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Tratamento para Ronco

Estratégias de Tratamento para Ronco

Tratamento para Ronco. O ronco trata-se de um ruído, que ocorre durante o sono, decorrente de vibrações da mucosa e dos músculos da garganta. Roncar, além de ser um alvo de sátiras populares, pode ser um indício de doenças potencialmente fatais, como a apneia do sono. Neste artigo, vamos abordar as principais estratégias de tratamento para esta condição. Acompanhe.

Tratamento para Ronco

Quando dormimos, conforme nos aprofundamos no sono, nossos músculos se relaxam mais e mais. Para quem possui predisposição, esse relaxamento causa uma obstrução das vias aéreas, fazendo com que os tecidos vibrem e o ronco seja emitido.

Quando esse quadro se agrava, pode acarretar em uma doença fatal denominada apneia do sono. Esta ocorre quando a obstrução da região afetada se torna total.

Como Diagnosticar o Ronco Incomum

Ao menos uma vez na vida, todas as pessoas já roncaram durante o sono. O ato ocorre naturalmente após um dia excessivamente exaustivo ou após a ingestão de bebidas alcoólicas, por exemplo. Entretanto, quando o ronco é frequente, é importante ficar atento.

Quando o paciente notar que o ronco está presente em todas as suas noites de sono, é importante procurar o médico de sua confiança, que será capaz de diagnosticar se o ronco é ou não um indicativo de prejuízos mais graves à saúde. Médicos especialistas em distúrbios do sono são capazes de realizar esse diagnóstico.

As causas do ronco variam de pessoa para pessoa: pode ter relação com alterações ortodônticas e do esqueleto facial, e até mesmo com obesidade.

Polissonografia é a denominação do exame indicado para investigação do ronco: através deste, é possível identificar a gravidade do distúrbio do sono e se há presença de doenças mais graves no paciente, como a apneia do sono. Neste artigo, saiba mais sobre a realização do exame.

Estratégias de Tratamento para Ronco

Após o diagnóstico, o médico poderá prescrever o melhor tratamento para cada caso. É possível livrar-se do ronco seguindo algumas simples estratégias de tratamento para ronco.

  • Perda de Peso

A obesidade é um problema muito sério que afeta diversos brasileiros, e também uma das causas do ronco. Isso ocorre porque a pessoa que tem gordura acumulada no pescoço, em torno da garganta, tem maiores chances de ter a mesma fechada durante o sono, devido ao estreitamento da faringe.

Em alguns dos casos, a perda de peso pode ser eficaz na cura do ronco; em outros, não é suficiente para a resolução do problema.

  • Moderação no Consumo de Bebidas Alcoólicas

O consumo de álcool, principalmente no período noturno, agrava ainda mais o quadro de relaxamento dos músculos durante o sono. Para evitar o relaxamento exagerado dos músculos, a moderação com o consumo de bebidas alcoólicas é uma atitude positiva.

  • Hábitos Saudáveis

Buscar a melhor posição na hora de dormir para evitar o ronco, preferencialmente de lado, assim como evitar dormir com a barriga para cima, podem ajudar no processo.

Evitar a ingestão de alimentos e bebidas alcoólicas três horas antes de dormir, e consumir alimentos leves durante a noite também são métodos positivos no tratamento do ronco.

  • Tratamento de Alergias Respiratórias

Pacientes portadores de alergias respiratórias, como rinite e bronquite alérgica, tendem a roncar durante o sono, pois estão geralmente com o nariz entupido. O ronco pode ser gerado pelo esforço da pessoa para respirar e se desviar da congestão nasal.

A única alternativa nesses casos é o tratamento das alergias respiratórias, para diminuir a intensidade do ronco.

  • Alinhamento dos Dentes

Dentes desalinhados e problemas na arcada dentária são fatores que podem contribuir com o aparecimento do ronco. O caso deve ser tratado com o especialista que identificará a raiz do problema e indicará o melhor tratamento.

  • Aparelho Intraoral

Em alguns casos, o paciente pode necessitar de um aparelho feito pelo dentista especializado em medicina do sono. Contudo, sua utilização não é adequada em todos os casos.

Feito sob medida, na hora de dormir, o aparelho deve ser posicionado ente os dentes superiores e inferiores, de maneira confortável. Através de sua utilização, a mandíbula é reposicionada, assim como toda a musculatura orofaríngea, e assim as vias aéreas são desobstruídas, eliminando totalmente o ronco e a apneia.

  • Cirurgias

Nos casos mais graves de ronco, pode haver necessidade da realização de procedimentos cirúrgicos. Os fatores determinantes da cirurgia ideal variam de pessoa para pessoa; eis a necessidade do diagnóstico de um especialista.

Algumas intervenções cirúrgicas utilizadas no tratamento do ronco são: septoplastia, turbinectomia, amigdaletomia, uvulopalatoplastia, sinusectomia, remoção de pólipos nasais e implantes palatais.

  • CPAP

CPAP trata-se de um aparelho, utilizado pelos pacientes durante o sono, que introduz sob pressão o ar ambiente através de uma máscara facial/nasal. Esse tratamento é indicado apenas em casos mais graves de ronco, principalmente para portadores de apneia do sono, quando nenhum outro tipo de tratamento é acessível.

  • Implantes Estimuladores

Tratamento ainda não disponível no Brasil, os implantes estimuladores são um método mais eficaz e menos incômodo aos pacientes. Eles têm objetivo de evitar o relaxamento excessivo dos músculos da garganta durante o sono.

Conclui-se que são muitas as estratégias de tratamento para ronco, e a indicação varia de acordo com a gravidade de cada caso. A semelhança entre tantos tratamentos é seu objetivo único: elevar a qualidade de vida dos pacientes, aliviando os sintomas do ronco e diminuindo o índice de mortalidade em casos de apneia do sono, por exemplo.

Quem poderá indicar o tratamento ideal para cada paciente é o especialista em distúrbios do sono, após a consulta médica e a realização dos devidos exames para diagnosticar o problema.

Referência: National Sleep Foundation

Artigo publicado em 21 de fevereiro de 2018 e atualizado em 28 de agosto de 2019

Apneia do Sono e AVC

Apneia do Sono e AVC

Uma das principais avaliações que todos nós precisamos fazer diz respeito a quão bem respiramos durante o sono. Nós roncamos ou temos problemas para respirar enquanto dormimos? Apneia do sono não tratada e AVC possuem uma relação de risco, mas o tratamento da apneia do sono pode ajudar a prevenir o acidente vascular cerebral.

Veja neste artigo como os problemas respiratórios do sono aumentam seu fator de risco para acidente vascular cerebral.

Apneia do Sono não Tratada e AVC

Se você parar de respirar por 10 segundos ou mais durante o sono, poderá ter apneia do sono. O diagnóstico é realizado para qualquer pessoa que tenha uma média de 5 desses episódios por hora todas as noites.

A apneia obstrutiva do sono (AOS) é a forma de apneia do sono mais comum. Ocorre como resultado de uma mecânica defeituosa na via aérea superior. Pode ser causada por tecidos excessivamente grandes ou inchados, como a língua ou úvula bloqueando a passagem do ar. Outra condição que leva à AOS é a retenção de áreas fluidas e / ou gordurosas excessivas no pescoço, que pressionam a via aérea, dificultando a passagem do ar.

O colapso ou bloqueio de tecidos nessa área pode levar a respirações ofegantes, ronco alto, insônia, sono interrompido, pesadelos por não conseguir respirar e outros sintomas menos óbvios, como sonolência diurna excessiva, pressão alta, dor de cabeça matinal ou uma garganta extremamente seca ou dolorida ao despertar.

De acordo com um estudo da National Stroke Foundation, a apneia do sono pode ser um efeito posterior ao derrame, mas também pode ser a causa de um acidente vascular cerebral de primeira vez ou recorrente. A condição causa baixos níveis de oxigênio e pressão alta, ambos fatores que podem aumentar o risco de um derrame futuro.

Como a Apneia do Sono não Tratada pode Levar ao AVC

Durante um episódio apneico, o corpo realiza uma incrível quantidade de esforço para tentar abrir as vias aéreas e respirar. Infelizmente, esse esforço muitas vezes não fornece ao cérebro o oxigênio necessário para manter todo o corpo e todos os seus sistemas funcionando sem problemas durante o sono.

Quando o baixo nível de oxigênio no sangue persiste, o sistema nervoso simpático libera surtos de hormônios do estresse que elevam os níveis de pressão arterial e levam a flutuações na frequência cardíaca.

Com o tempo, essas condições contínuas e não tratadas durante o sono levarão a problemas sistêmicos com pressão arterial alta não controlada e uma condição de arritmia cardíaca conhecida como fibrilação atrial (AFib). Hipertensão e Afib são dois fatores de risco bem conhecidos para o acidente vascular cerebral.

Uma pesquisa do New England Journal of Medicine demonstrou evidências conclusivas de que a apneia do sono está significativamente associada ao risco de acidente vascular cerebral ou morte por qualquer causa, e essa associação é independente de outros fatores de risco, incluindo hipertensão.

Gravidade da Relação entre Apneia do Sono e AVC

Não é incomum as pessoas morrerem durante o sono ou sofrer danos cerebrais extensos, como resultado de um AVC durante a noite.

Se você tem um problema de respiração durante o sono, pode experimentar vários dos sintomas acima mencionados, ou ouvir de entes queridos que você ronca alto ou suspira enquanto dorme.

Não deixe de investigar esses sintomas ou observações. Procure um médico do sono, para realizar o diagnóstico por meio de um estudo do sono. Tratar o ronco e a apneia do sono pode levar a um risco muito reduzido de acidente vascular cerebral, bem como melhorias na sua qualidade de vida e saúde e bem-estar geral.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Apneia do sono e doenças cardiovasculares. Apneia do sono e / ou ronco habitual passaram a ser reconhecidos como fatores de risco independentes para hipertensão arterial, arritmias cardíacas, doença arterial coronariana, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral isquêmico somente no final do século XX, quando pesquisadores reconheceram que pacientes com apneia do sono não tratada tinham maior risco de morbidade cardiovascular em comparação com pacientes com apneia do sono tratada. Estudos populacionais também já sugeriram que a apneia do sono pode ser um fator de risco para demência vascular.

Veja neste artigo mais informações sobre a relação entre apneia do sono e o desenvolvimento das doenças cardiovasculares.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Compreender os efeitos da apneia do sono no sistema nervoso autônomo (SNA) é importante para melhor compreensão da apneia do sono e as doenças cardiovasculares. O relógio biológico do corpo – núcleo supraquiasmático tem ritmicidade autônoma em sua atividade neuronal. As funções do corpo moduladas pelo SNA incluem equilíbrio simpático-parassimpático, produção de glicose hepática e sensibilidade à insulina.

Durante o sono, alterações fisiológicas na atividade respiratória e cardiovascular são predominantemente dependentes do ciclo do sono e mediadas pelo controle autonômico. Durante o NREM, há um aumento na atividade parassimpática, enquanto durante o sono REM, há uma diminuição na atividade parassimpática, responsável pelo aumento da atividade cardiovascular durante o último.

Qualquer excitação durante o sono resulta em aumento da atividade respiratória e cardiovascular. A ritmicidade intrínseca aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial com a inclinação do equilíbrio simpático-parassimpático em direção ao primeiro, imediatamente antes de acordar, preparando o corpo para as atividades diárias.

As respostas fisiopatológicas à AOS ocorrem principalmente em resposta à diminuição da tensão arterial de oxigênio iônico e ao aumento da tensão arterial por dióxido de carbono. Estes provocam um aumento na atividade do sistema nervoso simpático, causando vasoconstrição periférica para desviar o fluxo sanguíneo para órgãos vitais. Ao mesmo tempo, a atividade parassimpática reduz a atividade miocárdica e, consequentemente, as necessidades de oxigênio.

No final dos episódios apneicos, há um aumento na pressão sanguínea à medida que a função miocárdica é restaurada. A vasoconstrição e as alterações na atividade miocárdica causam um aumento na carga cardíaca, enquanto a vasoconstrição pulmonar induzida pela hipóxia pode contribuir para a insuficiência cardíaca.

Episódios frequentes e sustentados contribuem para a não-imersão da pressão arterial durante a noite e sensibilização da resposta sensorial hipóxica dos corpos carotídeos, que induz alterações nos níveis genéticos associados ao aumento do estresse oxidativo. A microneurografia demonstrou aumento da atividade nervosa simpática muscular no término de apneias em pacientes com AOS.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares – Tratamento com CPAP

O uso de CPAP melhora o equilíbrio simpático-parassimpático em pacientes com apneia do sono moderada e grave e melhora a variabilidade da frequência cardíaca. Outros tipos de aparelhos para apneia também podem ser indicados para tratamento, de acordo com as particularidades de cada paciente.

Em resumo, os pacientes com apneia do sono não tratada tendem a ter uma atividade simpática aumentada e desregulação autonômica que pode se beneficiar com o manejo da AOS com CPAP.

Núcleo do Sono

Núcleo do Sono – Conheça Melhor o Nosso Trabalho

Os distúrbios do sono podem causar graves danos à saúde. Como é durante o sono que o nosso organismo executa diversos mecanismos para regenerar-se, quando não dormimos bem, temos como consequência enfermidades cardiovasculares, metabólicas, cognitivas, entre outras. Neste artigo, saiba mais sobre o que é um Núcleo do Sono e como é a atuação de seus profissionais, no sentido de prevenir e tratar problemas como estes.

Núcleo do Sono – A Medicina do Sono

Segundo o autor Allan Hobson, em 1989, temos aprendido mais acerca do sono nos últimos 60 anos que nos anteriores 6.000 anos. Apesar deste complexo fenômeno ocupar um terço das nossas vidas, somente na segunda metade do século XX, a Medicina despertou para esta área.

Por volta dos anos 90, surgiu no Brasil a necessidade de profissionais especializados no tratamento de pacientes com doenças complexas relacionadas ao sono, como a apneia. A partir de então, a especialidade Medicina do Sono começou a se estabelecer, não só visando o tratamento de pacientes com apneia, mas também daqueles portadores dos diversos distúrbios do sono.

A Medicina do Sono tornou-se uma especialidade multidisciplinar envolvendo neurologistas, pneumologistas, psiquiatras, otorrinolaringologistas, bucomaxilos, cardiologistas, endocrinologistas, cirurgiões bariátricos, dentistas, fisioterapeutas e nutricionistas.

O que é um Núcleo do Sono

O objetivo de um Núcleo do Sono é desenvolver um sistema multidisciplinar para resgatar a saúde e o bem-estar de pacientes portadores de distúrbios do sono, evitando complicações como obesidade, doenças metabólicas, degenerativas, cardiovasculares e até mesmo ortopédicas.

Assim como existem inúmeros fatores que podem levar ao desenvolvimento de problemas ao dormir, também dispomos de uma gama de tecnologias que possibilitam diagnosticar os distúrbios do sono. As abordagens terapêuticas para estes problemas também estão cada vez mais aperfeiçoadas.

Quando Procurar um Núcleo do Sono

Entre os diversos problemas que podem afetar a qualidade do sono, estão a apneia, a insônia, a sonolência excessiva, a síndrome das pernas inquietas, o bruxismo e o sonambulismo. Na realidade, devido ao estilo de vida cada vez mais corrido e estressante a que estamos expostos, a cada dia vemos novas causas para um sono não reparador.

Uma adequada orientação sobre quando procurar o atendimento de profissionais especializados em sono está mais relacionada às consequências que estes problemas trazem à vida do indivíduo.

No momento em que a dificuldade para pegar no sono à noite, ou uma sonolência excessiva durante o dia começam a interferir em aspectos como o desempenho profissional ou o tempo com a família, buscar ajuda em um núcleo do sono pode ser o fator determinante para resgatar a saúde e também a qualidade de vida.

Porque Consultar o Núcleo do Sono

Atualmente, os distúrbios respiratórios do sono são causas frequentes de noites mal dormidas. Contudo, existem outras causas para um sono não reparador.

Entre elas estão os problemas hormonais, como hiper e hipotireoidismo; algumas doenças psiquiátricas e neurológicas, como ansiedade, depressão, doença de Parkinson, doenças cerebrais isquêmicas e doença de Alzheimer e doenças que causam dores, principalmente durante a noite, como a fibromialgia.

Situações como estas podem provocar muita sonolência durante o dia ou dificuldade para adormecer. Portanto, é necessário um diagnóstico diferencial, realizado preferencialmente por uma equipe multidisciplinar. Assim, podemos avaliar o paciente como um todo, para que o tratamento ofereça o melhor resultado.

Você percebe que poderia dormir melhor? Marque uma consulta com a nossa equipe e deixe-nos ajudar.

Artigo  Publicado em: 4 de dezembro de 2017 e atualizado em 24 de julho de 2019

Aparelho para Apneia

Saiba Mais sobre os Tipos de Aparelho para Apneia

Felizmente, há diversos tipos de aparelho para apneia que possibilitam uma melhora considerável da situação dos pacientes. Estes aparelhos são muito úteis para que as pessoas possam conseguir ganhar de volta a qualidade de vida e do sono. Veja neste artigo quais são estes diferentes tipos de aparelhos e quando eles são indicados.

Os Tipos de Aparelho para Apneia

Muitas pessoas sofrem com a ocorrência dos sintomas da apneia, fazendo com que sua qualidade de vida possa ser significativamente afetada pelos malefícios de noites mal dormidas, um mal funcionamento do sistema respiratório e até mesmo prejuízos em suas vidas cotidianas e relacionamentos.

Apesar de muitas pessoas ignorarem a ocorrência da apneia durante toda a vida, é extremamente recomendado que a amenização dos sintomas que fazem com que a mesma ocorra e o tratamento adequado para que ela possa cessar sejam realizados por um profissional.

O Que é a Apneia?

A apneia é caracterizada pela falta de respiração durante o período do sono, o que faz com que os processos de oxigenação do organismo sejam realizados precariamente, por meio de várias interrupções que fazem com que o indivíduo, apesar de não perceber, sofra com um sono perturbado e não saudável.

Apesar de extremamente comum, a apneia é um problema que precisa ser tratado com seriedade, dado que pode indicar diversos tipos de problemas de saúde que podem estar sendo negligenciados pelos pacientes, justamente pelo fato de ser um sintoma extremamente recorrente na sociedade.

Quais os Sintomas da Apneia?

Os sintomas da apneia podem ser notados pelo aparecimento de sonolência durante o período do dia, resultante de um sono conturbado e que não possibilita ao organismo o descanso e a regeneração que o mesmo requer, além do famoso barulho de ronco exacerbado que os indivíduos emitem.

Há também um alto índice de pacientes que apresentam uma irritabilidade excessiva durante o dia, bem como o aumento da dificuldade de concentrar-se, até sintomas mais agudos como a impotência sexual, a depressão e a hipertensão.

A apneia é mais comum entre os homens, afetando menos de 10% da população masculina, e entre as mulheres, os níveis não alcançam os 5%, entretanto, a ocorrência desta enfermidade se dá predominantemente em indivíduos obesos e que estão com idade acima dos 35 anos, bem como os portadores de hipertensão arterial.

Quais São as Causas da Apneia?

A apneia é causada por um entupimento parcial das vias respiratórias, que causam a obstrução dos processos de respiração durante o sono, principalmente na região da faringe, e que fazem com que haja uma brusca diminuição da saturação dos níveis de oxigênio no sangue.

Conheça o Aparelho para Apneia CPAP

Um dos métodos para tratamento de apneia se encontra no aparelho para apneia chamado CPAP, ou Continuous Positive Airway Pressure, o que significa uma Pressão Positiva Contínua das Vias Aéreas. Este aparelho consiste em uma máquina que funciona de maneira similar a um pequeno compressor de ar.

Por meio da utilização do CPAP, o paciente recebe durante toda a noite de sono, de maneira estabilizada, um melhor fluxo de ar diretamente nas vias aéreas: este fluxo é entregue aos usuários por meio da utilização de uma máscara facial semelhante à dos inaladores.

O CPAP fornece diferentes níveis de pressão para os diversos tipos de pacientes e suas condições, que podem afetar o grau da ocorrência da apneia. Por isso, a partir da pressão contínua do ar durante a noite, fica impossibilitado o bloqueio das vias respiratórias, impedindo que o usuário sofra apneia.

O CPAP, portanto, deve ser ajustado especificamente de acordo com as necessidades dos pacientes, sendo um dos aparelhos para apneia mais utilizados no mercado por profissionais da saúde que lidam com esta condição em seus pacientes.

Veja Alguns Outros Tipos de Aparelho para Apneia

Além do CPAP, existem aparelhos intraorais que possibilitam às pessoas que sofrem de apneia conseguirem uma melhor qualidade de vida por meio da melhoria do sono, evitando os sintomas que vem com a má oxigenação do cérebro devido à apneia.

Os aparelhos intraorais para melhora da apneia devem ser utilizados também durante a noite, sendo moldados para se encaixarem perfeitamente à boca do paciente, o que os torna um mecanismo significativamente mais confortável para as pessoas que optam por utiliza-los.

Por meio dos aparelhos intraorais, a mandíbula dos pacientes é posicionada de uma maneira que faz com que as vias respiratórias possam ficar completamente desobstruídas durante todo o período do sono, fazendo com que o ar possa circular de maneira tranquila, evitando a apneia, podendo também ser utilizados quando os métodos tradicionais não são aceitos.

A Odontologia do Sono para Melhoria da Apneia

Uma área relativamente nova na Medicina, a Odontologia do Sono permite aos pacientes tratarem da apneia de maneira completamente especializada e personalizada de acordo com suas necessidades e características específicas.

Por meio desta área, os pacientes podem realizar a customização dos aparelhos intraorais de sua escolha, bem como de acordo com a recomendação do dentista do sono, para que o conforto e a adaptação aos métodos possa ser otimizado, possibilitando uma melhoria enorme em sua qualidade de vida.

Aqui no Núcleo de Otorrinolaringologia e Medicina do Sono, contamos com profissionais especialistas em Odontologia do Sono, que podem indicar e adaptar os aparelhos intraorais para o seu tratamento. Marque uma consulta conosco e conheça o nosso trabalho.

Artigo Publicado em: 29 de setembro de 2017  e Revisado em 26 de junho de 2019

Clínica do Sono

Você Sabe o que É uma Clínica do Sono?

O sono é uma parte fundamental da vida de todos os seres humanos: é por meio dele que se dão diversos processos que beneficiam e regeneram a saúde do organismo de maneira geral. Por esta razão, a procura por uma Clínica do Sono tem crescido cada vez mais entre os mais diversos tipos de pacientes.

Os problemas para dormir têm sido cada vez mais comuns em uma sociedade que vive sob um alto e constante nível de stress: as tensões do cotidiano, as pressões em relação aos ambientes familiares, de trabalho, e do convívio humano em geral fazem com que muitas pessoas sofram de problemas para adormecer.

Muitos destes fatores podem passar despercebidos pela maioria das pessoas que estão sofrendo com problemas de sono: o que, em muitos casos, não são diagnosticados corretamente até mesmo pela falta de atenção do próprio paciente em relação às suas desvantagens na hora do descanso.

Noites mal dormidas ou até mesmo sem dormir podem causar enormes danos à saúde do organismo, impossibilitando o mesmo de conseguir regenerar-se, é possível que as pessoas desenvolvam uma série de enfermidades que serão resultado dos processos mal realizados da manutenção da saúde do corpo através do sono.

O Que é Uma Clínica do Sono?

Uma clínica do sono é um local onde estão inseridos diversos tipos de profissionais cujas especialidades envolvem variados fatores que podem ocasionar os problemas do sono.

Ou seja, assim como há inúmeros fatores que fazem com que as pessoas estejam com problemas na hora de dormir, é necessário uma gama de possibilidades na hora de diagnosticar quais são estes problemas.

Quais Tratamentos Uma Clínica do Sono Realiza?

Há diversas causas para inúmeros problemas que podem ocasionar complicações no sono dos pacientes. Isso se dá pela grande quantidade de fatores que podem afetar o desempenho das pessoas em seus cotidianos, sendo necessário, portanto, uma avaliação mais profunda.

Para casos comuns de problemas relacionados ao sono, como pernas inquietas, que se dão pelo agitamento descontrolado das pernas durante o sono, a clínica do sono possibilita a intervenção por meio de remédios que serão prescritos para atender às necessidades específicas de cada paciente, dependendo do grau em que ele estiver.

Já para casos de sonambulismo, a clínica do sono faz tratamentos psicológicos aliados à utilização de remédios que possibilitam a amenização dos sintomas e ocorrência de episódios.

Já a insônia, a mãe dos terrores do sono, pode sofrer tratamentos que envolvem também a utilização de remédios que irão induzir o paciente a melhorar os processos de higiene do sono, fazendo com que o mesmo possa adaptar-se e melhorar sua qualidade de vida.

A clínica do sono também pode realizar tratamentos para os casos de bruxismo, incluindo a recente participação da área de odontologia do sono, que possibilita uma melhoria nos sintomas da doença que faz com que o paciente ranja os dentes incontrolavelmente durante o período de descanso.

A apneia do sono e a sonolência excessiva também encontram tratamentos disponíveis em clínicas do sono, contando com profissionais especializados para lidar com os sintomas de maneira adequada, tanto pela utilização de medicamentos quanto de aparelhos para uma melhor qualidade de vida.

Quais Médicos Encontramos em Uma Clínica do Sono?

De acordo com a pluralidade dos motivos pelos quais os indivíduos podem possuir problemas com o sono, como previamente mencionado, é necessário que o ambiente de uma clínica do sono possua uma série de profissionais que poderão realizar uma análise ampla e qualificada do quadro dos pacientes.

Os profissionais que atuam em uma clínica do sono são os neurologistas, os psiquiatras, psicólogos, e otorrinolaringologistas. Mais recentemente, os profissionais dentistas também estão sendo chamados para atuar na área da clínica do sono por possuírem amplas vertentes de tratamento para distúrbios que afetam o descanso noturno, como a apneia.

Por meio da avaliação específica e detalhada destes profissionais, será fornecido ao paciente um diagnóstico amplo e assertivo das condições que podem estar ocasionando os problemas na hora do descanso, e, a partir daí, pode se dar início aos tratamentos de acordo com a área que está sendo afetada.

Quando Buscar Ajuda em Uma Clínica do Sono?

Os pacientes que sofrem de distúrbios relacionados ao sono geralmente sentem a necessidade de buscar tratamentos para os mesmos quando percebem que suas vidas cotidianas estão sendo diretamente afetadas pela falta de qualidade do sono.

Para distúrbios como a apneia, que, em sua maioria podem passar despercebidos pelo portador, é necessário também levar em conta a indicação de uma clínica do sono por pessoas próximas, dado que estes problemas podem afetar consideravelmente a saúde geral do organismo dos pacientes.

Além disso, a partir do momento em que o indivíduo encontra-se privado e uma vida saudável, notando os efeitos das noites mal ou não dormidas em seu desempenho e funcionamento do organismo no dia-a-dia, buscar a ajuda dos serviços fornecidos em uma clínica do sono se torna fundamental.

Está procurando por uma clínica do sono com profissionais experientes e atendimento diferenciado? Então marque uma consulta e venha conhecer o nosso trabalho.

Artigo Publicado em: 17 de outubro de 2017  e Revisado em 19 de junho de 2019

Cirurgia Ortognática

A Cirurgia Ortognática no Tratamento dos Distúrbios do Sono

Um fato desconhecido por grande parte da sociedade é a eficácia da cirurgia ortognática no tratamento dos distúrbios do sono, como o ronco e a apneia do sono: pacientes que sofrem desses problemas podem também se beneficiar com a cirurgia.

Continue a leitura e saiba mais sobre a indicação e a realização deste procedimento.

A Cirurgia Ortognática

A cirurgia ortognática trata-se de um procedimento que corrige e reposiciona os ossos da mandíbula e, consequentemente, corrige o posicionamento dentário de pessoas que apresentam assimetria óssea na região. É segura, assertiva, apresenta alto índice de satisfação e traz resultados positivos para o paciente, elevando sua qualidade de vida e sua autoestima, pois melhora a harmonia da face, além das questões de saúde.

O termo ortognático deriva das palavras gregas “orto” (reto) e “gnathos” (mandíbulas). Abrange uma vasta gama de osteotomias maxilares e mandibulares empregadas para a correção e alinhamento de deformidades do esqueleto facial, a fim de obter forma, função e estética adequadas. Este é um serviço que é fornecido normalmente em conjunto com a terapia ortodôntica e visa corrigir grandes más oclusões dento-faciais.

Os Distúrbios Respiratórios do Sono

Existe uma série de distúrbios do sono que afetam diretamente a qualidade de vida do paciente, acarretando, muitas vezes, em sérios prejuízos à sua saúde: o ronco, a Síndrome da Apneia Obstrutiva, a Hipopneia Obstrutiva e a síndrome da resistência da via aérea superior são alguns desses distúrbios.

Muitas pessoas desenvolvem distúrbios do sono respiratórios devido a problemas no desenvolvimento dos ossos maxilares: disfunções nessa região podem afetar diretamente a qualidade do sono.

O paciente que apresenta retrognatismo (maxilar deslocado para trás) possui um estreitamento das vias aéreas inferiores e, quando está deitado, a passagem de ar nessa região diminui. Essas pessoas tendem a desenvolver distúrbios respiratórios durante o sono, principalmente a Síndrome da Apneia Obstrutiva.

A Síndrome da Apneia Obstrutiva é o distúrbio respiratório do sono mais comum. Caracteriza-se pelo ronco, impedimento completo ou parcial da circulação do ar nas vias aéreas durante o sono e, em alguns casos, sensação de sufocamento e micro paradas respiratórias.

Além da sensação de sonolência durante o dia do portador do distúrbio, por conta de não conseguir ter uma noite de sono plena, as consequências podem ser bem mais graves, tais como desordens cardiovasculares e até mesmo morte súbita.

O diagnóstico da condição é feito baseado no exame de polissonografia e através de investigações clínicas. A apneia do sono pode ser classificada em leve, moderada e grave, e seu tratamento varia de acordo com a gravidade de cada caso.

A Cirurgia Ortognática no Tratamento dos Distúrbios do Sono

A cirurgia ortognática realiza diversas funções quando executada, como correções na mordida, na alteração do esqueleto facial e na respiração.

O procedimento cirúrgico é realizado sempre em ambientes hospitalares, sob anestesia geral; o paciente permanece internado durante um dia, mas a duração da cirurgia é de aproximadamente quatro horas.

O profissional responsável pela execução da cirurgia ortognática para tratamento de distúrbios respiratórios de sono é o cirurgião buco-maxilo-facial.

Quando há obstrução na região respiratória por conta de complicações no crescimento dos ossos maxilares, a cirurgia ortognática deve ser a primeira opção no tratamento, e não reservada estritamente para casos severos.

Benefícios da Cirurgia Ortognática no Tratamento dos Distúrbios do Sono

Além de realizar ajustes estéticos na face do paciente, a cirurgia ortognática é considerada o tratamento cirúrgico mais eficaz para distúrbios respiratórios do sono. Como em qualquer ato cirúrgico, há possibilidade de complicações, mas o índice é muito baixo; na maior parte dos casos os resultados são assertivos.

Atualmente, não há necessidade da realização de cortes externos no rosto durante a cirurgia ortognática: o acesso é intraoral, possibilitando a ausência de cicatrizes.

Todos os movimentos da mandíbula do paciente são preservados, ou seja, o procedimento cirúrgico não deixa nenhuma sequela. Após a cirurgia, o paciente tem capacidade de falar e se alimentar normalmente.

Se você sofre de distúrbios respiratórios do sono, a cirurgia ortognática é capaz de te proporcionar novamente noites de sono plenas, e elevar sua qualidade de vida. Marque uma consulta e tire todas as suas dúvidas.

Artigo Publicado em: 14 de fevereiro de 2018 e Atualizado em 10 de abril de 2019

Hipertrofia de Adenoide em Adultos

A hipertrofia de adenoide é comum em crianças. O tamanho da adenoide aumenta até a idade de 6 anos, depois se atrofia lentamente e desaparece completamente com a idade de 16 anos. A hipertrofia de adenoide em adultos ainda é rara, mas está aumentando por várias causas.

O presente artigo aborda o aumento da massa adenoideana na nasofaringe, associados ou não à amigdalite crônica, assim como as causas da adenoide aumentada e as diferentes sintomatologias desses casos.

A Hipertrofia de Adenoide em Adultos

Os tecidos esponjosos (a adenoide), localizados entre a região do nariz e a região posterior à garganta, possuem uma tendência de reduzir o seu tamanho, por processos naturais do organismo. Isto acontece quando os indivíduos passam pela fase da adolescência e entram na fase adulta. Contudo, é muito comum que possam ocorrer os casos onde os pacientes adultos persistem a sofrer com esse incômodo.

Causas da Hipertrofia de Adenoide em Adultos

As adenoides são pequenas glândulas que começam a se formar ainda no período da gestação, enquanto o bebê está sendo formado na barriga, e o trabalho principal das mesmas no organismo é conseguir combater e prevenir a instalação de uma série de doenças no organismo, como as infecções, ou seja, elas possuem a mesma função que as amígdalas.

Por esse motivo, é extremamente comum que a hipertrofia de adenoide seja encontrada em pacientes com menor idade, fazendo com que eles possam ser mais afetados pelas infecções, e também de acordo com o fato de que as glândulas irão, geralmente, desaparecer conforme os mesmos avançarem para a idade adulta.

Nos casos em que as adenoides não são eliminadas do organismo, desaparecendo, elas podem também apresentar inflamações na vida adulta. Os sinais desse processo podem se dar em doenças do trato respiratório, infecções e diversos tipos de inflamações, e, um dos mais comuns, a apneia do sono.

As principais causas da disfunção de hipertrofia da adenoide em adultos se concentram nos fatores seguintes:

  • Disfunções do sistema de controle hormonal;
  • Obesidade e/ou sobrepeso;
  • Disfunções do sistema endócrino em adultos;
  • Tendências e heranças genéticas que influenciam na ocorrência do problema.

Hipertrofia de Adenoide em Adultos – Diagnóstico

Há uma série de procedimentos que podem ser realizados mediante ao acompanhamento com um profissional otorrinolaringologista especializado que possa indicar tanto os procedimentos para amenização dos sintomas, quanto para um tratamento mais intensivo.

Para os pacientes que apresentam alguns sintomas como a coriza, a dificuldade de respiração – principalmente no período noturno – e distúrbios do sono como a apneia, que é um dos principais sintomas que pode indicar a presença da doença em indivíduos adultos, e que é muito perigosa para a saúde, pois pode ocasionar problemas diversos devido à diminuição da qualidade do sono, o principal método de ação a partir da identificação dos sintomas é procurar a orientação de um médico especializado.

Por meio das consultas com o médico, é possível realizar exames que irão comprovar a ocorrência da hipertrofia de adenoide em adultos – o exame que geralmente é realizado nos casos de suspeita da doença é a rinoscopia, em que uma ferramenta específica localiza as glândulas da adenoide e identifica se elas estão inflamadas.

Hipertrofia de Adenoide em Adultos – Tratamento

A parte do diagnóstico para os adultos é extremamente importante, porque fará com que todos os sintomas e os prejuízos à saúde possam ser identificados de acordo com a sua relação com as glândulas inflamadas. A partir do mesmo, o tratamento a ser realizado poderá ocorrer de várias formas.

O curso de tratamento escolhido pelo profissional irá depender tanto do nível da inflamação presente nas glândulas de adenoide, quanto da necessidade de intervenção cirúrgica que pode se estabelecer de acordo com a extensão da mesma.

O método mais tradicional de tratamento para a hipertrofia de adenoide em adultos envolve a utilização de medicamentos de ação antibiótica, aliados também ao uso de medicamentos corticoides, que, de acordo com as orientações corretas do médico, podem surtir efeitos muito satisfatórios para os indivíduos que sofrem com as inflamações.

Alguns tipos de tratamentos naturais, para os indivíduos que preferirem evitar a utilização de medicamentos fortes como os citados acima, também podem ser eficazes, e é importante lembrar que o uso de soro fisiológico pode ser um ótimo método de manutenção para que o nariz possa se manter saudável e livre de infecções.

O processo de diagnóstico realizado com acompanhamento médico é muito importante, pois ele poderá identificar os casos de hipertrofia de adenoide em adultos que apresentam inflamações em graus mais elevados, fazendo com que seja necessário a retirada das glândulas por meio de procedimentos cirúrgicos, que fazem a raspagem das mesmas – a cirurgia é conhecida como adenoidectomia.

Para os pacientes que precisarem se submeter à cirurgia, não é preciso alarmar-se, pois o procedimento é completamente seguro, sendo realizado de forma rápida, e a recuperação tem um período de no máximo duas semanas.

Hipertrofia de Adenoide? Marque uma consulta e deixe-nos ajudar.

Artigo Publicado em: 10 de janeiro de 2018 e Atualizado em 03 de abril de 2019

Sono REM

Sono R.E.M. – O Que é e Qual Sua Importância

O sono é uma parte vital e extremamente importante para a otimização da saúde e manutenção de uma qualidade de vida adequada, ajudando o organismo humano a funcionar corretamente ao longo das horas que está acordado. Todas as partes do sono são muito importantes para a sua qualidade, mas o sono R.E.M. é especialmente fascinante porque é um momento de intensa atividade cerebral.

Além disso, essa fase do sono, dentre as muitas pelas quais nosso organismo passa, é muito importante também porque promove os métodos de aprendizado, fixando os conhecimentos e informações adquiridos ao longo dos dias, bem como cria os nossos sonhos.

Aproveitando a Semana do Sono, momento em que buscamos conscientizar sobre a necessidade de um sono de qualidade, fique conosco neste artigo para saber mais sobre essa fase do sono e sua importância.

O Sono R.E.M.

Enquanto temos o nosso descanso absolutamente necessário, que revitaliza e revigora o organismo, o corpo passa por uma série de ciclos de sono.

Os ciclos de sono ao longo da noite ocorrem em períodos que variam em torno de noventa e cento e vinte minutos de duração para cada, e o sono R.E.M. toma uma parte de cerca de 20% a 25% da proporção total dos ciclos ao longo da noite, podendo diminuir ao longo dos processos de envelhecimento – e, nos bebês, o sono R.E.M. ocorre por cerca de 80% do período da noite.

Como Acontece o Sono R.E.M.

Especificamente, o ciclo do sono R.E.M. se dá a partir da última metade do período de descanso, especialmente durante as três horas que se passam antes que o indivíduo desperte, e o componente do sono R.E.M. em cada ciclo de sono aumenta conforme a noite passa.

Como o nome sugere, a sigla se traduz em Rapid Eye Movements – do inglês ‘movimentos rápidos dos olhos’, o sono R.E.M. é o estado em que nossos olhos ficam se movendo de um lado para o outro enquanto permanecem fechados, um fenômeno que, aliás, pode ser monitorado e medido por um exame chamado eletro-oculografia.

Essa movimentação dos olhos não se dá de forma constante, mas sim de forma intermitente – ou seja, em fases. Embora diversos estudos sejam realizados a respeito do sono R.E.M., ainda não é sabido exatamente o propósito dos movimentos acelerados dos olhos durante esse ciclo do descanso, mas acredita-se que eles possam estar relacionados às imagens visuais internas que acontecem nos sonhos ao longo do período R.E.M.

Isso se dá especialmente por que essas imagens são associadas com picos de atividades cerebrais nas regiões que envolvem a utilização da visão – bem como em outros locais no córtex cerebral.

Por Que o Sono R.E.M. é Importante?

O sono R.E.M. é extremamente importante para a saúde e para todos os ciclos de sono porque é durante esse período em que são estimuladas as áreas do cérebro humano essenciais para os processos de aprendizado e para que o órgão possa realizar a criação e a retenção de novas memórias.

De acordo com estudos que privaram ratos da fase do sono R.E.M., sua expectativa de vida foi significativamente reduzida – de dois a três anos para cinco semanas. Os ratos que foram privados de todos os ciclos de sono viveram em média durante três semanas.

Portanto, a importância do sono R.E.M. está no fato de que, durante esse estágio do sono, nossos cérebros exercitam conexões neurais extremamente importantes que são a chave para o bem estar e a saúde, de forma geral, da mente e do corpo físico.

Despertares Durante o Sono R.E.M.

Embora a maioria das pessoas geralmente não seja acordada ao longo da duração do sono R.E.M., como alguns outros animais fazem, nós temos a tendência de acordar mais frequentemente ao longo dessa duração do que durante os outros estágios do descanso noturno.

Geralmente, esses micro despertares acontecem por períodos extremamente pequenos, durando apenas alguns segundos, e a pessoa que acorda geralmente não tem memória alguma da situação. Se muito estimulada, entretanto, uma pessoa pode acordar completamente, e, então, demorar um ciclo de sono inteiro, que se dá em torno de uma hora e meia a duas horas para conseguir dormir novamente.

Embora o sono R.E.M. tenha sido considerado amplamente como uma necessidade fisiológica, estudos recentes comprovam que, por exemplo, em casos onde os seres humanos são privados do estágio do sono R.E.M., eles tendem a compensar essa atividade ao sonharem durante os outros ciclos de sono.

Outros animais, por exemplo, quando não podem realizar o ciclo de sono R.E.M. por um período de até dois meses, parecem serem capazes de continuar suas vidas com pouca ou nenhuma mudança em relação à seus comportamentos ou apresentarem danos ou prejuízos à saúde física.

Mas é importante salientar a importância de um sono completo e reparador, que inclui estágios de sono R.E.M. Se você sente que poderia dormir melhor, marque uma consulta e deixe-nos ajudar a melhorar a qualidade do seu sono.

Publicado em: 23 de janeiro de 2018 e atualizado em: 20 de março de 2019

Bruxismo Infantil

Bruxismo Infantil – Saiba Mais

 

Uma das doenças mais mal diagnosticadas entre os pequenos, o Bruxismo Infantil, tem sido pauta para discussões que envolvem principalmente o aspecto social do convívio das crianças num mundo que exerce cada vez mais pressão sobre os indivíduos.

Continue a leitura para saber mais sobre este distúrbio do sono, suas causas e formas de tratamento.

O Bruxismo Infantil

Justamente por não ser uma doença cuja conversa e compreensão é incentivada para os pequenos, até mesmo pela falta de comunicação dos mesmos em relação aos sintomas, o bruxismo infantil pode ser extremamente prejudicial para a saúde em geral das crianças caso não seja tratado corretamente.

A percepção das crianças em relação ao mundo que as cerca pode ser um enigma para os adultos, por isso, para uma maior compreensão dos fatores que podem levar os pequenos a desenvolverem este tipo de comportamento involuntário, é essencial que haja uma observação extremamente detalhada por parte dos adultos.

Para além disso, é crucial entender também que o bruxismo infantil pode ser o causador de inúmeras enfermidades caso não seja diagnosticado e tratado de forma correta: a mastigação, método principal para a nutrição das crianças e dos seres humanos em geral, pode ser muito prejudicada, levando a complicações mais sérias caso o problema não seja corrigido à tempo.

Como Ocorre o Bruxismo Infantil?

O bruxismo infantil ocorre da mesma maneira que o bruxismo em adultos: se dá por meio da contração e do ranger dos músculos da face e da mandíbula, afetando a saúde dos dentes, bem como causando dores de cabeça, dores musculares na face, e uma série de problemas que estas consequências podem ocasionar.

É uma doença de cunho psicológico em sua maioria, mas estudos recentes apontam a influência de doenças respiratórias nas crianças que podem ser a causa do bruxismo infantil em uma grande parcela das mesmas.

Quais São as Causas do Bruxismo Infantil?

Há inúmeras causas possíveis para que as crianças passem a ranger os dentes durante o sono de forma a prejudicarem a dentição e os processos que envolvem a evolução da mesma, bem como os que dependem dela, como a mastigação, a respiração adequada e um funcionamento na vida social efetivo.

As crianças que passam por situações estressantes, como o divórcio dos pais, a realização de uma rotina que seja cheia de estímulos, bem como diversas outras situações em convívios sociais como mudanças de escolas e ambientes familiares podem sofrer com o bruxismo infantil como resultado.

Como mencionado anteriormente, é necessário entender que as doenças respiratórias como a rinite e a sinusite, que afetam profundamente os mecanismos das vias aéreas e, consequentemente, o funcionamento da mandíbula e da dentição durante a noite, podem agir também como causas da enfermidade, piorando a condição inclusive delas próprias.

Por Que o Bruxismo Infantil é de Difícil Diagnóstico e Tratamento?

Para a maioria dos adultos, entender e comunicar-se com uma criança de uma forma que seja horizontal e equivalente pode apresentar-se como um desafio e tanto. Por este motivo, é comum que as dores e sintomas que são exibidos pelos pequenos possam atuar de forma a descartar completamente a possibilidade dela estar sofrendo com o bruxismo infantil.

Fora isso, os sintomas associados a esta doença podem ser muito enganadores: as dores de cabeça, o sono durante o dia devido a um mau descanso durante a noite, a dificuldade de consumir produtos quentes ou frios pelo desgaste sofrido pela dentição… todos estes fatores podem apontar uma série de enfermidades antes que os pais possam pensar em bruxismo infantil.

Assim, para que os profissionais médicos possam conseguir analisar de forma ampla e correta para que seja feito o diagnóstico do caso de bruxismo infantil, é necessário que os pais estejam sempre atentos a todos os sintomas.

Estes sintomas muitas vezes são descartados por métodos e remédios que mascaram os mesmos, como remédios para dor e a sonequinha da tarde, que livra a criança de continuar cansada ao longo do dia, criando um ciclo ainda maior dos sintomas.

Tratamentos para o Bruxismo Infantil

Os tratamentos para o bruxismo infantil são similares aos tratamentos para o bruxismo em adultos, ou seja, é extremamente recomendada a utilização de uma placa para a contenção dos movimentos involuntários sofridos pela mandíbula ao decorrer das noites de sono, mas, para além disso, o acompanhamento psicológico das crianças e adultos também se torna essencial.

Entender quais são as causas emocionais e de diversas outras áreas que estão causando o aparecimento dos sintomas nas crianças é uma questão de necessidade: é a partir da compreensão destes sintomas que os médicos poderão conseguir tratar a raiz dos problemas, possibilitando uma melhor qualidade de vida às crianças, ao se livrar do bruxismo infantil.

O acompanhamento psicológico é, de fato, uma ótima ferramenta para conseguir fazer com que as crianças possam estar em contato constante com as suas indagações, medos, anseios e felicidades, o que pode ser crucial durantes os processos de desenvolvimento tanto da personalidade das mesmas quanto da sua atuação em sociedade.

Aqui no Núcleo de Otorrinolaringologia e Medicina do Sono, dispomos de uma equipe multidisciplinar totalmente qualificada para o tratamento de bruxismo em todas as idades. Marque uma consulta e venha conhecer o nosso trabalho.

Artigo Publicado em: 3 de outubro de 2017 e Atualizado em 20 de fevereiro de 2019

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