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Otorrinolaringologia

Do Hospital Ibirapuera ao Núcleo de Otorrinolaringologia de São Paulo

Do Hospital Ibirapuera ao Núcleo de Otorrinolaringologia de São Paulo – Conheça a Nossa História! Nos anos 60, o Brasil passava por importantes transformações comportamentais, que se refletiam em toda a sociedade. Na área da Medicina, inúmeras faculdades foram criadas, assim como diversas especialidades foram sendo aperfeiçoadas. E este foi o caso da Otorrinolaringologia.

Neste artigo, vamos conhecer um pouco deste processo que, em São Paulo, incluiu a história do Hospital Ibirapuera, referência na especialidade de Otorrinolaringologia, durante todo o seu período de existência. Acompanhe.

Do Hospital Ibirapuera ao Núcleo de Otorrinolaringologia

O Instituto de Otorrinolaringologia e Endoscopia Peroral

OtorrinolaringologiaEm meados de 1960, um grupo de otorrinos que trabalhavam juntos no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo e no Hospital das Clínicas da USP, resolveram montar uma clínica comum a todos. Para tal, alugaram uma casa na rua Correia Dias, 73, no bairro do Paraíso, e fundaram o Instituto de Otorrinolaringologia e Endoscopia Peroral (IOEP).

Desde grupo inicial, constavam Moisés Cutim (chefe do Serviço de ORL do HSPE), Paulo Cunha Cintra, Luiz Pereira Barreto Sobrinho, Cid Pupo, Brás Nicodemos, Mauro Spinelli, Zenshi Hishiki, Domenico Modesto, Antonio Douglas Menon, Rhadamés Ribas Neto, Walter Freitas, Fabio Freire, Paulo Carvalho, Antonio Carlos Graça Wagner, Augusto Pastore Filho e José Antonio Pinto.

O IOEP atendia pacientes particulares e de alguns convênios, mantendo plantão de 24 horas na especialidade, uma grande novidade na época. Cirurgias também eram realizadas na clínica.

A Ampliação do IOEP

Em 1967, ocorreu a unificação dos institutos de previdência (antes representados por vários grupos, como dos bancários, dos comerciários, etc.), em um único: o INPS (Instituto Nacional de Previdência Social). Também foi criada a 2ª. Tarefa, medida que possibilitou aos médicos previdenciários serem remunerados por seus procedimentos cirúrgicos, estimulando assim a produtividade.

Já então bem estruturado, o IOEP foi credenciado para atendimento das emergências e cirurgias do INPS e, como oferecia cobertura com plantonistas 24 hs., muitos otorrinos passaram a fazer suas cirurgias no Instituto.

O grande movimento cirúrgico levou a alugarem casa vizinha para a ampliação das internações e das salas cirúrgicas. Em pouco tempo, já eram realizadas mais de 50 cirurgias por dia. Com este movimento crescente, o grupo partiu para a ideia de construir um hospital próprio especializado em ORL, adquirindo terreno na recém inaugurada Avenida Rubem Berta, próximo ao Hospital do Servidor e da AACD.

A Inauguração do Hospital Ibirapuera

Hospital Ibirapuera - OtorrinolaringologiaCom um projeto bastante audacioso, em 4 de agosto de 1969, inaugurava-se o Hospital Ibirapuera S.A., com área física de mais de 1.400 m2 em sua parte térrea e com fundações em sua parte posterior para mais 10 andares com 400 m2 cada.

Em seu térreo, havia recepção, 5 consultórios, 1 consultório de fonoaudiologia, 5 apartamentos, 3 enfermarias, posto de enfermagem, centro cirúrgico com vestiário, 3 salas cirúrgicas grandes e 2 pequenas, sala de recuperação e área de pronto atendimento.

Apresentava também toda infraestrutura hospitalar, como lavanderia, cozinha e vestiários. Como o primeiro hospital especializado em São Paulo, o Hospital Ibirapuera tornou-se uma referência na Otorrinolaringologia paulista e brasileira, onde atuavam os seus proprietários e também grande número de otorrinos da cidade.

O Centro de Estudos do Hospital Ibirapuera

Em 1973, foi criado o Centro de Estudos do Hospital Ibirapuera, sendo seu primeiro presidente José Antonio Pinto, que organizou então a Residência Médica em Otorrinolaringologia, uma das primeiras no Brasil fora dos centros universitários.

Foram seus primeiros residentes Lauro João Lobo Alcantara, formado pela Universidade Federal do Paraná, Simone Pavie Simon, da Escola de Medicina e Saúde Pública da Bahia e Jarbas Barbosa, da Faculdade Medicina do Triângulo Mineiro de Uberaba.

A residência em Otorrinolaringologia do Hospital Ibirapuera tornou-se uma das mais concorridas do país e por ela já passaram mais de 150 médicos. Veja a lista atualizada dos nossos residentes em outubro de 2018:

Adriana Meneghini –RS
Adma Roberta Yoshida Zavanela – SP
Aguilar Rodrigues Junior- SP
Airton Gonçalves- SP
Aldo Edel Cassol Stamm- SP
Alexandre Felippu – SP
Almir Francisco de Assis Rolla- BA
Ana Carla Souza Marqui-SP
André Freitas Cavallini da Silva – SP
Andréia Felix Perazzio
Andreia Natalia Azevedo Ferreira de Vasconcelos – SP
Ângela Maria Pereira de Barros
Antonio Abel Pauperio- SP
Antonio Fernando Salaroli
Beatriz Silveira Zalla – SP
Arturo Frick Carpes- SP
Áureo Fernandes Borges Junior- RN
Carlos Antonio Rodrigues de Faria- SP
Carlos Eduardo Cervantes dos Santos- SP
Carlos Otavio Branco Graminho- SP
Carlos Tadeu Rodrigues de Souza- BA
Carolina de Farias Aires Leal
Cassia Paloma da Cunha Onofre-SP
Cauê Duarte -SP
Cris Vanessa Gasgues
Celso Gomes – SP
Charif Abrão Elias- SP
Charly Torregrossa- SP
Davi Davi Knoll Ribeiro – SP
David Grinstein Kramer- BOLÍVIA
Delmer Jonas Polimeni Perfeiro- SC
Denílson Storck Fomin- SP
Denise Abritta- SP
Deraldino Alves Campos- BA
Domingos Lamonica Neto- SP
Donaldson Antonio Breda- SP
Edson Carlos Miranda Monteiro- SP
Eduardo Amaro Bogaz- SP
Eduardo Barbosa de Souza- BA
Eduardo Nogueira Magri – SP
Elcio Izumi Mizoguchi – SP
Eloísa Pires do Prado- SP
Fabiana
Fabio Caracho Batista – SP
Fabio Freire Junior- SP
Fabíola Esteves Garcia Caldas – SP
Maria de Fátima C. Albuquerque Milito – AL
Fernando Arruda Ramos- SC
Fernando César Cervantes dos Santos- SP
Fernando Jose Sales Carneiro- SP
Francisco José Coser- PR
Gabriel David Hushi- SP
Gabriel Santos de Freitas – SP
Gabriella Spinola Jahic – SP
Geraldo Rafael Muniz- SC
Glaura Maria Pimentel Ferreira- SP
Gustavo Duarte Paiva Ferreira- SP
Gustavo Juliani Faller- RS
Haroldo Fernandes Vilela- SC
Heitor Sonda- PR
Heloísa dos Santos Sobreira Nunes – SP
Henrique César Fellipu Pinto- SP
Henrique Wambier – PR
Irajá Alves de Oliveira Junior- RS
Janaina Guidotti Cunha
Jarbas Barbosa
Jeanne da Rosa Oiticica Ramalho- SP
João Elmar de Oliveira
João Fernandes Leal
João Osvaldo dos Santos- MT
José Carlos Maruoka- SP
José Milton Moura Borges- PI
Josemar dos Santos Soares – PB
Jucicleide Bezerra Coimbra- SP
Julio Marcos Pinheiro- MG
Juvêncio Coelho Lustosa- BA
Kelly Elia Abdo – SP
Khalil Fouad Hanna- SP
Laércio Freitas de Oliveira- BA
Laila Puranen Mourão Martins – SP
Larissa Souza Barreto – SE
Lauro João Lobo Alcântara- PR
Leonardo Marques Gomes – BA
Letícia Weber Wächter – RS
Levon Mikhitarian Neto- SP
Lina Ana Medeiros Hirsch – SC
Lis Tozzatti Fernandes- RS
Lucia Helena da Costa Pinto- SP
Luciana Balester Mello de Godoy- SP
Luciana Lagatta Benatti-SP
Luiz Alberto Gonçalves de Andrade- BA
Luiz Antonio Baldivieso Schemy- MG
Luiz Eduardo Wambier-PR
Luiz Henrique Vaz- SC
Luiz Marcio Hummel-SP
Luiz Nobuo Miyamura- PR
Mab Furlan- SP
Marcus Alexandre Sodré- PB
Maria Angélica Ayres Alencar- PR
Maria José Costa Coser- RS
Mariana Baptistella Mazzotti – SP
Marina Spadari Ártico
Mario Luiz Augusto da S. Freitas- SP
Massao Yamada Sawamura – SP
Mauro Knoll- SP
Michele Villa Flor Brunoro-DF
Milena Nathalia Shingu Funai
Milton Pomponet da Cunha Moura- BA
Modesta Ishii- SP
Mônica de Oliveira Nóbrega- SP
Milton Hiroshi Abe- SP
Nilvano Alves Andrade- BA
Obionor Alves de Nóbrega- PA
Olavo Luiz Estefanato- RS
Paola Barbieri Pasquali
Paula Zimath
Paulo de Tarso Moura Borges
Pedro Luiz Coser- RS
Pedro Paulo V. da Cunha Cintra- SP
Rafael Moliterno Neto- SP
Raul Antonio Ferreira- SP
Regina Helena N. Gonçaves
Reinaldo Luiz Salmaso- SP
Renata Coutinho Ribeiro – SP
Renato César Abssanra- SP
Renato Euclides Carvalho de Velloso Vianna
Renato José Corso- RS
Ricardo Azevedo Sallum- SP
Roberta Moss Rinke – SP
Roberto Duarte Paiva Ferreira- SP
Robson Vieira Santos- BA
Rodrigo Kohler – SC
Rodrigo Prestes do Reis – SP
Rogério de Oliveira Barros- PR
Rômulo Augusto Barros- SP
Rose Mirian Souza Di Matteo- SP
Rozania Soeli dos Santos- SP
Rubens Huber da Silva-SP
Ruy Carlos Carvalho de Souza Lobo- BA
Salvador do Carmo Rodrigues- SP
Saulo de Tarso Sgarbi- SP
Sávio Nogueira da Silva Junior- SP
Seliram Barros Fontenele Dias – MA
Sergio Bittencourt- SP
Sergio Lourentz Seballos- RS
Silvana Bellotto- SP
Silvia Helena Lanza
Simone Pavie Simon- SP
Sonia Rodrigues Pereira- BA
Suhenia Ligia P. Lima- PB
Teresa Monteiro Teixeira Cardoso -SP
Thiago Branco Sônego – PR
Ulisses José Ribeiro- SP
Valeria Brandão Marquis
Valtrudes Alves Pamplona – MG
Washington Luiz Cerqueira de Almeida – BA

A Fundação do Núcleo de Otorrinolaringologia de São Paulo

Em final de 1985, o Hospital Ibirapuera encerrou suas atividades em Otorrinolaringologia, devido problemas societários, sendo vendido a uma empresa seguradora na área da saúde.

Durante 16 anos de intensa atividade, o Hospital Ibirapuera marcou uma era dentro da Otorrinolaringologia, em seu aspecto assistencial e no desenvolvimento da especialidade em nosso país.

Além de centro de excelência na formação de novos especialistas, fomentou o desenvolvimento das mais modernas técnicas em ORL, como a microcirurgia da laringe, a microcirurgia endonasal, a cirurgia da base do crânio, o uso dos raios laser em ORL e outras. A lacuna aberta com o seu encerramento jamais foi preenchida.

A Continuidade da Residência em Otorrinolaringologia

Com o encerramento do Hospital Ibirapuera, o Dr. José Antonio Pinto fundou o NÚCLEO DE OTORRINOLARINGOLOGIA E CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO DE SÃO PAULO, juntamente com outros colegas, dando andamento ao programa de residência médica em Otorrinolaringologia, que funciona ininterruptamente até hoje.

Este programa continuou inicialmente no Hospital Nossa Senhora de Lourdes, posteriormente no Hospital Bandeirantes e na Clínica Infantil do Ipiranga. Desde 1993, o Núcleo de ORL funciona no Hospital e Maternidade São Camilo – Pompéia, localizado a Avenida Pompéia, 1137 e em sua sede, na Alameda dos Nhambiquaras, 159, Moema, São Paulo.

Mais de 70 novos otorrinolaringologistas foram formados nos 16 anos de existência do Hospital Ibirapuera, nomes de relevância dentro do cenário de nossa especialidade. Nos últimos 20 anos, o Núcleo de Otorrinolaringologia, Medicina do Sono e Cirurgia de Cabeça e Pescoço de São Paulo, continuando esta mesma missão, contribuiu com mais 68 novos otorrinolaringologistas para nosso país.

Sob a direção do Dr. José Antonio Pinto, atendemos a todos os setores da Otorrinolaringologia, Medicina do Sono, Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Cirurgia Crânio-maxilo-facial, contando também com os seguintes médicos, chefes da Residência em Otorrinolaringologia:

– Dr. José Antonio Pinto

– Dr. Henrique Cesar Felippu Pinto

– Dr. Pedro Paulo Cintra

– Dr. Fernando Cesar Cervantes dos Santos

– Dra. Heloisa dos Santos Sobreira Nunes

– Dr. André Freitas Cavallini

– Dr. Eduardo Amaro Bogaz

– Dr. Arturo Frick Carpes

– Dr. Aguilar Rodrigues

– Dra. Simone Pavie Simon

Nossa participação em inúmeros congressos da Otorrinolaringologia, a publicação de nossos artigos em periódicos internacionais e o valor de aceitarmos o desafio de ser a primeira equipe no Brasil a realizar a cirurgia de reconstrução das vias aéreas, por estenose laringotraqueal na infância, nos mostra que estamos no caminho certo e cumprindo a nossa missão.

Artigo Publicado em: 19 de novembro de 2017 e Atualizado em: 04 de setembro de 2019

Apneia do Sono e AVC

Apneia do Sono e AVC

Uma das principais avaliações que todos nós precisamos fazer diz respeito a quão bem respiramos durante o sono. Nós roncamos ou temos problemas para respirar enquanto dormimos? Apneia do sono não tratada e AVC possuem uma relação de risco, mas o tratamento da apneia do sono pode ajudar a prevenir o acidente vascular cerebral.

Veja neste artigo como os problemas respiratórios do sono aumentam seu fator de risco para acidente vascular cerebral.

Apneia do Sono não Tratada e AVC

Se você parar de respirar por 10 segundos ou mais durante o sono, poderá ter apneia do sono. O diagnóstico é realizado para qualquer pessoa que tenha uma média de 5 desses episódios por hora todas as noites.

A apneia obstrutiva do sono (AOS) é a forma de apneia do sono mais comum. Ocorre como resultado de uma mecânica defeituosa na via aérea superior. Pode ser causada por tecidos excessivamente grandes ou inchados, como a língua ou úvula bloqueando a passagem do ar. Outra condição que leva à AOS é a retenção de áreas fluidas e / ou gordurosas excessivas no pescoço, que pressionam a via aérea, dificultando a passagem do ar.

O colapso ou bloqueio de tecidos nessa área pode levar a respirações ofegantes, ronco alto, insônia, sono interrompido, pesadelos por não conseguir respirar e outros sintomas menos óbvios, como sonolência diurna excessiva, pressão alta, dor de cabeça matinal ou uma garganta extremamente seca ou dolorida ao despertar.

De acordo com um estudo da National Stroke Foundation, a apneia do sono pode ser um efeito posterior ao derrame, mas também pode ser a causa de um acidente vascular cerebral de primeira vez ou recorrente. A condição causa baixos níveis de oxigênio e pressão alta, ambos fatores que podem aumentar o risco de um derrame futuro.

Como a Apneia do Sono não Tratada pode Levar ao AVC

Durante um episódio apneico, o corpo realiza uma incrível quantidade de esforço para tentar abrir as vias aéreas e respirar. Infelizmente, esse esforço muitas vezes não fornece ao cérebro o oxigênio necessário para manter todo o corpo e todos os seus sistemas funcionando sem problemas durante o sono.

Quando o baixo nível de oxigênio no sangue persiste, o sistema nervoso simpático libera surtos de hormônios do estresse que elevam os níveis de pressão arterial e levam a flutuações na frequência cardíaca.

Com o tempo, essas condições contínuas e não tratadas durante o sono levarão a problemas sistêmicos com pressão arterial alta não controlada e uma condição de arritmia cardíaca conhecida como fibrilação atrial (AFib). Hipertensão e Afib são dois fatores de risco bem conhecidos para o acidente vascular cerebral.

Uma pesquisa do New England Journal of Medicine demonstrou evidências conclusivas de que a apneia do sono está significativamente associada ao risco de acidente vascular cerebral ou morte por qualquer causa, e essa associação é independente de outros fatores de risco, incluindo hipertensão.

Gravidade da Relação entre Apneia do Sono e AVC

Não é incomum as pessoas morrerem durante o sono ou sofrer danos cerebrais extensos, como resultado de um AVC durante a noite.

Se você tem um problema de respiração durante o sono, pode experimentar vários dos sintomas acima mencionados, ou ouvir de entes queridos que você ronca alto ou suspira enquanto dorme.

Não deixe de investigar esses sintomas ou observações. Procure um médico do sono, para realizar o diagnóstico por meio de um estudo do sono. Tratar o ronco e a apneia do sono pode levar a um risco muito reduzido de acidente vascular cerebral, bem como melhorias na sua qualidade de vida e saúde e bem-estar geral.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Apneia do sono e doenças cardiovasculares. Apneia do sono e / ou ronco habitual passaram a ser reconhecidos como fatores de risco independentes para hipertensão arterial, arritmias cardíacas, doença arterial coronariana, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral isquêmico somente no final do século XX, quando pesquisadores reconheceram que pacientes com apneia do sono não tratada tinham maior risco de morbidade cardiovascular em comparação com pacientes com apneia do sono tratada. Estudos populacionais também já sugeriram que a apneia do sono pode ser um fator de risco para demência vascular.

Veja neste artigo mais informações sobre a relação entre apneia do sono e o desenvolvimento das doenças cardiovasculares.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Compreender os efeitos da apneia do sono no sistema nervoso autônomo (SNA) é importante para melhor compreensão da apneia do sono e as doenças cardiovasculares. O relógio biológico do corpo – núcleo supraquiasmático tem ritmicidade autônoma em sua atividade neuronal. As funções do corpo moduladas pelo SNA incluem equilíbrio simpático-parassimpático, produção de glicose hepática e sensibilidade à insulina.

Durante o sono, alterações fisiológicas na atividade respiratória e cardiovascular são predominantemente dependentes do ciclo do sono e mediadas pelo controle autonômico. Durante o NREM, há um aumento na atividade parassimpática, enquanto durante o sono REM, há uma diminuição na atividade parassimpática, responsável pelo aumento da atividade cardiovascular durante o último.

Qualquer excitação durante o sono resulta em aumento da atividade respiratória e cardiovascular. A ritmicidade intrínseca aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial com a inclinação do equilíbrio simpático-parassimpático em direção ao primeiro, imediatamente antes de acordar, preparando o corpo para as atividades diárias.

As respostas fisiopatológicas à AOS ocorrem principalmente em resposta à diminuição da tensão arterial de oxigênio iônico e ao aumento da tensão arterial por dióxido de carbono. Estes provocam um aumento na atividade do sistema nervoso simpático, causando vasoconstrição periférica para desviar o fluxo sanguíneo para órgãos vitais. Ao mesmo tempo, a atividade parassimpática reduz a atividade miocárdica e, consequentemente, as necessidades de oxigênio.

No final dos episódios apneicos, há um aumento na pressão sanguínea à medida que a função miocárdica é restaurada. A vasoconstrição e as alterações na atividade miocárdica causam um aumento na carga cardíaca, enquanto a vasoconstrição pulmonar induzida pela hipóxia pode contribuir para a insuficiência cardíaca.

Episódios frequentes e sustentados contribuem para a não-imersão da pressão arterial durante a noite e sensibilização da resposta sensorial hipóxica dos corpos carotídeos, que induz alterações nos níveis genéticos associados ao aumento do estresse oxidativo. A microneurografia demonstrou aumento da atividade nervosa simpática muscular no término de apneias em pacientes com AOS.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares – Tratamento com CPAP

O uso de CPAP melhora o equilíbrio simpático-parassimpático em pacientes com apneia do sono moderada e grave e melhora a variabilidade da frequência cardíaca. Outros tipos de aparelhos para apneia também podem ser indicados para tratamento, de acordo com as particularidades de cada paciente.

Em resumo, os pacientes com apneia do sono não tratada tendem a ter uma atividade simpática aumentada e desregulação autonômica que pode se beneficiar com o manejo da AOS com CPAP.

Núcleo do Sono

Núcleo do Sono – Conheça Melhor o Nosso Trabalho

Os distúrbios do sono podem causar graves danos à saúde. Como é durante o sono que o nosso organismo executa diversos mecanismos para regenerar-se, quando não dormimos bem, temos como consequência enfermidades cardiovasculares, metabólicas, cognitivas, entre outras. Neste artigo, saiba mais sobre o que é um Núcleo do Sono e como é a atuação de seus profissionais, no sentido de prevenir e tratar problemas como estes.

Núcleo do Sono – A Medicina do Sono

Segundo o autor Allan Hobson, em 1989, temos aprendido mais acerca do sono nos últimos 60 anos que nos anteriores 6.000 anos. Apesar deste complexo fenômeno ocupar um terço das nossas vidas, somente na segunda metade do século XX, a Medicina despertou para esta área.

Por volta dos anos 90, surgiu no Brasil a necessidade de profissionais especializados no tratamento de pacientes com doenças complexas relacionadas ao sono, como a apneia. A partir de então, a especialidade Medicina do Sono começou a se estabelecer, não só visando o tratamento de pacientes com apneia, mas também daqueles portadores dos diversos distúrbios do sono.

A Medicina do Sono tornou-se uma especialidade multidisciplinar envolvendo neurologistas, pneumologistas, psiquiatras, otorrinolaringologistas, bucomaxilos, cardiologistas, endocrinologistas, cirurgiões bariátricos, dentistas, fisioterapeutas e nutricionistas.

O que é um Núcleo do Sono

O objetivo de um Núcleo do Sono é desenvolver um sistema multidisciplinar para resgatar a saúde e o bem-estar de pacientes portadores de distúrbios do sono, evitando complicações como obesidade, doenças metabólicas, degenerativas, cardiovasculares e até mesmo ortopédicas.

Assim como existem inúmeros fatores que podem levar ao desenvolvimento de problemas ao dormir, também dispomos de uma gama de tecnologias que possibilitam diagnosticar os distúrbios do sono. As abordagens terapêuticas para estes problemas também estão cada vez mais aperfeiçoadas.

Quando Procurar um Núcleo do Sono

Entre os diversos problemas que podem afetar a qualidade do sono, estão a apneia, a insônia, a sonolência excessiva, a síndrome das pernas inquietas, o bruxismo e o sonambulismo. Na realidade, devido ao estilo de vida cada vez mais corrido e estressante a que estamos expostos, a cada dia vemos novas causas para um sono não reparador.

Uma adequada orientação sobre quando procurar o atendimento de profissionais especializados em sono está mais relacionada às consequências que estes problemas trazem à vida do indivíduo.

No momento em que a dificuldade para pegar no sono à noite, ou uma sonolência excessiva durante o dia começam a interferir em aspectos como o desempenho profissional ou o tempo com a família, buscar ajuda em um núcleo do sono pode ser o fator determinante para resgatar a saúde e também a qualidade de vida.

Porque Consultar o Núcleo do Sono

Atualmente, os distúrbios respiratórios do sono são causas frequentes de noites mal dormidas. Contudo, existem outras causas para um sono não reparador.

Entre elas estão os problemas hormonais, como hiper e hipotireoidismo; algumas doenças psiquiátricas e neurológicas, como ansiedade, depressão, doença de Parkinson, doenças cerebrais isquêmicas e doença de Alzheimer e doenças que causam dores, principalmente durante a noite, como a fibromialgia.

Situações como estas podem provocar muita sonolência durante o dia ou dificuldade para adormecer. Portanto, é necessário um diagnóstico diferencial, realizado preferencialmente por uma equipe multidisciplinar. Assim, podemos avaliar o paciente como um todo, para que o tratamento ofereça o melhor resultado.

Você percebe que poderia dormir melhor? Marque uma consulta com a nossa equipe e deixe-nos ajudar.

Artigo  Publicado em: 4 de dezembro de 2017 e atualizado em 24 de julho de 2019

Cuidados com a Voz

Semana da Voz 2019 – Conheça os Principais Cuidados com a Voz

Abril é o mês em que celebramos a voz humana como um recurso único para a humanidade. Cada país pode fazer escolhas diferentes sobre como abordar esse evento, com muitas atividades diferentes, desde performances artísticas até eventos de melhoria da saúde. A maioria das atividades do Dia Mundial da Voz acontece no dia 16 de abril, mas muitos eventos se estendem por toda a semana ou até mesmo durante todo o mês. Aproveitando esta mobilização, estamos promovendo em nossos sites e mídias sociais a Semana da Voz, com dicas e orientações de cuidados com a voz.

Principais Cuidados com a Voz

O Dr. José Antônio Pinto, ex-presidente da ABVL, chefe do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital e Maternidade São Camilo e especialista dos hospitais Albert Einstein e Oswaldo Cruz, fala sobre os problemas que podem afetar a voz humana – e o carinho que devemos ter com ela.

Sintomas como dor de garganta e rouquidão persistente, alteração na qualidade da voz, dificuldade de engolir e sensação de um caroço na garganta merecem investigação médica.

Esse é o começo de uma necessária conscientização da população brasileira sobre a importância da voz, suas alterações e cuidados que ela merece. “Alertando e orientando a sociedade para os cuidados com a voz, estamos prevenindo seus problemas e preservando o mais importante meio de comunicação da espécie humana e o instrumento de trabalho da maioria de nossa população” diz o Dr. José Antônio Pinto.

O que Pode Prejudicar a Voz?

Câncer de Laringe

O câncer de laringe, ou das cordas vocais, evidentemente é o mais grave distúrbio que pode acometer a voz, mas outras alterações vocais podem afetar nosso desempenho social e profissional. “Toda voz de qualidade ruim altera a qualidade de vida, de um modo ou de outro”.

Ele reforça a recomendação de que toda rouquidão que persista por mais de 15 dias deve ser investigada. Os especialistas têm hoje inúmeros recursos para visualizar diretamente o aparelho vocal, em busca de pólipos, tumores, focos hemorrágicos. Fibras ópticas e telescópios chegam diretamente ao local, pela boca ou pelo nariz, dando ao médico a oportunidade de registrar, em vídeo, tudo o que foi encontrado.

Pode ser, por exemplo, uma lesão precursora do câncer de laringe – uma leucoplasia, uma “nata de leite” sobre a corda vocal. Ou a formação de uma película sobre as cordas vocais que as faz perder a capacidade de vibração. Tudo isso altera a qualidade da voz – e a alteração vocal deve servir como um indício do problema. O Dr. José Antônio Pinto diz que os tumores da laringe podem ser considerados como uma doença social. Entre suas causas principais, estão o abuso de álcool, o refluxo gástrico (que pode ser atribuído a maus hábitos alimentares) e, sobretudo, ao tabagismo: 90% dos portadores de câncer na laringe são fumantes.

Como se vê, o câncer de laringe, se não pode ser inteiramente prevenido, tem causas que podem ser evitadas com bons hábitos de vida. Mas mesmo que isso não ocorra, o diagnóstico precoce faz toda a diferença. Quando a lesão está em seus estágios iniciais, a remoção do tumor pode ser feita por meio de cirurgia endoscópica a laser, com um mínimo de trauma. O paciente se interna de manhã e é liberado a tarde. E, o mais importante, como destaca o Dr. José Antônio Pinto: preservando a voz.

Mesmo quando o tumor já está mais avançado, a manutenção das cordas vocais e, consequentemente, da voz, pode ser alcançada – mas aí com um prognóstico mais reservado. Resumindo: pessoas com rouquidão persistente ou algum dos sintomas descritos acima não devem temer o diagnóstico e o tratamento, que no passado era mutilante. Pelo contrário: o diagnóstico precoce significa manter a voz. Nas campanhas da voz, 25% dos pacientes examinados, em média, costuma apresentar alterações objetivas no exame da laringe, variando de lesões benignas a lesões malignas iniciais.

Calos e Abuso Vocal

Evidentemente, nem toda lesão de cordas vocais é câncer. Os chamados calos vocais são lesões produzidas por abuso vocal.

Como explica o Dr. José Antônio Pinto, o uso da voz num tom muito acima do normal é a principal causa dos calos. Isso afeta, geralmente, pessoas que usam a voz profissionalmente, muitas horas por dia – como professores, leiloeiros, locutores. Ou mesmo pessoas que simplesmente falam acima do tom – gritando ou se alterando com frequência.

“A voz é um instrumento humano maravilhoso, mas é preciso saber usar”. Nessas situações, uma reeducação foniátrica – a cargo de um fonoaudiólogo – pode ser indicada para não gerar lesões mais complexas.

Pigarros insistentes, às vezes até por tique nervoso ou maneirismo, também podem produzir lesões nas cordas vocais. Eles provocam os chamados “golpes de glote” – um choque brusco nas cordas vocais que, em certas situações, pode ser causado também por refluxo gástrico. Em vez de pigarro, o médico recomenda: “Tome um copo d’água, respire fundo”. Aliás, tomar bastante líquido é uma recomendação genérica que também é feita pelos laringologistas.

Outros Inimigos da Laringe

Ar-condicionado, que resseca vias aéreas, e bebidas excessivamente geladas, que produzem choque térmico podem ser prejudiciais. É claro que há pessoas mais sensíveis a esses dois fatores – em outras, elas não têm nenhuma repercussão vocal. É uma questão de conhecer seu próprio organismo.

E as “pastilhas de garganta”? Segundo o Dr. José Antônio, em geral esses produtos não alcançam a laringe e as cordas vocais, embora possam até amenizar uma “dor de garganta”. Nesse particular, inaladores de vapor teriam melhor efeito anti ressecamento.

E as bebidas alcoólicas? Uma boa dose de conhaque não seria um “santo remédio” para “limpar a garganta”? Claro que não, diz o Dr. José Antônio. “O álcool pode relaxar a garganta no momento que entra na boca. Depois, porém, produz um edema na corda vocal”. Não é à toa que o fumo e o álcool, nessa ordem, sejam os principais inimigos da voz.

O Dia Mundial da Voz

Em 1999, alguns médicos se reuniram em São Paulo com uma preocupação: o câncer de laringe, que vitimava 15 mil brasileiros por ano, sendo 8 mil casos fatais. Além disso, as chamadas doenças vocais eram desconhecidas da maioria das pessoas. Seria necessário difundir mais conhecimentos sobre os cuidados com a voz, para evitar problemas como estes.

Diante desse quadro, os médicos da atual ABLV (Academia Brasileira de Laringologia e Voz) lançaram a Campanha Nacional da Voz, um programa de orientação, informação e, principalmente, respeito pela voz, instrumento de trabalho de 70% dos brasileiros.

Desde então, todos os anos, no Dia Mundial da Voz, 16 de abril, os especialistas atendem cerca de 40 mil pessoas em todo o país, orientando e até detectando doenças relacionadas a nosso aparelho vocal.

A Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço, através do seu Comitê de Voz, trabalhou para criar uma equipe para escolher o tema da campanha no ano de 2019. Após discussão e reflexão, a frase que está sendo adotada para como slogan para o dia da voz é: “Seja amigo da sua voz!”

Artigo Publicado em: 9 de maio de 2018 e Atualizado em 17 de abril de 2019

 

O que é Disfonia

O que é Disfonia e Quais São as suas Causas?

Você sabe o que é disfonia? O termo abrange qualquer complicação na emissão vocal que impeça ou dificulte a produção natural da voz. Trata-se de um sintoma presente em vários distúrbios vocais, que se manifesta ora como principal, ora como secundário. Os distúrbios vocais provocam limitações de ordem física, emocional e profissional nos pacientes.

Saiba mais sobre este distúrbio, suas causas e formas de tratamento, com a leitura deste artigo.

O que é Disfonia

A manifestação da disfonia se dá por meio de uma série de alterações, tais como: esforço para emitir a voz, cansaço ao falar, dificuldade em manter a voz, rouquidão, variações na frequência habitual da voz, falta de volume e projeção, pouca resistência ao falar e perda da eficiência vocal.

O que é Disfonia – Categorias Etiológicas

A disfonia é classificada como um sintoma que compõe o quadro de distúrbios da voz, e não como uma doença. As disfonias são divididas em três categorias etiológicas:

Disfonia Orgânica

A disfonia orgânica pode ser provocada por diversos fatores, e tem impacto direto sobre a voz. Alguns exemplos são: alterações vocais devido a neoplasias da laringe, doenças neurológicas, inflamações ou infecções agudas associadas a gripes, laringites e faringites.

Disfonia Funcional

A disfonia funcional trata-se de um distúrbio do comportamento vocal, ou seja, uma alteração provocada pelo próprio uso da voz. Pode ser decorrente do uso inadequado/abusivo da voz, inadaptações vocais e alterações psicogênicas.

Disfonia Organofuncional

A disfonia organofuncional é uma lesão estrutural benigna localizada nas pregas vocais, secundária ao comportamento inadequado ou alterado da voz. Geralmente, é consequência de uma disfonia funcional não tratada.

O que é Disfonia – Tipos de Lesões

As disfonias funcionais muitas vezes resultam em lesões orgânicas, tais como: nódulos, pólipos e edemas localizados nas pregas vocais.

Ambas alterações têm em comum o fato de apresentarem uma resposta inflamatória a agentes agressivos, sejam eles de natureza externa ou apenas consequências do mau uso da voz.

Nódulos

Os nódulos são decorrentes de fatores anatômicos predisponentes, fatores de personalidade (como ansiedade, perfeccionismo ou agressividade) e de comportamento vocal incorreto (uso excessivo e/ou abusivo da voz). Geralmente, o tratamento dos nódulos se dá através da fonoterapia, salvo alguns casos de indicação cirúrgica.

Pólipos

Os pólipos caracterizam-se por inflamações de aparência vascularizada, decorrentes de traumas em regiões mais profundas da lâmina da própria laringe. O paciente que sofre da condição apresenta rouquidão.

As causas mais comuns são: abuso vocal, agentes irritantes, alergias, infecções agudas, entre outras. O tratamento é cirúrgico.

Edemas das Pregas Vocais

Os edemas das pregas vocais, geralmente localizados e agudos, têm relação com o comportamento vocal (uso excessivo e/ou abusivo da voz). É encontrado principalmente em pessoas expostas a fatores irritantes externos, como o tabagismo.

O tratamento dos edemas discretos é medicamentoso, fonoterápico ou através de repouso da voz. Quando o edema é volumoso, requer intervenção cirúrgica para remoção, seguida de reabilitação fonoaudiológica.

Infecções

Fatores infecciosos, incluindo as sinusites, diminuem a ressonância vocal e causam alterações na função respiratória, provocando modificações na voz.

As infecções podem ser causadas por fatores imunológicos, endócrinos, auditivos e emocionais, capazes de alterar a emissão vocal.

De início, as infecções das vias aéreas superiores impactam diretamente sobre a faringe e a laringe, podendo causar irritação e edema das pregas vocais. A evolução desses processos infecciosos podem culminar em atividades danosas (como a tosse), que geram traumatismo nas pregas vocais.

Laringite Crônica

A laringite crônica trata-se do resultado do agravamento das irritações crônicas desta região. Os sintomas mais comuns são: rouquidão, tosse, sensação de corpo estranho na garganta, secreção, pigarro e dor de garganta.

O tratamento se dá através da eliminação de fatores que provocam irritação à laringe e da mudança de hábitos, como melhorar a higiene vocal e evitar o abuso de voz.

O que é Disfonia – Buscando Ajuda Médica

Os especialistas responsáveis pela avaliação e pelo tratamento da disfonia são o fonoaudiólogo ou o otorrinolaringologista.

É evidente a necessidade da criação de políticas voltadas à prevenção do surgimento de disfonias, através do desenvolvimento de programas de saúde vocal, visando ações educativas voltadas à utilização correta da voz, orientação de cuidados vocais e outras informações sobre a saúde vocal – especialmente aos profissionais que fazem uso constante da voz.

Medidas de prevenção sempre são o melhor tratamento: esteja sempre alerta à sua saúde vocal e mantenha um acompanhamento médico regular, assim como bons hábitos de comportamento e de higiene vocal.

Artigo Publicado em 04 de abril de 2018 e Atualizado em 27 de fevereiro de 2019

Dr. José Antonio Pinto, Médico do Sono

Médico do Sono – Quem é este Profissional?

Médico do Sono?

E como ele pode te ajudar?

Dr. José Antonio Pinto, Médico do SonoO Médico do Sono é o profissional indicado para diagnosticar e tratar problemas que prejudicam o sono reparador. Este especialista estuda as funções do sono, os seus distúrbios e o impacto destes na vida dos indivíduos.

Sabemos que os problemas para dormir estão associados a uma grande variedade de doenças, incluindo disfunção neuro cognitiva e riscos de mortalidade aumentados, especialmente devido a problemas metabólicos e cardiovasculares. Isto porque, quando não dormimos bem, o nosso organismo deixa de executar diversos mecanismos para regenerar-se, já que é durante o sono profundo que esses processos acontecem.

Dada a importância do Médico do Sono para a nossa saúde e qualidade de vida, neste artigo vamos conhecer mais de perto este profissional e como ele pode nos ajudar.

Médico do Sono – O Início de Tudo

O primeiro atendimento de Medicina do Sono no Brasil foi em 1977. No entanto, Peretz Lavie em sua obra Restless Nigths, comenta como encontrou na Conway Library da Escola de Medicina de Harvard mais de 900 artigos médicos do século XIX sobre “Sono” e “Distúrbios do Sono”.

Na realidade, as pesquisas sobre o sono ganharam corpo com a descoberta do sono REM, em 1953. A partir de então, uma explosão de pesquisas foram acontecendo nos campos da eletrofisiologia, farmacologia, bioquímica e otorrinolaringologia, com o reconhecimento dos mistérios do sono.

Este rápido desenvolvimento ficou bem demonstrado com o crescimento das clínicas e laboratórios do sono, que chegaram a 100 nos anos 80, atingindo hoje quase 3.000 nos USA.

Mas Qual é o Médico do Sono?

A Medicina do Sono tornou-se uma especialidade multidisciplinar. Médicos neurologistas, pneumologistas, psiquiatras, otorrinolaringologistas, bucomaxilos, cardiologistas, endocrinologistas, cirurgiões bariátricos, dentistas, fisioterapeutas e nutricionistas fazem parte do corpo clínico de um Instituto do Sono.

Inicialmente, o Médico Otorrinolaringologista era considerado o último da linha para o tratamento dos distúrbios do sono, indicado apenas para realizar traqueostomias naqueles pacientes com apneia grave, sem outras alternativas. Com um melhor conhecimento sobre as enfermidades do sono, procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos específicos, com objetivo de reconstrução das vias aéreas superiores, popularizaram-se nos anos 80 e 90.

Assim, o Otorrinolaringologista é o Médico do Sono indicado para o diagnóstico e tratamento da Síndrome da Apneia-Hipopneia Obstrutiva do Sono, por ter uma melhor compreensão sobre como avaliar os pacientes com esta patologia, tendo em conta que 80% deles apresentam múltiplos pontos de colapso das vias aéreas superiores, que devem ser tratados.

Quando Procurar um Médico do Sono

Entre os problemas que afetam a qualidade do sono, estão:

  • apneia do sono;
  • insônia;
  • sonolência excessiva;
  • síndrome das pernas inquietas;
  • bruxismo;
  • sonambulismo.

Quando estes problemas começam a interferir em aspectos como o desempenho profissional ou o tempo com a família, procurar o atendimento de um Médico do Sono pode ser o fator determinante para resgatar a saúde e também a qualidade de vida.

Dr. José Antônio Pinto – O Nosso Médico do Sono

Com trajetórias de vida e de carreira lendárias, o Dr. José Antonio Pinto possui grande participação no desenvolvimento da Medicina do Sono, assim como no crescimento e na modernização desta especialidade.

Com graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Paraná (1962) e títulos de especialista em Otorrinolaringologia, Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Medicina do Sono pela Associação Médica Brasileira, o Dr. José Antonio Pinto é Diretor do Núcleo de Otorrinolaringologia, Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Medicina do Sono de São Paulo, atuando também no Hospital e Maternidade São Camilo, no Hospital Israelita Albert Einstein e no Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

É autor dos livros Ronco e Apneia do Sono, já na 2ª edição, Técnicas Cirúrgicas Avançadas no tratamento do ronco e apneia do sono, Laser em Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço, mais de 20 capítulos de livros e dezenas de artigos em revistas médicas nacionais e internacionais.

Dr. José Antonio Pinto – Reconhecimento em Nível Internacional

congresso IFOS 2017Introdutor de técnicas inovadoras no diagnóstico e tratamento do ronco e da apneia do sono, o Dr. José Antonio Pinto tem desenvolvido intenso trabalho em nosso país e no exterior, por meio de cursos e palestras. É um dos fundadores e coordenador do Grupo de Estudos Latino-Americano em Roncopatia e Apneia do Sono (GELARA) e membro fundador da International Surgical Sleep Society, entidades internacionais que promovem a difusão do estudo e tratamento das alterações obstrutivas do sono.

Participando ativamente de inúmeras sociedades científicas, tem recebido diversos prêmios e homenagens de reconhecimento por sua contribuição à educação e ao desenvolvimento da Otorinolaringologia no Brasil e no exterior.

Recentemente, contamos com sua participação no 21º Congresso Mundial de ORL da IFOS 2017, em Paris, ministrando uma palestra sobre o procedimento diagnóstico de sonoendoscopia e participando de uma mesa redonda, onde apresentou nova técnica de cirurgia para apneia do sono.

Sua participação também foi de grande importância no 47° Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, em Florianópolis, com a palestra “A evolução da cirurgia esquelética no tratamento da SAOS” e a Mesa-redonda sobre oTratamento da SAOS.

Hospital Ibirapuera e a Medicina do Sono em São Paulo

Hospital Ibirapuera - Médico do SonoEm meados de 1960, o Dr. José Antonio Pinto juntamente com colegas otorrinos que trabalhavam no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo e no Hospital das Clínicas da USP, montaram o IOEP, clínica que atendia pacientes particulares e de alguns convênios, mantendo plantão de 24 horas na especialidade, o que na época era uma grande novidade.

Com o crescimento deste projeto, o grupo decidiu construir um hospital próprio especializado em ORL, na recém inaugurada Avenida Rubem Berta. Em 4 de agosto de 1969, foi inaugurado o Hospital Ibirapuera S.A., com um projeto bastante audacioso em mais de 1.400 m2 de área física.

Sendo o primeiro hospital especializado em São Paulo, o Hospital Ibirapuera tornou-se referência na Otorrinolaringologia paulista e brasileira. Em 1973, foi criado o Centro de Estudos do Hospital Ibirapuera, com seu primeiro presidente o Dr. José Antonio Pinto, que organizou a Residência Médica em Otorrinolaringologia, uma das primeiras no Brasil fora dos centros universitários.

Em 1985, o Hospital Ibirapuera, devido problemas societários, encerrou suas atividades em Otorrinolaringologia, sendo vendido a empresa seguradora na área da saúde.

Dr. José Antonio Pinto e a Residência em Otorrinolaringologia

Com o encerramento do Hospital Ibirapuera, o Dr. José Antonio Pinto fundou o Núcleo de Otorrinolaringologia, Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Medicina do Sono de São Paulo, dando andamento ao programa de residência médica em Otorrinolaringologia, que funciona ininterruptamente nestes 36 anos.

Desde 1993, o Curso de Especialização em Otorrinolaringologia do Núcleo de ORL funciona no Hospital e Maternidade São Camilo e em sua sede, na Alameda dos Nhambiquaras, 159, Moema, São Paulo.

Nos 16 anos de existência do Hospital Ibirapuera, foram formados 71 novos otorrinolaringologistas, com nomes de relevância na especialidade. Nos últimos 20 anos, o Núcleo de Otorrinolaringologia, Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Medicina do Sono de São Paulo, continuando esta mesma missão, contribuiu com mais 68 novos otorrinolaringologistas distribuídos por todo o país.

Facebook do Médico do Sono

Muitos desafios existem neste campo da Medicina. No entanto, com disposição, empenho e espírito investigativo, é possível torná-los possibilidades de aperfeiçoamento. Esta é a mensagem que recebemos constantemente de nosso Diretor, Mentor e Amigo: Dr. José Antonio Pinto, que reconhece e nos ensina que ser um Médico do Sono é muito mais do que uma especialização, é uma missão de vida.

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Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia

47° Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial

Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia

 

Nos dias 1 a 4 de novembro, vamos participar do 47° Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. Nesta edição realizada em Florianópolis, o Dr. José Antonio Pinto vai ministrar a palestra “A evolução da cirurgia esquelética no tratamento da SAOS” e participar da Mesa-redonda sobre “Tratamento da SAOS: Cirurgia Multinível”.

Sobre o Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia

Todos os anos, o Congresso Brasileiro de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial traz grandes nomes dessa especialidade para apresentar novos avanços e ideias. Nessa edição, a ABORL-CCF, organizadora do evento, está trabalhando para tornar a participação de palestrantes e convidados internacionais ainda maior e, com isso, levar a todos um evento que possa fazer jus ao slogan 47° sem fronteiras.

A comissão científica está trabalhando arduamente para oferecer uma programação que contemple os mais importantes temas de cada segmento. Dessa forma, o congresso terá apresentações de alto nível, mas, principalmente, a inovação de trazer sessões inéditas com a transmissão de cirurgias ao vivo.

A realização simultânea do Congresso Luso Brasileiro e do Congresso da Academia Iberoamericana fará deste evento o mais internacional de todos os Congressos Brasileiros de Otorrinolaringologia, sendo uma oportunidade inédita de troca de conhecimento feita de forma dinâmica e atualizada.

A Nossa Participação na Programação Científica

A participação do Núcleo de Otorrinolaringologia, Medicina do Sono e Cirurgia de Cabeça e Pescoço de São Paulo inclui uma palestra ministrada pelo Dr José Antonio Pinto sobre a importância da cirurgia esquelética no tratamento da apneia do sono.

O Dr José Antonio Pinto também irá coordenar uma mesa redonda sobre cirurgias em vários níveis no tratamento da apneia do sono e do ronco.

Além disso, será realizada uma apresentação de nova técnica de cirurgia na faringe para o tratamento do ronco e da apneia do sono.

Sobre o Local do Evento

O Centro de Convenções CentroSul é totalmente climatizado e com vista de cartão postal. Está localizado estrategicamente no centro da cidade, na Av. Gov. Gustavo Richard, 850, próximo do terminal rodoviário, aeroporto e da ampla rede hoteleira. Disponibiliza atualmente 16.560 m² de área construída, divididos em dois pavimentos, com salas modulares para acomodar até 3.500 pessoas confortavelmente sentadas e dois salões de exposição para até 13.000 pessoas.

Florianópolis, a capital de Santa Catarina é linda, sofisticada e única. No centro, fica a maior parte da infra-estrutura e pontos turísticos não naturais da cidade. Antigas casas açorianas tombadas como Patrimônio Histórico, o grande Mercado Público construído em 1898, praças, museus e teatros contam a história da ilha. A Ponte Hercílio Luz construída em 1926 para fazer a ligação entre a ilha e o continente, é a marca registrada da cidade, que também é repleta de praias incríveis.

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