconforto à mulher e fragmentam seu sono, uma vez que fazem com que ela acorde diversas vezes durante a noite por conta das mudanças de temperatura.

Distúrbios do Sono na Menopausa – Mudanças de Humor

Problemas emocionais decorrentes da menopausa, como as mudanças de humor, também contribuem para um quadro de insônia. As alterações de humor marcam predominantemente o início da menopausa, a fase de interrupção dos ciclos menstruais.

Nesta fase, é comum que a mulher enfrente mudanças de humor, depressão, ansiedade, condições que favorecem o desenvolvimento de distúrbios do sono na menopausa.

Além disso, os distúrbios emocionais somam-se à condição social, que muitas vezes não vai bem. Problemas no casamento, filhos saindo de casa, o ponto de vista do envelhecimento… são muitos os fatores que podem afetar o aspecto emocional da mulher e colaboram para a má qualidade de seu sono.

Distúrbios do Sono na Menopausa – Buscando Ajuda Médica

Você está enfrentando distúrbios do sono na menopausa e não sabe como combatê-los? Não hesite em buscar ajuda de um médico especialista em sono, e siga suas orientações para melhorar suas noites de sono.

Certamente, bons hábitos de saúde, tais como a prática regular de exercícios físicos e uma dieta alimentar equilibrada, aliados ao acompanhamento médico adequado, são fundamentais no combate aos distúrbios do sono na menopausa. Durma melhor, marque uma consulta com um médico do sono!

Álcool e Apneia do Sono

Consumo de Álcool e a Apneia do Sono

A apneia do sono caracteriza-se por ruídos e interrupções na respiração do paciente, que repetem-se ao menos cinco vezes durante o sono.

Conhecida predominantemente pelo ronco que provoca, a condição é responsável por uma lista extensa de sintomas potencialmente graves, que afetam significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Estima-se que cerca de 30% da população brasileira adulta sofre de apneia do sono.

Pacientes que sofrem de apneia do sono têm agravada a oxigenação de seu sangue (a quantidade de sangue que foi oxigenada após passar pelo pulmão) devido ao consumo de álcool.

O consumo frequente de bebidas alcoólicas, mesmo que em níveis moderados, potencializa a gravidade do distúrbio do sono, sobretudo quando aliado a outros fatores de risco, como a obesidade e o tabagismo.

Álcool e Apneia do Sono

Consumo de Álcool e a Apneia do Sono

Segundo um estudo britânico realizado pelo Centro do Sono de Londres, o consumo de bebidas alcoólicas prejudica os ciclos do sono e pode ocasionar danos graves à saúde quando consumido usualmente antes de dormir, como a apneia do sono.

Embora o consumo de álcool diminua o tempo necessário para cair do primeiro sono, ele pode anular o ciclo do sono responsável pelo maior descanso do indivíduo, o sono REM, no qual ocorrem os nossos sonhos.

Apesar da existência de muitos defensores das doses moderadas de álcool antes de dormir – em algumas clínicas e asilos, inclusive, elas são servidas regularmente aos pacientes -, é necessário ter cautela em relação à ingestão destas bebidas.

Segundo Irshaad Ebrahim, diretor-médico do Centro do Sono de Londres, “devemos tomar muito cuidado com a bebida alcoólica (consumida) regularmente. Um ou dois copos à noite podem ser bons no curto prazo, mas se você continua usando uma dose antes de dormir, poderá causar problemas”.

O especialista afirma que, ao ingerir bebidas alcoólicas, é melhor esperar entre uma hora e meia a duas horas para dormir, até que o efeito do álcool passe.

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Consumo de Álcool e Alterações do Sono

A partir do estudo britânico realizado, algumas alterações no sono relacionadas ao consumo de álcool foram identificadas, assim como a relação entre o consumo de álcool e a apneia do sono

Primeiramente, a bebida acelera o início do sono. Em seguida, faz com que a pessoa entre em um sono profundo. Essas alterações assemelham-se às provocadas pelos remédios antidepressivos, e até parecem ser bons efeitos colaterais.

Entretanto, a terceira e última mudança é a prejudicial, e impacta o padrão do sono a partir da segunda metade da noite: o consumo de álcool reduz a duração do sono REM, o ciclo do sono que inclui nossos sonhos.

Os resultados do estudo demonstram que ingerir bebidas alcoólicas antes de dormir não é uma prática saudável, e não é útil para obter uma noite de sono de qualidade. Por mais que a pessoa caia rapidamente no sono profundo, o mesmo é interrompido mais tarde.

Como consequência, o sono torna-se menos repousante, pode gerar ronco e até mesmo interrupções na respiração do paciente, configurando um quadro de apneia do sono. Além disso, o álcool deixa a pessoa desidratada e comumente ela tem de levantar para ir ao banheiro durante a noite.

No caso dos pacientes que já sofrem com a apneia do sono, a recomendação é evitar o consumo de álcool, uma vez que o mesmo tem potencial de agravar o quadro do transtorno, além de desconfigurar ainda mais seus padrões de sono.

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