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Apneia do Sono e AVC

Apneia do Sono e AVC

Uma das principais avaliações que todos nós precisamos fazer diz respeito a quão bem respiramos durante o sono. Nós roncamos ou temos problemas para respirar enquanto dormimos? Apneia do sono não tratada e AVC possuem uma relação de risco, mas o tratamento da apneia do sono pode ajudar a prevenir o acidente vascular cerebral.

Veja neste artigo como os problemas respiratórios do sono aumentam seu fator de risco para acidente vascular cerebral.

Apneia do Sono não Tratada e AVC

Se você parar de respirar por 10 segundos ou mais durante o sono, poderá ter apneia do sono. O diagnóstico é realizado para qualquer pessoa que tenha uma média de 5 desses episódios por hora todas as noites.

A apneia obstrutiva do sono (AOS) é a forma de apneia do sono mais comum. Ocorre como resultado de uma mecânica defeituosa na via aérea superior. Pode ser causada por tecidos excessivamente grandes ou inchados, como a língua ou úvula bloqueando a passagem do ar. Outra condição que leva à AOS é a retenção de áreas fluidas e / ou gordurosas excessivas no pescoço, que pressionam a via aérea, dificultando a passagem do ar.

O colapso ou bloqueio de tecidos nessa área pode levar a respirações ofegantes, ronco alto, insônia, sono interrompido, pesadelos por não conseguir respirar e outros sintomas menos óbvios, como sonolência diurna excessiva, pressão alta, dor de cabeça matinal ou uma garganta extremamente seca ou dolorida ao despertar.

De acordo com um estudo da National Stroke Foundation, a apneia do sono pode ser um efeito posterior ao derrame, mas também pode ser a causa de um acidente vascular cerebral de primeira vez ou recorrente. A condição causa baixos níveis de oxigênio e pressão alta, ambos fatores que podem aumentar o risco de um derrame futuro.

Como a Apneia do Sono não Tratada pode Levar ao AVC

Durante um episódio apneico, o corpo realiza uma incrível quantidade de esforço para tentar abrir as vias aéreas e respirar. Infelizmente, esse esforço muitas vezes não fornece ao cérebro o oxigênio necessário para manter todo o corpo e todos os seus sistemas funcionando sem problemas durante o sono.

Quando o baixo nível de oxigênio no sangue persiste, o sistema nervoso simpático libera surtos de hormônios do estresse que elevam os níveis de pressão arterial e levam a flutuações na frequência cardíaca.

Com o tempo, essas condições contínuas e não tratadas durante o sono levarão a problemas sistêmicos com pressão arterial alta não controlada e uma condição de arritmia cardíaca conhecida como fibrilação atrial (AFib). Hipertensão e Afib são dois fatores de risco bem conhecidos para o acidente vascular cerebral.

Uma pesquisa do New England Journal of Medicine demonstrou evidências conclusivas de que a apneia do sono está significativamente associada ao risco de acidente vascular cerebral ou morte por qualquer causa, e essa associação é independente de outros fatores de risco, incluindo hipertensão.

Gravidade da Relação entre Apneia do Sono e AVC

Não é incomum as pessoas morrerem durante o sono ou sofrer danos cerebrais extensos, como resultado de um AVC durante a noite.

Se você tem um problema de respiração durante o sono, pode experimentar vários dos sintomas acima mencionados, ou ouvir de entes queridos que você ronca alto ou suspira enquanto dorme.

Não deixe de investigar esses sintomas ou observações. Procure um médico do sono, para realizar o diagnóstico por meio de um estudo do sono. Tratar o ronco e a apneia do sono pode levar a um risco muito reduzido de acidente vascular cerebral, bem como melhorias na sua qualidade de vida e saúde e bem-estar geral.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Apneia do sono e doenças cardiovasculares. Apneia do sono e / ou ronco habitual passaram a ser reconhecidos como fatores de risco independentes para hipertensão arterial, arritmias cardíacas, doença arterial coronariana, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral isquêmico somente no final do século XX, quando pesquisadores reconheceram que pacientes com apneia do sono não tratada tinham maior risco de morbidade cardiovascular em comparação com pacientes com apneia do sono tratada. Estudos populacionais também já sugeriram que a apneia do sono pode ser um fator de risco para demência vascular.

Veja neste artigo mais informações sobre a relação entre apneia do sono e o desenvolvimento das doenças cardiovasculares.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Compreender os efeitos da apneia do sono no sistema nervoso autônomo (SNA) é importante para melhor compreensão da apneia do sono e as doenças cardiovasculares. O relógio biológico do corpo – núcleo supraquiasmático tem ritmicidade autônoma em sua atividade neuronal. As funções do corpo moduladas pelo SNA incluem equilíbrio simpático-parassimpático, produção de glicose hepática e sensibilidade à insulina.

Durante o sono, alterações fisiológicas na atividade respiratória e cardiovascular são predominantemente dependentes do ciclo do sono e mediadas pelo controle autonômico. Durante o NREM, há um aumento na atividade parassimpática, enquanto durante o sono REM, há uma diminuição na atividade parassimpática, responsável pelo aumento da atividade cardiovascular durante o último.

Qualquer excitação durante o sono resulta em aumento da atividade respiratória e cardiovascular. A ritmicidade intrínseca aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial com a inclinação do equilíbrio simpático-parassimpático em direção ao primeiro, imediatamente antes de acordar, preparando o corpo para as atividades diárias.

As respostas fisiopatológicas à AOS ocorrem principalmente em resposta à diminuição da tensão arterial de oxigênio iônico e ao aumento da tensão arterial por dióxido de carbono. Estes provocam um aumento na atividade do sistema nervoso simpático, causando vasoconstrição periférica para desviar o fluxo sanguíneo para órgãos vitais. Ao mesmo tempo, a atividade parassimpática reduz a atividade miocárdica e, consequentemente, as necessidades de oxigênio.

No final dos episódios apneicos, há um aumento na pressão sanguínea à medida que a função miocárdica é restaurada. A vasoconstrição e as alterações na atividade miocárdica causam um aumento na carga cardíaca, enquanto a vasoconstrição pulmonar induzida pela hipóxia pode contribuir para a insuficiência cardíaca.

Episódios frequentes e sustentados contribuem para a não-imersão da pressão arterial durante a noite e sensibilização da resposta sensorial hipóxica dos corpos carotídeos, que induz alterações nos níveis genéticos associados ao aumento do estresse oxidativo. A microneurografia demonstrou aumento da atividade nervosa simpática muscular no término de apneias em pacientes com AOS.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares – Tratamento com CPAP

O uso de CPAP melhora o equilíbrio simpático-parassimpático em pacientes com apneia do sono moderada e grave e melhora a variabilidade da frequência cardíaca. Outros tipos de aparelhos para apneia também podem ser indicados para tratamento, de acordo com as particularidades de cada paciente.

Em resumo, os pacientes com apneia do sono não tratada tendem a ter uma atividade simpática aumentada e desregulação autonômica que pode se beneficiar com o manejo da AOS com CPAP.

Núcleo do Sono

Núcleo do Sono – Conheça Melhor o Nosso Trabalho

Os distúrbios do sono podem causar graves danos à saúde. Como é durante o sono que o nosso organismo executa diversos mecanismos para regenerar-se, quando não dormimos bem, temos como consequência enfermidades cardiovasculares, metabólicas, cognitivas, entre outras. Neste artigo, saiba mais sobre o que é um Núcleo do Sono e como é a atuação de seus profissionais, no sentido de prevenir e tratar problemas como estes.

Núcleo do Sono – A Medicina do Sono

Segundo o autor Allan Hobson, em 1989, temos aprendido mais acerca do sono nos últimos 60 anos que nos anteriores 6.000 anos. Apesar deste complexo fenômeno ocupar um terço das nossas vidas, somente na segunda metade do século XX, a Medicina despertou para esta área.

Por volta dos anos 90, surgiu no Brasil a necessidade de profissionais especializados no tratamento de pacientes com doenças complexas relacionadas ao sono, como a apneia. A partir de então, a especialidade Medicina do Sono começou a se estabelecer, não só visando o tratamento de pacientes com apneia, mas também daqueles portadores dos diversos distúrbios do sono.

A Medicina do Sono tornou-se uma especialidade multidisciplinar envolvendo neurologistas, pneumologistas, psiquiatras, otorrinolaringologistas, bucomaxilos, cardiologistas, endocrinologistas, cirurgiões bariátricos, dentistas, fisioterapeutas e nutricionistas.

O que é um Núcleo do Sono

O objetivo de um Núcleo do Sono é desenvolver um sistema multidisciplinar para resgatar a saúde e o bem-estar de pacientes portadores de distúrbios do sono, evitando complicações como obesidade, doenças metabólicas, degenerativas, cardiovasculares e até mesmo ortopédicas.

Assim como existem inúmeros fatores que podem levar ao desenvolvimento de problemas ao dormir, também dispomos de uma gama de tecnologias que possibilitam diagnosticar os distúrbios do sono. As abordagens terapêuticas para estes problemas também estão cada vez mais aperfeiçoadas.

Quando Procurar um Núcleo do Sono

Entre os diversos problemas que podem afetar a qualidade do sono, estão a apneia, a insônia, a sonolência excessiva, a síndrome das pernas inquietas, o bruxismo e o sonambulismo. Na realidade, devido ao estilo de vida cada vez mais corrido e estressante a que estamos expostos, a cada dia vemos novas causas para um sono não reparador.

Uma adequada orientação sobre quando procurar o atendimento de profissionais especializados em sono está mais relacionada às consequências que estes problemas trazem à vida do indivíduo.

No momento em que a dificuldade para pegar no sono à noite, ou uma sonolência excessiva durante o dia começam a interferir em aspectos como o desempenho profissional ou o tempo com a família, buscar ajuda em um núcleo do sono pode ser o fator determinante para resgatar a saúde e também a qualidade de vida.

Porque Consultar o Núcleo do Sono

Atualmente, os distúrbios respiratórios do sono são causas frequentes de noites mal dormidas. Contudo, existem outras causas para um sono não reparador.

Entre elas estão os problemas hormonais, como hiper e hipotireoidismo; algumas doenças psiquiátricas e neurológicas, como ansiedade, depressão, doença de Parkinson, doenças cerebrais isquêmicas e doença de Alzheimer e doenças que causam dores, principalmente durante a noite, como a fibromialgia.

Situações como estas podem provocar muita sonolência durante o dia ou dificuldade para adormecer. Portanto, é necessário um diagnóstico diferencial, realizado preferencialmente por uma equipe multidisciplinar. Assim, podemos avaliar o paciente como um todo, para que o tratamento ofereça o melhor resultado.

Você percebe que poderia dormir melhor? Marque uma consulta com a nossa equipe e deixe-nos ajudar.

Artigo  Publicado em: 4 de dezembro de 2017 e atualizado em 24 de julho de 2019

Exame do Sono

Exame do Sono – Saiba Mais

Exame do Sono

 

A polissonografia também é o conhecida como exame do sono. Isto porque o exame é utilizado para a investigação de vários distúrbios do sono. A origem da palavra vem do grego (do grego: polis = muitos; somnus = sono; e graphos = escrita), sendo uma análise de múltiplos parâmetros, realizados durante o sono natural do individuo.

O seu maior objetivo é o registro das variações fisiológicas que ocorrem durante esse período de tempo e definir suas possíveis anormalidades e disfunções.

Sua execução é feita através de sensores. A pessoa dorme com sensores fixados em seu corpo, podendo, contudo, se movimentar normalmente durante o sono. O exame não pode ser um empecilho na hora do descanso, pois pode interferir nos resultados.

A polissonografia não é invasiva e muito menos dolorosa, já que não utiliza agulhas ou algum instrumento semelhante, não envolvendo qualquer risco para o paciente.

Como é o Sono Normal?

O sono é uma necessidade básica de todo ser humano. Sua necessidade é variada de pessoa para pessoa e também se modifica conforme a idade. Enquanto um bebê, ao nascer, dorme cerca de 80% de tempo, uma pessoa mais velha pode dormir entre 3 a 7 horas por dia.

Através de muitas pesquisas, hoje sabemos que o sono não é um processo contínuo que se inicia ao adormecer e finaliza ao despertar. Ele passa por ciclos. Antigamente o ato de dormir era considerado uma ausência total de estímulos sobre o corpo: o estado de coma era o seu comparativo.

Atualmente, sabe-se que dormir é um processo totalmente ativo, que possui modificações corporais e neurológicas significativas, como na pré-adolescência em que estimula o crescimento saudável. Além disso, o sono pode receber a influência de fatores ambientes, que pode modifica-lo consideravelmente.

As etapas do sono são conhecidas e definidas enquanto:

  • Sono não-R.E.M: essa etapa apresenta quatro fases (estágios II, III, IV). É caracterizado por um relaxamento muscular progressivo, com a manutenção do tônus muscular, ausência de movimentações oculares rápidos, redução progressiva dos movimentos, com eletrocardiograma e respiração regulares. Também há nesse processo o aumento de ondas lentas no eletroencefalograma. Após essas etapas, segue o sono R.E.M.
  • Sono R.E.M: nesse processo, ocorrem os movimentos oculares rápidos, também é denominado de sono rápido, sono dessincronizado, sono ativado ou sono paradoxal. Esse tipo de sono é marcado por se parecer o estado de vigília, com sono profundo, aceleração da respiração, elevação da temperatura e aumento da pressão arterial. Também há secreção de hormônios, movimentos rápidos, sincrônicos, conjugados e horizontais de ambos os olhos.

Como é Realizado o Exame do Sono?

O procedimento do denominado exame do sono é realizado durante o período da noite, através de sensores colocados sobre a pele, com o uso de esparadrapos antialérgicos e um pequeno clipe no dedo usado para o monitoramento do exame.

Esses sensores irão auxiliar o registro de ondas cerebrais, o nível de oxigênio encontrado no sangue, frequência respiratória e cardíaca, movimentos realizados e movimento dos olhos.

As informações coletadas pelos aparelhos computadorizados de análise são organizadas e analisadas em tempo real.

O processo pode ser estranho ao paciente, pois é necessário dormir em circustâncias que ele não está acostumado. Contudo, em sua maioria, o exame ocorre sem complicações momentâneas ou posteriores. O paciente obtém o diagnóstico correto e pode proceder com o tratamento adequado para o seu problema.

Quem Precisa Fazer uma Polissonografia?

A polissonografia deve ser realizada por pacientes que possuem ronco, apneias do sono, dispneia, sonolência excessiva durante o dia, uma sensação cotidiana e repetitiva de que o sono não recarrega todas as energias, hipertensão grave, problemas de memória ou sono agitado.

A polissonografia, conhecida como exame do sono, é o exame padrão para obter o diagnóstico de distúrbios do sono em crianças, jovens, adultos e idosos.

Polissonografia com Watch-PAT

A polissonografia tradicional (em laboratório) é um exame que pode considerar custos mais altos e filas de espera para serem realizadas. Devido a esses fatores, recentemente foram desenvolvidos os dispositivos portáteis, possibilitando a realização de polissonografias domiciliares.

Entre eles, o qual mais se destaca, é o aparelho Watch-PAT, baseado na tecnologia da Tonometria Arterial Periférica (PAT). Ele faz uso de somente um sensor no dedo indicador, actígrago e um oxímetro, para a avaliação do Índice de Apneias e Hipopneias (IAH).

Ele não necessita de todos os dispositivos e estruturas do exame do sono tradicional e possui em seu instrumento sensores de posição e ronco. Ele pode ser realizado no conforto da casa do paciente, com fácil manuseio. Marque uma consulta para saber como realizar este exame.

O exame do sono, conhecido pelo nome científico de polissonografia, é expert em seus resultados. Utilizando tecnologias de ponta, ele consegue captar os diferentes distúrbios e disfunções do sono. É importante frisar que é necessária uma devida orientação médica para o diagnóstico e tratamento dos distúrbios do sono.

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