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Prognóstico e Diagnóstico do Ronco

Diagnóstico do Ronco. Os sons ruidosos do ronco ocorrem como resultado do estreitamento ou obstrução das vias aéreas durante o sono. Quando dormimos, os músculos das vias aéreas – incluindo boca, nariz e garganta – relaxam e as passagens podem ficar menores. A respiração que se move através dessas passagens estreitas faz vibrar os tecidos moles das vias aéreas. Essa vibração cria os sons do ronco.

Neste artigo, saiba mais sobre as causas do ronco, assim como os fatores que contribuem para o seu diagnóstico.

Diagnóstico do Ronco

Pessoas que roncam com facilidade, em qualquer posição, devem procurar auxílio médico para descartar a possibilidade de a Apneia do Sono ser o problema.

Por meio de um exame completo de nariz, boca, garganta, palato e pescoço, o otorrinolaringologista realiza o diagnóstico e poderá indicar o tratamento adequado.

Os laboratórios do Sono contam com técnicos especializados e modernos equipamentos necessários ao correto diagnóstico do ronco, como a polissonografia, um exame que determina a gravidade do ronco e da apneia, e o efeito sobre a saúde do paciente. Atualmente, o estudo do sono domiciliar também pode ser realizado, por meio da tecnologia Whatch-PAT.

O que Causa o Ronco?

O ronco ocorre quando há uma obstrução à livre passagem de ar, através da parte de trás da boca e do nariz. Esta é a área colapsável das vias aéreas, aonde a língua e a parte superior da garganta encontram o palato mole (céu da boca) e a úvula (campainha). O ronco também pode ocorrer quando estas estruturas batem umas nas outras e vibram durante a respiração.

Deformidades craniofaciais com reposicionamento dos ossos da face também podem obstruir as vias aéreas durante o sono, produzindo apneias graves.

Pessoas que Roncam também Podem Sofrer de:

  • Tônus muscular reduzido na língua e garganta – Quando os músculos estão demasiadamente relaxados, por ingestão de álcool ou drogas, isto causa sonolência, a língua cai para trás e os músculos da garganta fecham lateralmente as vias aéreas, isto também acontece em sono profundo.
  • Tecido da garganta excessivamente volumoso – Isto acontece em crianças com aumento de amídalas e adenoides, além das pessoas obesas, com excesso de gordura no pescoço.
  • Cistos ou tumores cervicais – Apesar de serem raros, fazem volume e frequentemente levam ao ronco.
  • Palato mole e/ou úvula longa – Um palato mole (céu da boca) longo estreita a abertura do nariz na garganta. Quando vibra, age como uma válvula móvel e barulhenta, durante a respiração relaxada. Uma úvula (campainha) longa faz barulho muito pior.
  • Vias aéreas nasais obstruídas – Um nariz obstruído ou bloqueado requer esforço extra para puxar o ar através dele. Isto determina um vácuo exagerado na garganta, puxando os tecidos moles, resultando em ronco. Portanto, em algumas pessoas o ronco ocorre apenas durante quadro de rinite alérgica ou infecções sinusais (sinusites). Deformidades do nariz ou septo nasal também podem levar a obstrução das vias aéreas nasais.

Quando Realizar o Diagnóstico do Ronco

  • Seu parceiro reclama que você ronca regularmente?
  • Você recentemente ganhou peso ou parou de se exercitar?
  • Você tem familiares que roncam?

Se você respondeu sim a alguma dessas perguntas, você ronca ou corre o risco de roncar e precisa consultar um médico do sono. Se você também emitir sons de asfixia ou parecer ofegante enquanto ronca, precisará fazer um teste para apneia obstrutiva do sono.

Além de um histórico médico completo, o médico precisará saber há quanto tempo você ronca. Você também precisará informar o médico se você ganhou peso recentemente ou parou de se exercitar. Informe o seu médico sobre qualquer uso passado e presente de medicamentos. Se puder, pergunte ao seu parceiro, colega de quarto ou membro da família se eles já ouviram você roncar.

Um médico do sono recomendará um teste de apneia do sono em casa ou, em alguns casos, um estudo de sono em laboratório, para diagnosticar a apneia do sono.

Referência: UpToDate

Artigo Publicado em: 26 de junho de 2017 e Atualizado em: 04 de dezembro de 2019

Apneia do Sono

Apneia do Sono – Saiba Mais

A presença de 15 ou mais eventos respiratórios obstrutivos por hora, mesmo na ausência de outros sintomas, como episódios de sono não intencionais durante a vigília, sonolência diurna excessiva, sono não reparador, fadiga ou insônia, também é suficiente para o diagnóstico da apneia obstrutiva do sono, ou como é conhecida, a apneia do sono.

Nesse caso, há uma maior associação da gravidade da obstrução com importantes consequências, como aumento do risco de eventos cardiovasculares, até mesmo como um AVC. Quer saber mais sobre a apneia do sono e suas consequências? Fique conosco neste artigo, pois vamos esclarecer alguns fatores sobre esta doença agora.

O que é Apneia do Sono?

A apneia do sono é um distúrbio do sono potencialmente grave. As pessoas que não são tratadas param de respirar repetidamente durante o sono. Isso pode levar o cérebro e o resto do corpo a não receber oxigênio suficiente. O que, por sua vez, pode levar a derrame, insuficiência cardíaca, diabetes, depressão e dores de cabeça graves.

Complicações no Sistema Circulatório

A apneia do sono também compromete o sistema circulatório. Quando o cérebro percebe a falta de oxigênio, causada pela ausência de respiração, promove uma liberação de adrenalina, e a pessoa acorda para respirar. Nesse processo, a pressão arterial sobe e o coração dispara.

Esse paciente pode desenvolver arritmia cardíaca, e o coração passa a ter maior propensão de falhar. Além disso, diversos estudos estão evidenciando a apneia do sono como um fator de risco para o acidente vascular cerebral.

Apneia do Sono em Mulheres

Vários estudos populacionais têm mostrado que a apneia do sono é mais comum em homens do que em mulheres, e essa diferença é frequentemente evidenciada no cenário clínico.

Acredita-se que as diferenças em relação à distribuição da gordura corporal, comprimento e colapsabilidade da via aérea superior e hormônios sexuais, entre outros fatores, contribuam para a disparidade da prevalência entre os gêneros.

No entanto, essa disparidade entre os gêneros também pode ser o fato de que as mulheres não mostram a sintomatologia “clássica” da apneia do sono e, dessa maneira, podem permanecer subdiagnosticadas.

Ronco e Apneia do Sono

Um dos sintomas clássicos da apneia do sono é o ronco. Porém, muitas pessoas ainda acreditam que roncar é normal. Saiba mais sobre o assunto, lendo o artigo: “Roncar é normal?”.

Quase todo mundo ronca ocasionalmente, e geralmente não é algo para se preocupar. O ronco acontece quando você não consegue mover o ar livremente pelo nariz e pela garganta durante o sono. Isso faz com que os tecidos circundantes vibrem, o que produz o som familiar do ronco. As pessoas que roncam geralmente têm muita garganta e tecido nasal ou tecido “flexível” que é mais propenso a vibrar. A posição da sua língua também pode atrapalhar a respiração suave.

Se você ronca regularmente à noite, pode atrapalhar a qualidade do seu sono – causando fadiga durante o dia, irritabilidade e aumento dos problemas de saúde. E se o seu ronco mantém seu parceiro acordado, ele também pode criar grandes problemas de relacionamento. Felizmente, dormir em quartos separados não é o único remédio para o ronco. Existem muitas soluções eficazes que podem ajudar você e seu parceiro a dormir melhor à noite e superar os problemas de relacionamento causados ​​quando uma pessoa ronca.

Sintomas e Diagnóstico

A apneia do sono pode ser difícil de diagnosticar. Para dar uma pista, os sintomas noturnos incluem ronco persistente alto, pausas na respiração, engasgo ou tornar-se ofegante e sono inquieto. Além disso, os sintomas diurnos incluem dores de cabeça matinais, fadiga diurna, baixa concentração e irritabilidade.

Se você se deparar com vários desses sintomas, entre em contato com um médico do sono para uma consulta.

Artigo Publicado em: 25 de agosto de 2017 e Atualizado em: 27 de novembro de 2019

Roncar é Normal?

Roncar é Normal?

Roncar é Normal?

Não, roncar não é normal. Esse incômodo ruído, produzido pela vibração das estruturas da garganta, decorre de um estreitamento parcial das vias respiratórias durante o sono. A passagem forçada do ar por esta obstrução parcial causa o barulho do ronco. Continue a leitura e saiba mais sobre a gravidade do ronco.

Roncar é Normal?

Estima-se que mais de metade da população mundial ronca eventualmente e que 20% da população adulta ronca habitualmente.

Algumas pessoas roncam todas as noites, a noite inteira; outras somente no inicio do sono ou em fases de sono profundo, ou quando dormem de barriga para cima, ou quando estão resfriadas, ou após lautos jantares ou beberem um copo a mais.

Atualmente, o ronco deixou de ser simplesmente um problema social e o maior desagregador conjugal. Segundo Luis Fernando Veríssimo “a principal causa de divórcio no Brasil é a mulher raspar as pernas com o aparelho de barba do marido e depois não limpar. Em segundo lugar vem o adultério; em terceiro, o ronco”.  Além destas implicações sociais, o ronco constitui hoje um problema médico, estando associado à morbidade e mortalidade vascular em pacientes de meia idade, com alta incidência de hipertensão arterial, angina, infarto do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais.

Fatores Predisponentes para o Ronco

Fatores anatômicos e constitucionais, que causem restrição nas vias respiratórias, podem ser determinantes para o ronco. Entre eles estão a obstrução nasal levando a uma respiração pela boca, amígdalas palatinas aumentadas, úvula (campainha) e palato mole em excesso, língua volumosa, alterações esqueléticas faciais como a mandíbula pequena ou o queixo um pouco para trás, pescoço curto e grosso e, principalmente, a obesidade.

Fazendo parte de um continuum, na qual o ronco é o sintoma inicial, com o passar dos anos estes pacientes podem apresentar paradas respiratórias durante o sono, caracterizando o que chamamos de apneia obstrutiva do sono.  As apneias tem duração mínima de 10 segundos, ocorrendo inúmeras vezes e exclusivamente durante o sono, resultando em asfixia recorrente com queda da oxigenação, com graves consequências para o organismo.

Repercussões Clínicas do Ronco e da Apneia do Sono

Esse problema reflete em sintomas noturnos e diurnos, com diminuição da qualidade de vida, calculando-se sua incidência em 10% dos homens e 5% das mulheres em idade adulta.

Os sintomas noturnos, além do ronco e das apneias, são engasgos, fragmentação do sono, bruxismo, boca seca, sono não repousante e refluxo ácido.

Os sintomas diurnos são sonolência excessiva diurna, fadiga, dor de cabeça matinal, déficits de atenção, memória e aprendizado, depressão, mau humor, obesidade e impotência.

As repercussões clínicas do ronco e da apneia fazem-se em todos os setores vitais do nosso organismo como nas doenças cardiovasculares (hipertensão arterial, infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca), nas  doenças do cérebro (derrames), nas doenças endócrinas (diabetes), distúrbios sexuais (impotência) e distúrbios de comportamento, sendo causas importantes de acidentes de trânsito e de trabalho. Estudos populacionais tem demonstrado o aumento da mortalidade na apneia do sono por infarto agudo do miocárdio e morte súbita.

Pacientes com estas queixas devem ser investigados quanto a qualidade de seu sono e examinados por médicos especialistas (otorrinos, neurologistas, pneumologistas) para que possam ser tratados o mais precocemente possível. Esses tratamentos para o ronco envolvem medidas comportamentais (higiene do sono), tratamento com aparelhos de pressão aérea positiva (CPAPs), aparelhos intraorais ou tratamentos cirúrgicos sobre as vias respiratórias.

Recomendações aos Roncadores

  • Evitar dormir de barriga para cima;
  • Evitar refeições pesadas antes de dormir;
  • Evitar álcool e fumo no mínimo 4 horas antes de dormir;
  • Evitar bebidas cafeinadas (café, chá, chocolate), medicamentos sedativos do tipo hipnóticos ou antialérgicos antes de dormir;
  • Perder peso e ter atividade física regular;
  • Evitar privação do sono: dormir no mínimo 7 horas por noite;
  • Levantar a cabeceira da cama cerca de 15 a 20 centímetros;
  • Procurar manter horários regulares para dormir e levantar;
  • Cuidar de seu nariz para não dormir de boca aberta.

Essas medidas gerais podem ajudar você e seu cônjuge a terem um sono mais prazeroso e saudável.  Se isto não acontecer, o seu médico do sono de confiança poderá indicar tratamentos adequados para o seu caso.

Artigo Publicado em: 10 de agosto de 2017 e Atualizado em: 20 de novembro de 2019

Apneia do Sono e Obesidade

Apneia do Sono e Obesidade – Compreenda esta Relação

Apneia do Sono e Obesidade. A apneia do sono não se trata de um simples ronco: o distúrbio caracteriza-se pela obstrução completa do fluxo de ar pelo nariz ou pela boca, durante 10 segundos ou mais. A condição pode acarretar em danos mais graves à saúde do paciente, uma vez que minimiza a concentração de oxigênio no sangue.

Continue a leitura deste artigo e compreenda a relação entre ambas as condições.

Apneia do Sono e Obesidade

Além da redução da oxigenação no sangue, o paciente de apneia do sono sofre de despertares frequentes durante a noite, o que culmina em cansaço, fadiga e sonolência durante o dia, baixa produtividade no trabalho, além de prejudicar suas interações sociais.

O exame que investiga e identifica a presença da apneia do sono é a polissonografia, realizado em ambiente laboratorial através da monitorização de diversos parâmetros, como eletrocardiograma e oxigenação. Saiba mais sobre a polissonografia, aqui.

Há uma relação entre apneia do sono e obesidade: ambas condições andam juntas e se retroalimentam. O excesso de peso está entre os principais fatores de risco para desenvolvimento do distúrbio do sono.

Compreenda como Acontece esta Relação

A associação entre apneia do sono e obesidade tem sido estudada há muitos anos. Com o avanço da medicina e o surgimento de exames diagnósticos (sobretudo a polissonografia), tal hipótese foi esclarecida e confirmada.

O excesso de peso corporal é um dos principais fatores de risco para a síndrome, devido ao acúmulo de gordura que ocorre na região do pescoço. Esse fator provoca o estreitamento da faringe, além de alterar suas propriedades físicas, favorecendo um maior colapso.

Estudos recentes indicam que a apneia do sono, por sua vez, parece influenciar o metabolismo lipídico, fator que contribui para o acúmulo de gordura do paciente.

Trata-se, portanto, de uma relação bilateral: a obesidade contribui para o desenvolvimento da apneia do sono, enquanto esta influencia no acúmulo de gordura, prejudicando a perda de peso.

Compreendendo a associação entre apneia do sono e obesidade, facilmente entende-se que o tratamento desses pacientes deve englobar ações simultâneas e conjuntas para combate de ambas condições.

Apneia do Sono e Obesidade – Tratamento

O tratamento para controle da apneia do sono nem sempre requer a utilização de aparelhos, como os que citamos neste artigo. Nos casos em que a doença está associada à obesidade, programas de reeducação alimentar em junção a mudanças de hábitos e prática de exercícios físicos são métodos eficazes no combate à doença.

Entretanto, cada caso contém as suas particularidades e a avaliação de um especialista para orientação do tratamento adequado é fundamental. Afinal, a obesidade é somente um dos diversos fatores desencadeantes da doença.

Apneia do Sono e Obesidade –  Prevenção

Sabendo que a obesidade pode desencadear a apneia do sono, a principal forma de prevenção é um estilo de vida saudável, que inclua uma dieta alimentar equilibrada em junção à prática regular de exercícios físicos.

O tabagismo pode influenciar também no desenvolvimento da apneia do sono. Deixar o cigarro de lado e maneirar na ingestão de bebidas alcoólicas são métodos de prevenir a doença, uma vez que tais excessos interferem no ciclo do sono e no relaxamento da musculatura da garganta.

Referência: National Sleep Foundation

Artigo Publicado em: 28 de fevereiro de 2018 e Atualizado em: 18 de setembro de 2019

Tratamento para Ronco

Estratégias de Tratamento para Ronco

Tratamento para Ronco. O ronco trata-se de um ruído, que ocorre durante o sono, decorrente de vibrações da mucosa e dos músculos da garganta. Roncar, além de ser um alvo de sátiras populares, pode ser um indício de doenças potencialmente fatais, como a apneia do sono. Neste artigo, vamos abordar as principais estratégias de tratamento para esta condição. Acompanhe.

Tratamento para Ronco

Quando dormimos, conforme nos aprofundamos no sono, nossos músculos se relaxam mais e mais. Para quem possui predisposição, esse relaxamento causa uma obstrução das vias aéreas, fazendo com que os tecidos vibrem e o ronco seja emitido.

Quando esse quadro se agrava, pode acarretar em uma doença fatal denominada apneia do sono. Esta ocorre quando a obstrução da região afetada se torna total.

Como Diagnosticar o Ronco Incomum

Ao menos uma vez na vida, todas as pessoas já roncaram durante o sono. O ato ocorre naturalmente após um dia excessivamente exaustivo ou após a ingestão de bebidas alcoólicas, por exemplo. Entretanto, quando o ronco é frequente, é importante ficar atento.

Quando o paciente notar que o ronco está presente em todas as suas noites de sono, é importante procurar o médico de sua confiança, que será capaz de diagnosticar se o ronco é ou não um indicativo de prejuízos mais graves à saúde. Médicos especialistas em distúrbios do sono são capazes de realizar esse diagnóstico.

As causas do ronco variam de pessoa para pessoa: pode ter relação com alterações ortodônticas e do esqueleto facial, e até mesmo com obesidade.

Polissonografia é a denominação do exame indicado para investigação do ronco: através deste, é possível identificar a gravidade do distúrbio do sono e se há presença de doenças mais graves no paciente, como a apneia do sono. Neste artigo, saiba mais sobre a realização do exame.

Estratégias de Tratamento para Ronco

Após o diagnóstico, o médico poderá prescrever o melhor tratamento para cada caso. É possível livrar-se do ronco seguindo algumas simples estratégias de tratamento para ronco.

  • Perda de Peso

A obesidade é um problema muito sério que afeta diversos brasileiros, e também uma das causas do ronco. Isso ocorre porque a pessoa que tem gordura acumulada no pescoço, em torno da garganta, tem maiores chances de ter a mesma fechada durante o sono, devido ao estreitamento da faringe.

Em alguns dos casos, a perda de peso pode ser eficaz na cura do ronco; em outros, não é suficiente para a resolução do problema.

  • Moderação no Consumo de Bebidas Alcoólicas

O consumo de álcool, principalmente no período noturno, agrava ainda mais o quadro de relaxamento dos músculos durante o sono. Para evitar o relaxamento exagerado dos músculos, a moderação com o consumo de bebidas alcoólicas é uma atitude positiva.

  • Hábitos Saudáveis

Buscar a melhor posição na hora de dormir para evitar o ronco, preferencialmente de lado, assim como evitar dormir com a barriga para cima, podem ajudar no processo.

Evitar a ingestão de alimentos e bebidas alcoólicas três horas antes de dormir, e consumir alimentos leves durante a noite também são métodos positivos no tratamento do ronco.

  • Tratamento de Alergias Respiratórias

Pacientes portadores de alergias respiratórias, como rinite e bronquite alérgica, tendem a roncar durante o sono, pois estão geralmente com o nariz entupido. O ronco pode ser gerado pelo esforço da pessoa para respirar e se desviar da congestão nasal.

A única alternativa nesses casos é o tratamento das alergias respiratórias, para diminuir a intensidade do ronco.

  • Alinhamento dos Dentes

Dentes desalinhados e problemas na arcada dentária são fatores que podem contribuir com o aparecimento do ronco. O caso deve ser tratado com o especialista que identificará a raiz do problema e indicará o melhor tratamento.

  • Aparelho Intraoral

Em alguns casos, o paciente pode necessitar de um aparelho feito pelo dentista especializado em medicina do sono. Contudo, sua utilização não é adequada em todos os casos.

Feito sob medida, na hora de dormir, o aparelho deve ser posicionado ente os dentes superiores e inferiores, de maneira confortável. Através de sua utilização, a mandíbula é reposicionada, assim como toda a musculatura orofaríngea, e assim as vias aéreas são desobstruídas, eliminando totalmente o ronco e a apneia.

  • Cirurgias

Nos casos mais graves de ronco, pode haver necessidade da realização de procedimentos cirúrgicos. Os fatores determinantes da cirurgia ideal variam de pessoa para pessoa; eis a necessidade do diagnóstico de um especialista.

Algumas intervenções cirúrgicas utilizadas no tratamento do ronco são: septoplastia, turbinectomia, amigdaletomia, uvulopalatoplastia, sinusectomia, remoção de pólipos nasais e implantes palatais.

  • CPAP

CPAP trata-se de um aparelho, utilizado pelos pacientes durante o sono, que introduz sob pressão o ar ambiente através de uma máscara facial/nasal. Esse tratamento é indicado apenas em casos mais graves de ronco, principalmente para portadores de apneia do sono, quando nenhum outro tipo de tratamento é acessível.

  • Implantes Estimuladores

Tratamento ainda não disponível no Brasil, os implantes estimuladores são um método mais eficaz e menos incômodo aos pacientes. Eles têm objetivo de evitar o relaxamento excessivo dos músculos da garganta durante o sono.

Conclui-se que são muitas as estratégias de tratamento para ronco, e a indicação varia de acordo com a gravidade de cada caso. A semelhança entre tantos tratamentos é seu objetivo único: elevar a qualidade de vida dos pacientes, aliviando os sintomas do ronco e diminuindo o índice de mortalidade em casos de apneia do sono, por exemplo.

Quem poderá indicar o tratamento ideal para cada paciente é o especialista em distúrbios do sono, após a consulta médica e a realização dos devidos exames para diagnosticar o problema.

Referência: National Sleep Foundation

Artigo publicado em 21 de fevereiro de 2018 e atualizado em 28 de agosto de 2019

Apneia do Sono e AVC

Apneia do Sono e AVC

Uma das principais avaliações que todos nós precisamos fazer diz respeito a quão bem respiramos durante o sono. Nós roncamos ou temos problemas para respirar enquanto dormimos? Apneia do sono não tratada e AVC possuem uma relação de risco, mas o tratamento da apneia do sono pode ajudar a prevenir o acidente vascular cerebral.

Veja neste artigo como os problemas respiratórios do sono aumentam seu fator de risco para acidente vascular cerebral.

Apneia do Sono não Tratada e AVC

Se você parar de respirar por 10 segundos ou mais durante o sono, poderá ter apneia do sono. O diagnóstico é realizado para qualquer pessoa que tenha uma média de 5 desses episódios por hora todas as noites.

A apneia obstrutiva do sono (AOS) é a forma de apneia do sono mais comum. Ocorre como resultado de uma mecânica defeituosa na via aérea superior. Pode ser causada por tecidos excessivamente grandes ou inchados, como a língua ou úvula bloqueando a passagem do ar. Outra condição que leva à AOS é a retenção de áreas fluidas e / ou gordurosas excessivas no pescoço, que pressionam a via aérea, dificultando a passagem do ar.

O colapso ou bloqueio de tecidos nessa área pode levar a respirações ofegantes, ronco alto, insônia, sono interrompido, pesadelos por não conseguir respirar e outros sintomas menos óbvios, como sonolência diurna excessiva, pressão alta, dor de cabeça matinal ou uma garganta extremamente seca ou dolorida ao despertar.

De acordo com um estudo da National Stroke Foundation, a apneia do sono pode ser um efeito posterior ao derrame, mas também pode ser a causa de um acidente vascular cerebral de primeira vez ou recorrente. A condição causa baixos níveis de oxigênio e pressão alta, ambos fatores que podem aumentar o risco de um derrame futuro.

Como a Apneia do Sono não Tratada pode Levar ao AVC

Durante um episódio apneico, o corpo realiza uma incrível quantidade de esforço para tentar abrir as vias aéreas e respirar. Infelizmente, esse esforço muitas vezes não fornece ao cérebro o oxigênio necessário para manter todo o corpo e todos os seus sistemas funcionando sem problemas durante o sono.

Quando o baixo nível de oxigênio no sangue persiste, o sistema nervoso simpático libera surtos de hormônios do estresse que elevam os níveis de pressão arterial e levam a flutuações na frequência cardíaca.

Com o tempo, essas condições contínuas e não tratadas durante o sono levarão a problemas sistêmicos com pressão arterial alta não controlada e uma condição de arritmia cardíaca conhecida como fibrilação atrial (AFib). Hipertensão e Afib são dois fatores de risco bem conhecidos para o acidente vascular cerebral.

Uma pesquisa do New England Journal of Medicine demonstrou evidências conclusivas de que a apneia do sono está significativamente associada ao risco de acidente vascular cerebral ou morte por qualquer causa, e essa associação é independente de outros fatores de risco, incluindo hipertensão.

Gravidade da Relação entre Apneia do Sono e AVC

Não é incomum as pessoas morrerem durante o sono ou sofrer danos cerebrais extensos, como resultado de um AVC durante a noite.

Se você tem um problema de respiração durante o sono, pode experimentar vários dos sintomas acima mencionados, ou ouvir de entes queridos que você ronca alto ou suspira enquanto dorme.

Não deixe de investigar esses sintomas ou observações. Procure um médico do sono, para realizar o diagnóstico por meio de um estudo do sono. Tratar o ronco e a apneia do sono pode levar a um risco muito reduzido de acidente vascular cerebral, bem como melhorias na sua qualidade de vida e saúde e bem-estar geral.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Apneia do sono e doenças cardiovasculares. Apneia do sono e / ou ronco habitual passaram a ser reconhecidos como fatores de risco independentes para hipertensão arterial, arritmias cardíacas, doença arterial coronariana, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral isquêmico somente no final do século XX, quando pesquisadores reconheceram que pacientes com apneia do sono não tratada tinham maior risco de morbidade cardiovascular em comparação com pacientes com apneia do sono tratada. Estudos populacionais também já sugeriram que a apneia do sono pode ser um fator de risco para demência vascular.

Veja neste artigo mais informações sobre a relação entre apneia do sono e o desenvolvimento das doenças cardiovasculares.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Compreender os efeitos da apneia do sono no sistema nervoso autônomo (SNA) é importante para melhor compreensão da apneia do sono e as doenças cardiovasculares. O relógio biológico do corpo – núcleo supraquiasmático tem ritmicidade autônoma em sua atividade neuronal. As funções do corpo moduladas pelo SNA incluem equilíbrio simpático-parassimpático, produção de glicose hepática e sensibilidade à insulina.

Durante o sono, alterações fisiológicas na atividade respiratória e cardiovascular são predominantemente dependentes do ciclo do sono e mediadas pelo controle autonômico. Durante o NREM, há um aumento na atividade parassimpática, enquanto durante o sono REM, há uma diminuição na atividade parassimpática, responsável pelo aumento da atividade cardiovascular durante o último.

Qualquer excitação durante o sono resulta em aumento da atividade respiratória e cardiovascular. A ritmicidade intrínseca aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial com a inclinação do equilíbrio simpático-parassimpático em direção ao primeiro, imediatamente antes de acordar, preparando o corpo para as atividades diárias.

As respostas fisiopatológicas à AOS ocorrem principalmente em resposta à diminuição da tensão arterial de oxigênio iônico e ao aumento da tensão arterial por dióxido de carbono. Estes provocam um aumento na atividade do sistema nervoso simpático, causando vasoconstrição periférica para desviar o fluxo sanguíneo para órgãos vitais. Ao mesmo tempo, a atividade parassimpática reduz a atividade miocárdica e, consequentemente, as necessidades de oxigênio.

No final dos episódios apneicos, há um aumento na pressão sanguínea à medida que a função miocárdica é restaurada. A vasoconstrição e as alterações na atividade miocárdica causam um aumento na carga cardíaca, enquanto a vasoconstrição pulmonar induzida pela hipóxia pode contribuir para a insuficiência cardíaca.

Episódios frequentes e sustentados contribuem para a não-imersão da pressão arterial durante a noite e sensibilização da resposta sensorial hipóxica dos corpos carotídeos, que induz alterações nos níveis genéticos associados ao aumento do estresse oxidativo. A microneurografia demonstrou aumento da atividade nervosa simpática muscular no término de apneias em pacientes com AOS.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares – Tratamento com CPAP

O uso de CPAP melhora o equilíbrio simpático-parassimpático em pacientes com apneia do sono moderada e grave e melhora a variabilidade da frequência cardíaca. Outros tipos de aparelhos para apneia também podem ser indicados para tratamento, de acordo com as particularidades de cada paciente.

Em resumo, os pacientes com apneia do sono não tratada tendem a ter uma atividade simpática aumentada e desregulação autonômica que pode se beneficiar com o manejo da AOS com CPAP.

Núcleo do Sono

Núcleo do Sono – Conheça Melhor o Nosso Trabalho

Os distúrbios do sono podem causar graves danos à saúde. Como é durante o sono que o nosso organismo executa diversos mecanismos para regenerar-se, quando não dormimos bem, temos como consequência enfermidades cardiovasculares, metabólicas, cognitivas, entre outras. Neste artigo, saiba mais sobre o que é um Núcleo do Sono e como é a atuação de seus profissionais, no sentido de prevenir e tratar problemas como estes.

Núcleo do Sono – A Medicina do Sono

Segundo o autor Allan Hobson, em 1989, temos aprendido mais acerca do sono nos últimos 60 anos que nos anteriores 6.000 anos. Apesar deste complexo fenômeno ocupar um terço das nossas vidas, somente na segunda metade do século XX, a Medicina despertou para esta área.

Por volta dos anos 90, surgiu no Brasil a necessidade de profissionais especializados no tratamento de pacientes com doenças complexas relacionadas ao sono, como a apneia. A partir de então, a especialidade Medicina do Sono começou a se estabelecer, não só visando o tratamento de pacientes com apneia, mas também daqueles portadores dos diversos distúrbios do sono.

A Medicina do Sono tornou-se uma especialidade multidisciplinar envolvendo neurologistas, pneumologistas, psiquiatras, otorrinolaringologistas, bucomaxilos, cardiologistas, endocrinologistas, cirurgiões bariátricos, dentistas, fisioterapeutas e nutricionistas.

O que é um Núcleo do Sono

O objetivo de um Núcleo do Sono é desenvolver um sistema multidisciplinar para resgatar a saúde e o bem-estar de pacientes portadores de distúrbios do sono, evitando complicações como obesidade, doenças metabólicas, degenerativas, cardiovasculares e até mesmo ortopédicas.

Assim como existem inúmeros fatores que podem levar ao desenvolvimento de problemas ao dormir, também dispomos de uma gama de tecnologias que possibilitam diagnosticar os distúrbios do sono. As abordagens terapêuticas para estes problemas também estão cada vez mais aperfeiçoadas.

Quando Procurar um Núcleo do Sono

Entre os diversos problemas que podem afetar a qualidade do sono, estão a apneia, a insônia, a sonolência excessiva, a síndrome das pernas inquietas, o bruxismo e o sonambulismo. Na realidade, devido ao estilo de vida cada vez mais corrido e estressante a que estamos expostos, a cada dia vemos novas causas para um sono não reparador.

Uma adequada orientação sobre quando procurar o atendimento de profissionais especializados em sono está mais relacionada às consequências que estes problemas trazem à vida do indivíduo.

No momento em que a dificuldade para pegar no sono à noite, ou uma sonolência excessiva durante o dia começam a interferir em aspectos como o desempenho profissional ou o tempo com a família, buscar ajuda em um núcleo do sono pode ser o fator determinante para resgatar a saúde e também a qualidade de vida.

Porque Consultar o Núcleo do Sono

Atualmente, os distúrbios respiratórios do sono são causas frequentes de noites mal dormidas. Contudo, existem outras causas para um sono não reparador.

Entre elas estão os problemas hormonais, como hiper e hipotireoidismo; algumas doenças psiquiátricas e neurológicas, como ansiedade, depressão, doença de Parkinson, doenças cerebrais isquêmicas e doença de Alzheimer e doenças que causam dores, principalmente durante a noite, como a fibromialgia.

Situações como estas podem provocar muita sonolência durante o dia ou dificuldade para adormecer. Portanto, é necessário um diagnóstico diferencial, realizado preferencialmente por uma equipe multidisciplinar. Assim, podemos avaliar o paciente como um todo, para que o tratamento ofereça o melhor resultado.

Você percebe que poderia dormir melhor? Marque uma consulta com a nossa equipe e deixe-nos ajudar.

Artigo  Publicado em: 4 de dezembro de 2017 e atualizado em 24 de julho de 2019

Clínica do Sono

Você Sabe o que É uma Clínica do Sono?

O sono é uma parte fundamental da vida de todos os seres humanos: é por meio dele que se dão diversos processos que beneficiam e regeneram a saúde do organismo de maneira geral. Por esta razão, a procura por uma Clínica do Sono tem crescido cada vez mais entre os mais diversos tipos de pacientes.

Os problemas para dormir têm sido cada vez mais comuns em uma sociedade que vive sob um alto e constante nível de stress: as tensões do cotidiano, as pressões em relação aos ambientes familiares, de trabalho, e do convívio humano em geral fazem com que muitas pessoas sofram de problemas para adormecer.

Muitos destes fatores podem passar despercebidos pela maioria das pessoas que estão sofrendo com problemas de sono: o que, em muitos casos, não são diagnosticados corretamente até mesmo pela falta de atenção do próprio paciente em relação às suas desvantagens na hora do descanso.

Noites mal dormidas ou até mesmo sem dormir podem causar enormes danos à saúde do organismo, impossibilitando o mesmo de conseguir regenerar-se, é possível que as pessoas desenvolvam uma série de enfermidades que serão resultado dos processos mal realizados da manutenção da saúde do corpo através do sono.

O Que é Uma Clínica do Sono?

Uma clínica do sono é um local onde estão inseridos diversos tipos de profissionais cujas especialidades envolvem variados fatores que podem ocasionar os problemas do sono.

Ou seja, assim como há inúmeros fatores que fazem com que as pessoas estejam com problemas na hora de dormir, é necessário uma gama de possibilidades na hora de diagnosticar quais são estes problemas.

Quais Tratamentos Uma Clínica do Sono Realiza?

Há diversas causas para inúmeros problemas que podem ocasionar complicações no sono dos pacientes. Isso se dá pela grande quantidade de fatores que podem afetar o desempenho das pessoas em seus cotidianos, sendo necessário, portanto, uma avaliação mais profunda.

Para casos comuns de problemas relacionados ao sono, como pernas inquietas, que se dão pelo agitamento descontrolado das pernas durante o sono, a clínica do sono possibilita a intervenção por meio de remédios que serão prescritos para atender às necessidades específicas de cada paciente, dependendo do grau em que ele estiver.

Já para casos de sonambulismo, a clínica do sono faz tratamentos psicológicos aliados à utilização de remédios que possibilitam a amenização dos sintomas e ocorrência de episódios.

Já a insônia, a mãe dos terrores do sono, pode sofrer tratamentos que envolvem também a utilização de remédios que irão induzir o paciente a melhorar os processos de higiene do sono, fazendo com que o mesmo possa adaptar-se e melhorar sua qualidade de vida.

A clínica do sono também pode realizar tratamentos para os casos de bruxismo, incluindo a recente participação da área de odontologia do sono, que possibilita uma melhoria nos sintomas da doença que faz com que o paciente ranja os dentes incontrolavelmente durante o período de descanso.

A apneia do sono e a sonolência excessiva também encontram tratamentos disponíveis em clínicas do sono, contando com profissionais especializados para lidar com os sintomas de maneira adequada, tanto pela utilização de medicamentos quanto de aparelhos para uma melhor qualidade de vida.

Quais Médicos Encontramos em Uma Clínica do Sono?

De acordo com a pluralidade dos motivos pelos quais os indivíduos podem possuir problemas com o sono, como previamente mencionado, é necessário que o ambiente de uma clínica do sono possua uma série de profissionais que poderão realizar uma análise ampla e qualificada do quadro dos pacientes.

Os profissionais que atuam em uma clínica do sono são os neurologistas, os psiquiatras, psicólogos, e otorrinolaringologistas. Mais recentemente, os profissionais dentistas também estão sendo chamados para atuar na área da clínica do sono por possuírem amplas vertentes de tratamento para distúrbios que afetam o descanso noturno, como a apneia.

Por meio da avaliação específica e detalhada destes profissionais, será fornecido ao paciente um diagnóstico amplo e assertivo das condições que podem estar ocasionando os problemas na hora do descanso, e, a partir daí, pode se dar início aos tratamentos de acordo com a área que está sendo afetada.

Quando Buscar Ajuda em Uma Clínica do Sono?

Os pacientes que sofrem de distúrbios relacionados ao sono geralmente sentem a necessidade de buscar tratamentos para os mesmos quando percebem que suas vidas cotidianas estão sendo diretamente afetadas pela falta de qualidade do sono.

Para distúrbios como a apneia, que, em sua maioria podem passar despercebidos pelo portador, é necessário também levar em conta a indicação de uma clínica do sono por pessoas próximas, dado que estes problemas podem afetar consideravelmente a saúde geral do organismo dos pacientes.

Além disso, a partir do momento em que o indivíduo encontra-se privado e uma vida saudável, notando os efeitos das noites mal ou não dormidas em seu desempenho e funcionamento do organismo no dia-a-dia, buscar a ajuda dos serviços fornecidos em uma clínica do sono se torna fundamental.

Está procurando por uma clínica do sono com profissionais experientes e atendimento diferenciado? Então marque uma consulta e venha conhecer o nosso trabalho.

Artigo Publicado em: 17 de outubro de 2017  e Revisado em 19 de junho de 2019

Quadro Clínico da Apneia Obstrutiva do Sono

Diagnóstico e Quadro Clínico da Apneia Obstrutiva do Sono

O quadro clínico da apneia obstrutiva do sono(AOS) é caracterizado pelo colapso recorrente parcial ou total das vias aéreas superiores durante a noite. As queixas mais frequentes nos pacientes adultos com AOS, comparados com não apneicos, são presença de ronco, sufocamento noturno e sonolência excessiva diurna (SED).

Veja neste artigo os fatores aos quais prestamos atenção ao avaliar um paciente com apneia do sono.

O Quadro Clínico da Apneia Obstrutiva do Sono

Veja a seguir os principais sintomas diurnos e noturnos relacionados à SAOS:

  • Sintomas Diurnos: Hipersonia diurna, Cansaço crônico, Transtorno de humor, Cefaleia Matutina, Depressão, ansiedade, Perda de memória, Diminuição da libido e Impotência Sexual.
  • Sintomas Noturnos: Pausas respiratórias, Roncos, Despertares bruscos com asfixia, Sono agitado, Sono não reparador, Movimentos anormais durante o sono, Noctúria e enurese, Distúrbio do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) e Sialorreia ou boca seca.

Quadro Clínico da Apneia Obstrutiva do Sono – Exame Físico

Em alguns pacientes a inspeção da face pode revelar a patologia como nos casos de hipotireoidismo e acromegalia. A inspeção também pode fornecer indicações quanto às anormalidades fisiológicas.

Uma hiperpigmentação na fronte, assemelhando-se à acantose nigricans, pode estar presente em pacientes portadores de apneia do sono (crianças ou adultos) que durmam sentados, com a fronte apoiada num antebraço sobre a mesa. Isto é encontrado com frequência em pacientes com apneia grave, por ser esta a única posição em que eles conseguem dormir.

Em muitos casos, a apneia do sono se evidencia ao primeiro encontro com o paciente. Por exemplo, pálpebras pendentes sugerem sonolência. Pálpebras frouxas foram associadas à apneia do sono. Sobrancelhas arqueadas podem ser um sinal de que o paciente está tentando abrir as pálpebras.

Os achados mais relevantes do exame físico nos pacientes adultos com ronco/SAOS são: obesidade, alterações sobre o esqueleto craniofacial e as alterações anatômicas sobre a via aérea superior (VAS).

Quadro Clínico da Apneia Obstrutiva do Sono – Alterações Craniofaciais e Anatômicas

As alterações craniofaciais mais relacionadas à SAOS são aquelas decorrentes da hipoplasia da maxilar e/ou mandibular, que podem ser visualizadas por exame físico e confirmadas por cefalometria.

Várias alterações anatômicas sobre a via aérea superior (VAS) são descritas em pacientes com AOS, sendo os achados mais frequentes: alterações nasais, tonsilas palatinas hiperplásicas, alterações sobre o palato mole, úvula e pilares tonsilares.

Quadro Clínico da Apneia Obstrutiva do Sono – Outros Fatores

A combinação do IMC, estrutura da língua e presença de anormalidade anatômica da faringe estão relacionados com presença e gravidade da AOS.

A medida da circunferência cervical é um fator robusto de predição estatística de apneia obstrutiva, ainda que mais em homens que em mulheres. Muitos pacientes obesos com apneia do sono têm uma circunferência  cervical de pelo menos 43 cm no sexo masculino e 38 cm no sexo feminino.

Circunferência Abdominal maior que 95 cm em homens e maior que 85 cm em mulheres bem como IMC maior que 30 kgs/m² são características presentes em pacientes com SAOS.

Quadro Clínico da Apneia Obstrutiva do Sono – Questionários

Uma ferramenta importante para avaliar a qualidade do sono e de vida são os questionários introduzidos recentemente na prática clínica. Como exemplo, temos a escala de sonolência de Epworth (ESE), com validação brasileira por Bertolazi, que tem grande importância na identificação de SED, auxiliando no rastreamento de pacientes com SAOS, principalmente quando associada a outros parâmetros clínicos.

Pacientes com pontuação ESE maior que 10 tem risco 2,5 vezes maior de ter AOS comparados com teste normal. O Questionário de Berlim (QB) auxilia no rastreamento de pacientes com alto risco de AOS, mas sozinho não permite diagnóstico de certeza. Apesar da prevalência de ESE>10 aumentar com a gravidade da AOS, menos de 50% dos pacientes com SAOS moderada a grave apresentam ESE maior que 10.

O questionário STOP-Bang identifica os pacientes com alto risco para SAOS e apresenta maior validade metodológica, com precisão razoável e recursos fáceis de usar. Tem validação na língua portuguesa. Consiste em oito questões envolvendo ronco, cansaço, fadiga, sonolência, IMC, pressão arterial, idade, circunferência cervical e gênero.

O FOSQ-10 é um questionário ainda sem validação na língua portuguesa, auto-administrado e específico para avaliar o impacto da sonolência excessiva nas atividades diárias. Diversos estudos recentes demonstram ser mais uma excelente ferramenta para triagem da SAOS.

O sucesso do tratamento depende de uma avaliação inicial minuciosa, ajudando a prever o sucesso das cirurgias palatais a partir destes fatores observados durante o exame clínico.

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