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Apneia do Sono e AVC

Apneia do Sono e AVC

Uma das principais avaliações que todos nós precisamos fazer diz respeito a quão bem respiramos durante o sono. Nós roncamos ou temos problemas para respirar enquanto dormimos? Apneia do sono não tratada e AVC possuem uma relação de risco, mas o tratamento da apneia do sono pode ajudar a prevenir o acidente vascular cerebral.

Veja neste artigo como os problemas respiratórios do sono aumentam seu fator de risco para acidente vascular cerebral.

Apneia do Sono não Tratada e AVC

Se você parar de respirar por 10 segundos ou mais durante o sono, poderá ter apneia do sono. O diagnóstico é realizado para qualquer pessoa que tenha uma média de 5 desses episódios por hora todas as noites.

A apneia obstrutiva do sono (AOS) é a forma de apneia do sono mais comum. Ocorre como resultado de uma mecânica defeituosa na via aérea superior. Pode ser causada por tecidos excessivamente grandes ou inchados, como a língua ou úvula bloqueando a passagem do ar. Outra condição que leva à AOS é a retenção de áreas fluidas e / ou gordurosas excessivas no pescoço, que pressionam a via aérea, dificultando a passagem do ar.

O colapso ou bloqueio de tecidos nessa área pode levar a respirações ofegantes, ronco alto, insônia, sono interrompido, pesadelos por não conseguir respirar e outros sintomas menos óbvios, como sonolência diurna excessiva, pressão alta, dor de cabeça matinal ou uma garganta extremamente seca ou dolorida ao despertar.

De acordo com um estudo da National Stroke Foundation, a apneia do sono pode ser um efeito posterior ao derrame, mas também pode ser a causa de um acidente vascular cerebral de primeira vez ou recorrente. A condição causa baixos níveis de oxigênio e pressão alta, ambos fatores que podem aumentar o risco de um derrame futuro.

Como a Apneia do Sono não Tratada pode Levar ao AVC

Durante um episódio apneico, o corpo realiza uma incrível quantidade de esforço para tentar abrir as vias aéreas e respirar. Infelizmente, esse esforço muitas vezes não fornece ao cérebro o oxigênio necessário para manter todo o corpo e todos os seus sistemas funcionando sem problemas durante o sono.

Quando o baixo nível de oxigênio no sangue persiste, o sistema nervoso simpático libera surtos de hormônios do estresse que elevam os níveis de pressão arterial e levam a flutuações na frequência cardíaca.

Com o tempo, essas condições contínuas e não tratadas durante o sono levarão a problemas sistêmicos com pressão arterial alta não controlada e uma condição de arritmia cardíaca conhecida como fibrilação atrial (AFib). Hipertensão e Afib são dois fatores de risco bem conhecidos para o acidente vascular cerebral.

Uma pesquisa do New England Journal of Medicine demonstrou evidências conclusivas de que a apneia do sono está significativamente associada ao risco de acidente vascular cerebral ou morte por qualquer causa, e essa associação é independente de outros fatores de risco, incluindo hipertensão.

Gravidade da Relação entre Apneia do Sono e AVC

Não é incomum as pessoas morrerem durante o sono ou sofrer danos cerebrais extensos, como resultado de um AVC durante a noite.

Se você tem um problema de respiração durante o sono, pode experimentar vários dos sintomas acima mencionados, ou ouvir de entes queridos que você ronca alto ou suspira enquanto dorme.

Não deixe de investigar esses sintomas ou observações. Procure um médico do sono, para realizar o diagnóstico por meio de um estudo do sono. Tratar o ronco e a apneia do sono pode levar a um risco muito reduzido de acidente vascular cerebral, bem como melhorias na sua qualidade de vida e saúde e bem-estar geral.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Apneia do sono e doenças cardiovasculares. Apneia do sono e / ou ronco habitual passaram a ser reconhecidos como fatores de risco independentes para hipertensão arterial, arritmias cardíacas, doença arterial coronariana, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral isquêmico somente no final do século XX, quando pesquisadores reconheceram que pacientes com apneia do sono não tratada tinham maior risco de morbidade cardiovascular em comparação com pacientes com apneia do sono tratada. Estudos populacionais também já sugeriram que a apneia do sono pode ser um fator de risco para demência vascular.

Veja neste artigo mais informações sobre a relação entre apneia do sono e o desenvolvimento das doenças cardiovasculares.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares

Compreender os efeitos da apneia do sono no sistema nervoso autônomo (SNA) é importante para melhor compreensão da apneia do sono e as doenças cardiovasculares. O relógio biológico do corpo – núcleo supraquiasmático tem ritmicidade autônoma em sua atividade neuronal. As funções do corpo moduladas pelo SNA incluem equilíbrio simpático-parassimpático, produção de glicose hepática e sensibilidade à insulina.

Durante o sono, alterações fisiológicas na atividade respiratória e cardiovascular são predominantemente dependentes do ciclo do sono e mediadas pelo controle autonômico. Durante o NREM, há um aumento na atividade parassimpática, enquanto durante o sono REM, há uma diminuição na atividade parassimpática, responsável pelo aumento da atividade cardiovascular durante o último.

Qualquer excitação durante o sono resulta em aumento da atividade respiratória e cardiovascular. A ritmicidade intrínseca aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial com a inclinação do equilíbrio simpático-parassimpático em direção ao primeiro, imediatamente antes de acordar, preparando o corpo para as atividades diárias.

As respostas fisiopatológicas à AOS ocorrem principalmente em resposta à diminuição da tensão arterial de oxigênio iônico e ao aumento da tensão arterial por dióxido de carbono. Estes provocam um aumento na atividade do sistema nervoso simpático, causando vasoconstrição periférica para desviar o fluxo sanguíneo para órgãos vitais. Ao mesmo tempo, a atividade parassimpática reduz a atividade miocárdica e, consequentemente, as necessidades de oxigênio.

No final dos episódios apneicos, há um aumento na pressão sanguínea à medida que a função miocárdica é restaurada. A vasoconstrição e as alterações na atividade miocárdica causam um aumento na carga cardíaca, enquanto a vasoconstrição pulmonar induzida pela hipóxia pode contribuir para a insuficiência cardíaca.

Episódios frequentes e sustentados contribuem para a não-imersão da pressão arterial durante a noite e sensibilização da resposta sensorial hipóxica dos corpos carotídeos, que induz alterações nos níveis genéticos associados ao aumento do estresse oxidativo. A microneurografia demonstrou aumento da atividade nervosa simpática muscular no término de apneias em pacientes com AOS.

Apneia do Sono e Doenças Cardiovasculares – Tratamento com CPAP

O uso de CPAP melhora o equilíbrio simpático-parassimpático em pacientes com apneia do sono moderada e grave e melhora a variabilidade da frequência cardíaca. Outros tipos de aparelhos para apneia também podem ser indicados para tratamento, de acordo com as particularidades de cada paciente.

Em resumo, os pacientes com apneia do sono não tratada tendem a ter uma atividade simpática aumentada e desregulação autonômica que pode se beneficiar com o manejo da AOS com CPAP.

Núcleo do Sono

Núcleo do Sono – Conheça Melhor o Nosso Trabalho

Os distúrbios do sono podem causar graves danos à saúde. Como é durante o sono que o nosso organismo executa diversos mecanismos para regenerar-se, quando não dormimos bem, temos como consequência enfermidades cardiovasculares, metabólicas, cognitivas, entre outras. Neste artigo, saiba mais sobre o que é um Núcleo do Sono e como é a atuação de seus profissionais, no sentido de prevenir e tratar problemas como estes.

Núcleo do Sono – A Medicina do Sono

Segundo o autor Allan Hobson, em 1989, temos aprendido mais acerca do sono nos últimos 60 anos que nos anteriores 6.000 anos. Apesar deste complexo fenômeno ocupar um terço das nossas vidas, somente na segunda metade do século XX, a Medicina despertou para esta área.

Por volta dos anos 90, surgiu no Brasil a necessidade de profissionais especializados no tratamento de pacientes com doenças complexas relacionadas ao sono, como a apneia. A partir de então, a especialidade Medicina do Sono começou a se estabelecer, não só visando o tratamento de pacientes com apneia, mas também daqueles portadores dos diversos distúrbios do sono.

A Medicina do Sono tornou-se uma especialidade multidisciplinar envolvendo neurologistas, pneumologistas, psiquiatras, otorrinolaringologistas, bucomaxilos, cardiologistas, endocrinologistas, cirurgiões bariátricos, dentistas, fisioterapeutas e nutricionistas.

O que é um Núcleo do Sono

O objetivo de um Núcleo do Sono é desenvolver um sistema multidisciplinar para resgatar a saúde e o bem-estar de pacientes portadores de distúrbios do sono, evitando complicações como obesidade, doenças metabólicas, degenerativas, cardiovasculares e até mesmo ortopédicas.

Assim como existem inúmeros fatores que podem levar ao desenvolvimento de problemas ao dormir, também dispomos de uma gama de tecnologias que possibilitam diagnosticar os distúrbios do sono. As abordagens terapêuticas para estes problemas também estão cada vez mais aperfeiçoadas.

Quando Procurar um Núcleo do Sono

Entre os diversos problemas que podem afetar a qualidade do sono, estão a apneia, a insônia, a sonolência excessiva, a síndrome das pernas inquietas, o bruxismo e o sonambulismo. Na realidade, devido ao estilo de vida cada vez mais corrido e estressante a que estamos expostos, a cada dia vemos novas causas para um sono não reparador.

Uma adequada orientação sobre quando procurar o atendimento de profissionais especializados em sono está mais relacionada às consequências que estes problemas trazem à vida do indivíduo.

No momento em que a dificuldade para pegar no sono à noite, ou uma sonolência excessiva durante o dia começam a interferir em aspectos como o desempenho profissional ou o tempo com a família, buscar ajuda em um núcleo do sono pode ser o fator determinante para resgatar a saúde e também a qualidade de vida.

Porque Consultar o Núcleo do Sono

Atualmente, os distúrbios respiratórios do sono são causas frequentes de noites mal dormidas. Contudo, existem outras causas para um sono não reparador.

Entre elas estão os problemas hormonais, como hiper e hipotireoidismo; algumas doenças psiquiátricas e neurológicas, como ansiedade, depressão, doença de Parkinson, doenças cerebrais isquêmicas e doença de Alzheimer e doenças que causam dores, principalmente durante a noite, como a fibromialgia.

Situações como estas podem provocar muita sonolência durante o dia ou dificuldade para adormecer. Portanto, é necessário um diagnóstico diferencial, realizado preferencialmente por uma equipe multidisciplinar. Assim, podemos avaliar o paciente como um todo, para que o tratamento ofereça o melhor resultado.

Você percebe que poderia dormir melhor? Marque uma consulta com a nossa equipe e deixe-nos ajudar.

Artigo  Publicado em: 4 de dezembro de 2017 e atualizado em 24 de julho de 2019

Cirurgia Ortognática

A Cirurgia Ortognática no Tratamento dos Distúrbios do Sono

Um fato desconhecido por grande parte da sociedade é a eficácia da cirurgia ortognática no tratamento dos distúrbios do sono, como o ronco e a apneia do sono: pacientes que sofrem desses problemas podem também se beneficiar com a cirurgia.

Continue a leitura e saiba mais sobre a indicação e a realização deste procedimento.

A Cirurgia Ortognática

A cirurgia ortognática trata-se de um procedimento que corrige e reposiciona os ossos da mandíbula e, consequentemente, corrige o posicionamento dentário de pessoas que apresentam assimetria óssea na região. É segura, assertiva, apresenta alto índice de satisfação e traz resultados positivos para o paciente, elevando sua qualidade de vida e sua autoestima, pois melhora a harmonia da face, além das questões de saúde.

O termo ortognático deriva das palavras gregas “orto” (reto) e “gnathos” (mandíbulas). Abrange uma vasta gama de osteotomias maxilares e mandibulares empregadas para a correção e alinhamento de deformidades do esqueleto facial, a fim de obter forma, função e estética adequadas. Este é um serviço que é fornecido normalmente em conjunto com a terapia ortodôntica e visa corrigir grandes más oclusões dento-faciais.

Os Distúrbios Respiratórios do Sono

Existe uma série de distúrbios do sono que afetam diretamente a qualidade de vida do paciente, acarretando, muitas vezes, em sérios prejuízos à sua saúde: o ronco, a Síndrome da Apneia Obstrutiva, a Hipopneia Obstrutiva e a síndrome da resistência da via aérea superior são alguns desses distúrbios.

Muitas pessoas desenvolvem distúrbios do sono respiratórios devido a problemas no desenvolvimento dos ossos maxilares: disfunções nessa região podem afetar diretamente a qualidade do sono.

O paciente que apresenta retrognatismo (maxilar deslocado para trás) possui um estreitamento das vias aéreas inferiores e, quando está deitado, a passagem de ar nessa região diminui. Essas pessoas tendem a desenvolver distúrbios respiratórios durante o sono, principalmente a Síndrome da Apneia Obstrutiva.

A Síndrome da Apneia Obstrutiva é o distúrbio respiratório do sono mais comum. Caracteriza-se pelo ronco, impedimento completo ou parcial da circulação do ar nas vias aéreas durante o sono e, em alguns casos, sensação de sufocamento e micro paradas respiratórias.

Além da sensação de sonolência durante o dia do portador do distúrbio, por conta de não conseguir ter uma noite de sono plena, as consequências podem ser bem mais graves, tais como desordens cardiovasculares e até mesmo morte súbita.

O diagnóstico da condição é feito baseado no exame de polissonografia e através de investigações clínicas. A apneia do sono pode ser classificada em leve, moderada e grave, e seu tratamento varia de acordo com a gravidade de cada caso.

A Cirurgia Ortognática no Tratamento dos Distúrbios do Sono

A cirurgia ortognática realiza diversas funções quando executada, como correções na mordida, na alteração do esqueleto facial e na respiração.

O procedimento cirúrgico é realizado sempre em ambientes hospitalares, sob anestesia geral; o paciente permanece internado durante um dia, mas a duração da cirurgia é de aproximadamente quatro horas.

O profissional responsável pela execução da cirurgia ortognática para tratamento de distúrbios respiratórios de sono é o cirurgião buco-maxilo-facial.

Quando há obstrução na região respiratória por conta de complicações no crescimento dos ossos maxilares, a cirurgia ortognática deve ser a primeira opção no tratamento, e não reservada estritamente para casos severos.

Benefícios da Cirurgia Ortognática no Tratamento dos Distúrbios do Sono

Além de realizar ajustes estéticos na face do paciente, a cirurgia ortognática é considerada o tratamento cirúrgico mais eficaz para distúrbios respiratórios do sono. Como em qualquer ato cirúrgico, há possibilidade de complicações, mas o índice é muito baixo; na maior parte dos casos os resultados são assertivos.

Atualmente, não há necessidade da realização de cortes externos no rosto durante a cirurgia ortognática: o acesso é intraoral, possibilitando a ausência de cicatrizes.

Todos os movimentos da mandíbula do paciente são preservados, ou seja, o procedimento cirúrgico não deixa nenhuma sequela. Após a cirurgia, o paciente tem capacidade de falar e se alimentar normalmente.

Se você sofre de distúrbios respiratórios do sono, a cirurgia ortognática é capaz de te proporcionar novamente noites de sono plenas, e elevar sua qualidade de vida. Marque uma consulta e tire todas as suas dúvidas.

Artigo Publicado em: 14 de fevereiro de 2018 e Atualizado em 10 de abril de 2019

Hipertrofia de Adenoide em Adultos

A hipertrofia de adenoide é comum em crianças. O tamanho da adenoide aumenta até a idade de 6 anos, depois se atrofia lentamente e desaparece completamente com a idade de 16 anos. A hipertrofia de adenoide em adultos ainda é rara, mas está aumentando por várias causas.

O presente artigo aborda o aumento da massa adenoideana na nasofaringe, associados ou não à amigdalite crônica, assim como as causas da adenoide aumentada e as diferentes sintomatologias desses casos.

A Hipertrofia de Adenoide em Adultos

Os tecidos esponjosos (a adenoide), localizados entre a região do nariz e a região posterior à garganta, possuem uma tendência de reduzir o seu tamanho, por processos naturais do organismo. Isto acontece quando os indivíduos passam pela fase da adolescência e entram na fase adulta. Contudo, é muito comum que possam ocorrer os casos onde os pacientes adultos persistem a sofrer com esse incômodo.

Causas da Hipertrofia de Adenoide em Adultos

As adenoides são pequenas glândulas que começam a se formar ainda no período da gestação, enquanto o bebê está sendo formado na barriga, e o trabalho principal das mesmas no organismo é conseguir combater e prevenir a instalação de uma série de doenças no organismo, como as infecções, ou seja, elas possuem a mesma função que as amígdalas.

Por esse motivo, é extremamente comum que a hipertrofia de adenoide seja encontrada em pacientes com menor idade, fazendo com que eles possam ser mais afetados pelas infecções, e também de acordo com o fato de que as glândulas irão, geralmente, desaparecer conforme os mesmos avançarem para a idade adulta.

Nos casos em que as adenoides não são eliminadas do organismo, desaparecendo, elas podem também apresentar inflamações na vida adulta. Os sinais desse processo podem se dar em doenças do trato respiratório, infecções e diversos tipos de inflamações, e, um dos mais comuns, a apneia do sono.

As principais causas da disfunção de hipertrofia da adenoide em adultos se concentram nos fatores seguintes:

  • Disfunções do sistema de controle hormonal;
  • Obesidade e/ou sobrepeso;
  • Disfunções do sistema endócrino em adultos;
  • Tendências e heranças genéticas que influenciam na ocorrência do problema.

Hipertrofia de Adenoide em Adultos – Diagnóstico

Há uma série de procedimentos que podem ser realizados mediante ao acompanhamento com um profissional otorrinolaringologista especializado que possa indicar tanto os procedimentos para amenização dos sintomas, quanto para um tratamento mais intensivo.

Para os pacientes que apresentam alguns sintomas como a coriza, a dificuldade de respiração – principalmente no período noturno – e distúrbios do sono como a apneia, que é um dos principais sintomas que pode indicar a presença da doença em indivíduos adultos, e que é muito perigosa para a saúde, pois pode ocasionar problemas diversos devido à diminuição da qualidade do sono, o principal método de ação a partir da identificação dos sintomas é procurar a orientação de um médico especializado.

Por meio das consultas com o médico, é possível realizar exames que irão comprovar a ocorrência da hipertrofia de adenoide em adultos – o exame que geralmente é realizado nos casos de suspeita da doença é a rinoscopia, em que uma ferramenta específica localiza as glândulas da adenoide e identifica se elas estão inflamadas.

Hipertrofia de Adenoide em Adultos – Tratamento

A parte do diagnóstico para os adultos é extremamente importante, porque fará com que todos os sintomas e os prejuízos à saúde possam ser identificados de acordo com a sua relação com as glândulas inflamadas. A partir do mesmo, o tratamento a ser realizado poderá ocorrer de várias formas.

O curso de tratamento escolhido pelo profissional irá depender tanto do nível da inflamação presente nas glândulas de adenoide, quanto da necessidade de intervenção cirúrgica que pode se estabelecer de acordo com a extensão da mesma.

O método mais tradicional de tratamento para a hipertrofia de adenoide em adultos envolve a utilização de medicamentos de ação antibiótica, aliados também ao uso de medicamentos corticoides, que, de acordo com as orientações corretas do médico, podem surtir efeitos muito satisfatórios para os indivíduos que sofrem com as inflamações.

Alguns tipos de tratamentos naturais, para os indivíduos que preferirem evitar a utilização de medicamentos fortes como os citados acima, também podem ser eficazes, e é importante lembrar que o uso de soro fisiológico pode ser um ótimo método de manutenção para que o nariz possa se manter saudável e livre de infecções.

O processo de diagnóstico realizado com acompanhamento médico é muito importante, pois ele poderá identificar os casos de hipertrofia de adenoide em adultos que apresentam inflamações em graus mais elevados, fazendo com que seja necessário a retirada das glândulas por meio de procedimentos cirúrgicos, que fazem a raspagem das mesmas – a cirurgia é conhecida como adenoidectomia.

Para os pacientes que precisarem se submeter à cirurgia, não é preciso alarmar-se, pois o procedimento é completamente seguro, sendo realizado de forma rápida, e a recuperação tem um período de no máximo duas semanas.

Hipertrofia de Adenoide? Marque uma consulta e deixe-nos ajudar.

Artigo Publicado em: 10 de janeiro de 2018 e Atualizado em 03 de abril de 2019

Sono REM

Sono R.E.M. – O Que é e Qual Sua Importância

O sono é uma parte vital e extremamente importante para a otimização da saúde e manutenção de uma qualidade de vida adequada, ajudando o organismo humano a funcionar corretamente ao longo das horas que está acordado. Todas as partes do sono são muito importantes para a sua qualidade, mas o sono R.E.M. é especialmente fascinante porque é um momento de intensa atividade cerebral.

Além disso, essa fase do sono, dentre as muitas pelas quais nosso organismo passa, é muito importante também porque promove os métodos de aprendizado, fixando os conhecimentos e informações adquiridos ao longo dos dias, bem como cria os nossos sonhos.

Aproveitando a Semana do Sono, momento em que buscamos conscientizar sobre a necessidade de um sono de qualidade, fique conosco neste artigo para saber mais sobre essa fase do sono e sua importância.

O Sono R.E.M.

Enquanto temos o nosso descanso absolutamente necessário, que revitaliza e revigora o organismo, o corpo passa por uma série de ciclos de sono.

Os ciclos de sono ao longo da noite ocorrem em períodos que variam em torno de noventa e cento e vinte minutos de duração para cada, e o sono R.E.M. toma uma parte de cerca de 20% a 25% da proporção total dos ciclos ao longo da noite, podendo diminuir ao longo dos processos de envelhecimento – e, nos bebês, o sono R.E.M. ocorre por cerca de 80% do período da noite.

Como Acontece o Sono R.E.M.

Especificamente, o ciclo do sono R.E.M. se dá a partir da última metade do período de descanso, especialmente durante as três horas que se passam antes que o indivíduo desperte, e o componente do sono R.E.M. em cada ciclo de sono aumenta conforme a noite passa.

Como o nome sugere, a sigla se traduz em Rapid Eye Movements – do inglês ‘movimentos rápidos dos olhos’, o sono R.E.M. é o estado em que nossos olhos ficam se movendo de um lado para o outro enquanto permanecem fechados, um fenômeno que, aliás, pode ser monitorado e medido por um exame chamado eletro-oculografia.

Essa movimentação dos olhos não se dá de forma constante, mas sim de forma intermitente – ou seja, em fases. Embora diversos estudos sejam realizados a respeito do sono R.E.M., ainda não é sabido exatamente o propósito dos movimentos acelerados dos olhos durante esse ciclo do descanso, mas acredita-se que eles possam estar relacionados às imagens visuais internas que acontecem nos sonhos ao longo do período R.E.M.

Isso se dá especialmente por que essas imagens são associadas com picos de atividades cerebrais nas regiões que envolvem a utilização da visão – bem como em outros locais no córtex cerebral.

Por Que o Sono R.E.M. é Importante?

O sono R.E.M. é extremamente importante para a saúde e para todos os ciclos de sono porque é durante esse período em que são estimuladas as áreas do cérebro humano essenciais para os processos de aprendizado e para que o órgão possa realizar a criação e a retenção de novas memórias.

De acordo com estudos que privaram ratos da fase do sono R.E.M., sua expectativa de vida foi significativamente reduzida – de dois a três anos para cinco semanas. Os ratos que foram privados de todos os ciclos de sono viveram em média durante três semanas.

Portanto, a importância do sono R.E.M. está no fato de que, durante esse estágio do sono, nossos cérebros exercitam conexões neurais extremamente importantes que são a chave para o bem estar e a saúde, de forma geral, da mente e do corpo físico.

Despertares Durante o Sono R.E.M.

Embora a maioria das pessoas geralmente não seja acordada ao longo da duração do sono R.E.M., como alguns outros animais fazem, nós temos a tendência de acordar mais frequentemente ao longo dessa duração do que durante os outros estágios do descanso noturno.

Geralmente, esses micro despertares acontecem por períodos extremamente pequenos, durando apenas alguns segundos, e a pessoa que acorda geralmente não tem memória alguma da situação. Se muito estimulada, entretanto, uma pessoa pode acordar completamente, e, então, demorar um ciclo de sono inteiro, que se dá em torno de uma hora e meia a duas horas para conseguir dormir novamente.

Embora o sono R.E.M. tenha sido considerado amplamente como uma necessidade fisiológica, estudos recentes comprovam que, por exemplo, em casos onde os seres humanos são privados do estágio do sono R.E.M., eles tendem a compensar essa atividade ao sonharem durante os outros ciclos de sono.

Outros animais, por exemplo, quando não podem realizar o ciclo de sono R.E.M. por um período de até dois meses, parecem serem capazes de continuar suas vidas com pouca ou nenhuma mudança em relação à seus comportamentos ou apresentarem danos ou prejuízos à saúde física.

Mas é importante salientar a importância de um sono completo e reparador, que inclui estágios de sono R.E.M. Se você sente que poderia dormir melhor, marque uma consulta e deixe-nos ajudar a melhorar a qualidade do seu sono.

Publicado em: 23 de janeiro de 2018 e atualizado em: 20 de março de 2019

Sono, Saúde e Qualidade de Vida

A Relação Entre Sono, Saúde e Qualidade de Vida

Veja neste artigo mais informações sobre a relação entre sono, saúde e qualidade de vida.

Sono, Saúde e Qualidade de Vida

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Federal de Alagoas demonstrou que as noites ruins de sono podem afetar as memórias de curto prazo verbal, operacional e visuoespacial, principalmente nos homens. Já nas mulheres, foi registrado um leve declínio na memória de curto prazo verbal.

Os pesquisadores também concluíram que esquecer palavras, decorar um número de telefone, montar um quebra-cabeça ou se localizar em um ambiente recentemente conhecido são tarefas que podem ser mais difíceis para quem não dorme adequadamente.

Distúrbios do Sono em Homens e Mulheres

Com base nos dados deste estudo, que foi realizado de 2015 a 2016  pelo Laboratório de Eletrofisiologia e Metabolismo Celular da Universidade, os efeitos da má qualidade do sono são diferentes entre homens e mulheres.

Os pesquisadores constataram que o homem sofre mais com as noites mal dormidas. Embora as mulheres relatem um maior número de queixas por causa das poucas horas de descanso, elas demonstraram uma maior resistência.

A pesquisa ainda concluiu que os homens deitam mais tarde e dormem menos, além de apresentarem um sono mais fragmentado. Já as mulheres vão para cama mais cedo e dormem cerca de 24 minutos a mais que eles, mesmo demorando um pouco a mais para adormecer.

Por Quanto Tempo Devemos Dormir?

De acordo com a Associação Mundial de Medicina do Sono, saúde e qualidade de vida a duração adequada de descanso para a maioria dos adultos jovens é de 7 a 9 horas de sono. Porém, há uma pequena parcela da população que se sente bem dormindo apenas 6 horas por noite. Chamamos essas pessoas de “dormidores curtos”.

Na realidade, o ideal é dormir o suficiente para promover o descanso, a restauração mental e orgânica. Dessa forma, evitamos flutuações do humor e mantemos o equilíbrio do sistema imunológico e cardiovascular.

É válido considerar que este tempo de sono, saúde e qualidade de vida pode variar de acordo à fase da vida. Numa fase de aprendizado, por exemplo, a falta adequada de descanso resulta em alteração de humor e prejuízo cognitivo. Estudos já demonstram irritabilidade,
agressividade e sintomas depressivos associados a horas insuficientes de sono, principalmente entre os estudantes.

Dicas para um Sono mais Restaurador

Entre as medidas recomendadas para melhorar a qualidade do descanso, estão a adoção de um horário regular para deitar e acordar, excluir o café e bebidas estimulantes depois das 17:00 e não usar o smartphone e o computador pelo menos
uma hora antes de dormir.

Quer mais Qualidade de Vida? Procure nossa Clínica. Agende uma consulta.

 

Artigo Publicado em: 3 de julho de 2017 e Atualizado em 6 de fevereiro de 2019

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Distúrbios do Sono na Menopausa

Os distúrbios do sono costumam ser mais frequentes entre mulheres: a Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo afirma que há uma diferença de 30% de incidência entre mulheres e homens. A chegada da menopausa, que ocorre em torno dos 50 anos da mulher, pode potencializar esse problema.

A menopausa é a fase da vida das mulheres que corresponde à interrupção de sua etapa fértil, quando os ovários deixam de produzir o principal hormônio feminino, denominado estrogênio. É o período de 12 meses após a última menstruação espontânea da mulher, que marca a transição entre seu período reprodutivo e não-reprodutivo.

Após a menopausa, muitas mulheres passam a apresentar distúrbios do sono, e no caso das que já apresentavam dificuldades para dormir, as queixas tornam-se mais prevalentes.

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Distúrbios do Sono na Menopausa

A menopausa é um marco de muitas mudanças na vida da mulher, incluindo sua saúde geral e seu perfil de doenças.

Estudos evidenciam que mulheres na menopausa apresentam uma dificuldade maior para dormir, assim como para manter o sono, fatores que minimizam, assim, sua eficiência. A má qualidade do sono pode comprometer suas atividades cotidianas, seu bem-estar mental e físico durante o dia e, consequentemente, sua qualidade de vida.

O aumento dos distúrbios do sono decorrente da menopausa deve-se às mudanças hormonais que ocorrem nesta fase. A mulher nasce com um “estoque” de óvulos que produzirá ao longo de toda a vida. Quando este estoque acaba, os hormônios que até então eram produzidos pelos ovários (progesterona e estrogênio) também sofrem um declínio.

O neurologista Álvaro Pentagna, do Ambulatório de Sono no Adulto do Hospital das Clínicas da USP, explica que a redução destes hormônios origina distúrbios que prejudicam a qualidade do sono da mulher, como a insônia:

“A progesterona é um hormônio que tem o potencial de fazer a pessoa ter mais sono, é como se fosse um indutor de sono. A mulher que engravida, por exemplo, tem o nível de progesterona aumentado, por isso sente aquele monte de sono no início da gestação. Na menopausa acontece o contrário. A progesterona cai e piora a qualidade do sono da mulher”.

Distúrbios do Sono na Menopausa – Apneia do Sono

O hormônio progesterona possui uma propriedade protetora das vias aéreas respiratórias. Quando deixa de ser produzido, a mulher torna-se mais vulnerável ao desenvolvimento de distúrbios respiratórios associados ao sono, como a apneia obstrutiva do sono.

A apneia do sono caracteriza-se pela obstrução completa do fluxo de ar pelo nariz ou pela boca, que ocorre durante o sono. Além de minimizar a concentração de oxigênio no sangue, a paciente de apneia do sono sofre de despertares frequentes durante a noite, que provocam cansaço, fadiga e sonolência durante o dia, baixa produtividade no trabalho e perdas em suas interações sociais.

A fragmentação do sono decorrente da apneia pode gerar uma série de danos graves à saúde da mulher, tais como: anemia, distúrbios renais, aumento da pressão arterial, distúrbios metabólicos e cardiovasculares, neuropatias e síndromes demenciais.

Distúrbios do Sono na Menopausa – Fogachos

O cenário de diminuição dos hormônios estrogênio e testosterona, devido à menopausa, leva a mulher a outra condição prejudicial ao sono: os fogachos.

Os fogachos, como são chamadas as famosas ondas de calor que marcam a menopausa, provocam desconforto à mulher e fragmentam seu sono, uma vez que fazem com que ela acorde diversas vezes durante a noite por conta das mudanças de temperatura.

Distúrbios do Sono na Menopausa – Mudanças de Humor

Problemas emocionais decorrentes da menopausa, como as mudanças de humor, também contribuem para um quadro de insônia. As alterações de humor marcam predominantemente o início da menopausa, a fase de interrupção dos ciclos menstruais.

Nesta fase, é comum que a mulher enfrente mudanças de humor, depressão, ansiedade, condições que favorecem o desenvolvimento de distúrbios do sono na menopausa.

Além disso, os distúrbios emocionais somam-se à condição social, que muitas vezes não vai bem. Problemas no casamento, filhos saindo de casa, o ponto de vista do envelhecimento… são muitos os fatores que podem afetar o aspecto emocional da mulher e colaboram para a má qualidade de seu sono.

Distúrbios do Sono na Menopausa – Buscando Ajuda Médica

Você está enfrentando distúrbios do sono na menopausa e não sabe como combatê-los? Não hesite em buscar ajuda de um médico especialista em sono, e siga suas orientações para melhorar suas noites de sono.

Certamente, bons hábitos de saúde, tais como a prática regular de exercícios físicos e uma dieta alimentar equilibrada, aliados ao acompanhamento médico adequado, são fundamentais no combate aos distúrbios do sono na menopausa. Durma melhor, marque uma consulta com um médico do sono!

Álcool e Apneia do Sono

Consumo de Álcool e a Apneia do Sono

A apneia do sono caracteriza-se por ruídos e interrupções na respiração do paciente, que repetem-se ao menos cinco vezes durante o sono.

Conhecida predominantemente pelo ronco que provoca, a condição é responsável por uma lista extensa de sintomas potencialmente graves, que afetam significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Estima-se que cerca de 30% da população brasileira adulta sofre de apneia do sono.

Pacientes que sofrem de apneia do sono têm agravada a oxigenação de seu sangue (a quantidade de sangue que foi oxigenada após passar pelo pulmão) devido ao consumo de álcool.

O consumo frequente de bebidas alcoólicas, mesmo que em níveis moderados, potencializa a gravidade do distúrbio do sono, sobretudo quando aliado a outros fatores de risco, como a obesidade e o tabagismo.

Álcool e Apneia do Sono

Consumo de Álcool e a Apneia do Sono

Segundo um estudo britânico realizado pelo Centro do Sono de Londres, o consumo de bebidas alcoólicas prejudica os ciclos do sono e pode ocasionar danos graves à saúde quando consumido usualmente antes de dormir, como a apneia do sono.

Embora o consumo de álcool diminua o tempo necessário para cair do primeiro sono, ele pode anular o ciclo do sono responsável pelo maior descanso do indivíduo, o sono REM, no qual ocorrem os nossos sonhos.

Apesar da existência de muitos defensores das doses moderadas de álcool antes de dormir – em algumas clínicas e asilos, inclusive, elas são servidas regularmente aos pacientes -, é necessário ter cautela em relação à ingestão destas bebidas.

Segundo Irshaad Ebrahim, diretor-médico do Centro do Sono de Londres, “devemos tomar muito cuidado com a bebida alcoólica (consumida) regularmente. Um ou dois copos à noite podem ser bons no curto prazo, mas se você continua usando uma dose antes de dormir, poderá causar problemas”.

O especialista afirma que, ao ingerir bebidas alcoólicas, é melhor esperar entre uma hora e meia a duas horas para dormir, até que o efeito do álcool passe.

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Consumo de Álcool e Alterações do Sono

A partir do estudo britânico realizado, algumas alterações no sono relacionadas ao consumo de álcool foram identificadas, assim como a relação entre o consumo de álcool e a apneia do sono

Primeiramente, a bebida acelera o início do sono. Em seguida, faz com que a pessoa entre em um sono profundo. Essas alterações assemelham-se às provocadas pelos remédios antidepressivos, e até parecem ser bons efeitos colaterais.

Entretanto, a terceira e última mudança é a prejudicial, e impacta o padrão do sono a partir da segunda metade da noite: o consumo de álcool reduz a duração do sono REM, o ciclo do sono que inclui nossos sonhos.

Os resultados do estudo demonstram que ingerir bebidas alcoólicas antes de dormir não é uma prática saudável, e não é útil para obter uma noite de sono de qualidade. Por mais que a pessoa caia rapidamente no sono profundo, o mesmo é interrompido mais tarde.

Como consequência, o sono torna-se menos repousante, pode gerar ronco e até mesmo interrupções na respiração do paciente, configurando um quadro de apneia do sono. Além disso, o álcool deixa a pessoa desidratada e comumente ela tem de levantar para ir ao banheiro durante a noite.

No caso dos pacientes que já sofrem com a apneia do sono, a recomendação é evitar o consumo de álcool, uma vez que o mesmo tem potencial de agravar o quadro do transtorno, além de desconfigurar ainda mais seus padrões de sono.

Distúrbios Emocionais

Distúrbios Emocionais e Insônia – Compreenda a Relação

Estima-se que cerca de 80 milhões de brasileiros sofram com a insônia, distúrbio do sono caracterizado por dificuldades para dormir, despertares frequentes durante a noite e má qualidade do sono.  

A insônia trata-se de um transtorno resultante da interação de fatores físicos, biológicos, genéticos, sociais, psiquiátricos e emocionais. A emoção possui um efeito muito poderoso sobre a química do cérebro e o sono.

Distúrbios Emocionais

Distúrbios Emocionais e Insônia

Distúrbios emocionais, tais como desequilíbrio, traumas, ansiedade, depressão, mudanças de hábitos, perda de emprego, luto e preocupações são fatores que podem influenciar no surgimento de um quadro de insônia e até mesmo no desenvolvimento da insônia crônica.

A insônia, entre outros distúrbios do sono em geral que privem o indivíduo de noites de sono reparadoras, têm potencial de danificar o cérebro, em especial as regiões relacionadas às emoções e à consciência.

Trata-se, portanto, de uma relação bilateral: da mesma forma que os distúrbios de cunho emocional podem ocasionar um quadro de insônia, o distúrbio do sono pode também culminar em problemas emocionais e psiquiátricos no paciente.

Distúrbios Emocionais e Insônia – Compreenda a Relação

Existe uma relação entre distúrbios emocionais e insônia: aproximadamente 40% das pessoas que apresentam insônia crônica sofrem de problemas emocionais ou psiquiátricos, incluindo estresse, depressão, bipolaridade, ansiedade, pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e paranoia.

É importante saber que a insônia não é um distúrbio aleatório: sua origem remete ao histórico e ao estilo de vida do paciente, inclusive no âmbito emocional e psicológico.

Qualquer mudança significativa no estado emocional do indivíduo pode contribuir para um quadro de insônia aguda. Preocupação, tristeza, medo, alegria e exaltação são estados que alteram a química do cérebro e provocam interrupções e perturbações no sono.

Pesquisas indicam que pacientes que sofrem de insônia apresentam lesões concentradas no hemisfério direito do cérebro, responsável pelas emoções, além de redução na integridade da região responsável pela regulação da consciência, do sono e do estado de alerta.

Distúrbios Emocionais e Insônia – Tratamento

Sabendo que a relação entre distúrbios emocionais e insônia é bilateral, um bom tratamento para o distúrbio do sono deve ser voltado também ao estado emocional do paciente, e vice-versa. Compreender qual é a causa da insônia é um fator determinante na eficácia do tratamento e do combate definitivo da doença.

Um hábito comum entre pessoas que sofrem de insônia é a ingestão de medicamentos para dormir sem prescrição médica. Essa conduta pode trazer prejuízos ainda maiores à saúde do paciente e agravar o quadro do distúrbio do sono.

O primeiro passo do tratamento da insônia é identificar a causa da desordem do sono, e trabalhar a base do problema. Sessões de psicoterapia podem ajudar no tratamento: a evolução do quadro emocional do paciente tende a minimizar os sintomas do distúrbio.

Em alguns casos, é necessário aliar o acompanhamento psiquiátrico ao tratamento da insônia, quando os especialistas julgam necessária a introdução de medicamentos em conjunto à intervenção psicoterapêutica.

Existem outros métodos de tratar os distúrbios emocionais e, consequentemente, tratar a insônia, tais como: meditação, visualização, relaxamento, terapia cognitivo-comportamental (TCC), treinamento autógeno, biofeedback, hipnose, respiração compassada, relaxamento muscular progressivo e tratamento homeopático clássico.

Pare de sofrer com a insônia! Procure um médico do sono e dê início à investigação para identificar a causa da desordem. Ele prescreverá o tratamento adequado de acordo com suas especificidades. Evite a automedicação.

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