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Apneia do Sono e Obesidade

Apneia do Sono e Obesidade – Compreenda esta Relação

Apneia do Sono e Obesidade. A apneia do sono não se trata de um simples ronco: o distúrbio caracteriza-se pela obstrução completa do fluxo de ar pelo nariz ou pela boca, durante 10 segundos ou mais. A condição pode acarretar em danos mais graves à saúde do paciente, uma vez que minimiza a concentração de oxigênio no sangue.

Continue a leitura deste artigo e compreenda a relação entre ambas as condições.

Apneia do Sono e Obesidade

Além da redução da oxigenação no sangue, o paciente de apneia do sono sofre de despertares frequentes durante a noite, o que culmina em cansaço, fadiga e sonolência durante o dia, baixa produtividade no trabalho, além de prejudicar suas interações sociais.

O exame que investiga e identifica a presença da apneia do sono é a polissonografia, realizado em ambiente laboratorial através da monitorização de diversos parâmetros, como eletrocardiograma e oxigenação. Saiba mais sobre a polissonografia, aqui.

Há uma relação entre apneia do sono e obesidade: ambas condições andam juntas e se retroalimentam. O excesso de peso está entre os principais fatores de risco para desenvolvimento do distúrbio do sono.

Compreenda como Acontece esta Relação

A associação entre apneia do sono e obesidade tem sido estudada há muitos anos. Com o avanço da medicina e o surgimento de exames diagnósticos (sobretudo a polissonografia), tal hipótese foi esclarecida e confirmada.

O excesso de peso corporal é um dos principais fatores de risco para a síndrome, devido ao acúmulo de gordura que ocorre na região do pescoço. Esse fator provoca o estreitamento da faringe, além de alterar suas propriedades físicas, favorecendo um maior colapso.

Estudos recentes indicam que a apneia do sono, por sua vez, parece influenciar o metabolismo lipídico, fator que contribui para o acúmulo de gordura do paciente.

Trata-se, portanto, de uma relação bilateral: a obesidade contribui para o desenvolvimento da apneia do sono, enquanto esta influencia no acúmulo de gordura, prejudicando a perda de peso.

Compreendendo a associação entre apneia do sono e obesidade, facilmente entende-se que o tratamento desses pacientes deve englobar ações simultâneas e conjuntas para combate de ambas condições.

Apneia do Sono e Obesidade – Tratamento

O tratamento para controle da apneia do sono nem sempre requer a utilização de aparelhos, como os que citamos neste artigo. Nos casos em que a doença está associada à obesidade, programas de reeducação alimentar em junção a mudanças de hábitos e prática de exercícios físicos são métodos eficazes no combate à doença.

Entretanto, cada caso contém as suas particularidades e a avaliação de um especialista para orientação do tratamento adequado é fundamental. Afinal, a obesidade é somente um dos diversos fatores desencadeantes da doença.

Apneia do Sono e Obesidade –  Prevenção

Sabendo que a obesidade pode desencadear a apneia do sono, a principal forma de prevenção é um estilo de vida saudável, que inclua uma dieta alimentar equilibrada em junção à prática regular de exercícios físicos.

O tabagismo pode influenciar também no desenvolvimento da apneia do sono. Deixar o cigarro de lado e maneirar na ingestão de bebidas alcoólicas são métodos de prevenir a doença, uma vez que tais excessos interferem no ciclo do sono e no relaxamento da musculatura da garganta.

Referência: National Sleep Foundation

Artigo Publicado em: 28 de fevereiro de 2018 e Atualizado em: 18 de setembro de 2019

Cirurgia Ortognática

A Cirurgia Ortognática no Tratamento dos Distúrbios do Sono

Um fato desconhecido por grande parte da sociedade é a eficácia da cirurgia ortognática no tratamento dos distúrbios do sono, como o ronco e a apneia do sono: pacientes que sofrem desses problemas podem também se beneficiar com a cirurgia.

Continue a leitura e saiba mais sobre a indicação e a realização deste procedimento.

A Cirurgia Ortognática

A cirurgia ortognática trata-se de um procedimento que corrige e reposiciona os ossos da mandíbula e, consequentemente, corrige o posicionamento dentário de pessoas que apresentam assimetria óssea na região. É segura, assertiva, apresenta alto índice de satisfação e traz resultados positivos para o paciente, elevando sua qualidade de vida e sua autoestima, pois melhora a harmonia da face, além das questões de saúde.

O termo ortognático deriva das palavras gregas “orto” (reto) e “gnathos” (mandíbulas). Abrange uma vasta gama de osteotomias maxilares e mandibulares empregadas para a correção e alinhamento de deformidades do esqueleto facial, a fim de obter forma, função e estética adequadas. Este é um serviço que é fornecido normalmente em conjunto com a terapia ortodôntica e visa corrigir grandes más oclusões dento-faciais.

Os Distúrbios Respiratórios do Sono

Existe uma série de distúrbios do sono que afetam diretamente a qualidade de vida do paciente, acarretando, muitas vezes, em sérios prejuízos à sua saúde: o ronco, a Síndrome da Apneia Obstrutiva, a Hipopneia Obstrutiva e a síndrome da resistência da via aérea superior são alguns desses distúrbios.

Muitas pessoas desenvolvem distúrbios do sono respiratórios devido a problemas no desenvolvimento dos ossos maxilares: disfunções nessa região podem afetar diretamente a qualidade do sono.

O paciente que apresenta retrognatismo (maxilar deslocado para trás) possui um estreitamento das vias aéreas inferiores e, quando está deitado, a passagem de ar nessa região diminui. Essas pessoas tendem a desenvolver distúrbios respiratórios durante o sono, principalmente a Síndrome da Apneia Obstrutiva.

A Síndrome da Apneia Obstrutiva é o distúrbio respiratório do sono mais comum. Caracteriza-se pelo ronco, impedimento completo ou parcial da circulação do ar nas vias aéreas durante o sono e, em alguns casos, sensação de sufocamento e micro paradas respiratórias.

Além da sensação de sonolência durante o dia do portador do distúrbio, por conta de não conseguir ter uma noite de sono plena, as consequências podem ser bem mais graves, tais como desordens cardiovasculares e até mesmo morte súbita.

O diagnóstico da condição é feito baseado no exame de polissonografia e através de investigações clínicas. A apneia do sono pode ser classificada em leve, moderada e grave, e seu tratamento varia de acordo com a gravidade de cada caso.

A Cirurgia Ortognática no Tratamento dos Distúrbios do Sono

A cirurgia ortognática realiza diversas funções quando executada, como correções na mordida, na alteração do esqueleto facial e na respiração.

O procedimento cirúrgico é realizado sempre em ambientes hospitalares, sob anestesia geral; o paciente permanece internado durante um dia, mas a duração da cirurgia é de aproximadamente quatro horas.

O profissional responsável pela execução da cirurgia ortognática para tratamento de distúrbios respiratórios de sono é o cirurgião buco-maxilo-facial.

Quando há obstrução na região respiratória por conta de complicações no crescimento dos ossos maxilares, a cirurgia ortognática deve ser a primeira opção no tratamento, e não reservada estritamente para casos severos.

Benefícios da Cirurgia Ortognática no Tratamento dos Distúrbios do Sono

Além de realizar ajustes estéticos na face do paciente, a cirurgia ortognática é considerada o tratamento cirúrgico mais eficaz para distúrbios respiratórios do sono. Como em qualquer ato cirúrgico, há possibilidade de complicações, mas o índice é muito baixo; na maior parte dos casos os resultados são assertivos.

Atualmente, não há necessidade da realização de cortes externos no rosto durante a cirurgia ortognática: o acesso é intraoral, possibilitando a ausência de cicatrizes.

Todos os movimentos da mandíbula do paciente são preservados, ou seja, o procedimento cirúrgico não deixa nenhuma sequela. Após a cirurgia, o paciente tem capacidade de falar e se alimentar normalmente.

Se você sofre de distúrbios respiratórios do sono, a cirurgia ortognática é capaz de te proporcionar novamente noites de sono plenas, e elevar sua qualidade de vida. Marque uma consulta e tire todas as suas dúvidas.

Artigo Publicado em: 14 de fevereiro de 2018 e Atualizado em 10 de abril de 2019

Hipertrofia de Adenoide em Adultos

A hipertrofia de adenoide é comum em crianças. O tamanho da adenoide aumenta até a idade de 6 anos, depois se atrofia lentamente e desaparece completamente com a idade de 16 anos. A hipertrofia de adenoide em adultos ainda é rara, mas está aumentando por várias causas.

O presente artigo aborda o aumento da massa adenoideana na nasofaringe, associados ou não à amigdalite crônica, assim como as causas da adenoide aumentada e as diferentes sintomatologias desses casos.

A Hipertrofia de Adenoide em Adultos

Os tecidos esponjosos (a adenoide), localizados entre a região do nariz e a região posterior à garganta, possuem uma tendência de reduzir o seu tamanho, por processos naturais do organismo. Isto acontece quando os indivíduos passam pela fase da adolescência e entram na fase adulta. Contudo, é muito comum que possam ocorrer os casos onde os pacientes adultos persistem a sofrer com esse incômodo.

Causas da Hipertrofia de Adenoide em Adultos

As adenoides são pequenas glândulas que começam a se formar ainda no período da gestação, enquanto o bebê está sendo formado na barriga, e o trabalho principal das mesmas no organismo é conseguir combater e prevenir a instalação de uma série de doenças no organismo, como as infecções, ou seja, elas possuem a mesma função que as amígdalas.

Por esse motivo, é extremamente comum que a hipertrofia de adenoide seja encontrada em pacientes com menor idade, fazendo com que eles possam ser mais afetados pelas infecções, e também de acordo com o fato de que as glândulas irão, geralmente, desaparecer conforme os mesmos avançarem para a idade adulta.

Nos casos em que as adenoides não são eliminadas do organismo, desaparecendo, elas podem também apresentar inflamações na vida adulta. Os sinais desse processo podem se dar em doenças do trato respiratório, infecções e diversos tipos de inflamações, e, um dos mais comuns, a apneia do sono.

As principais causas da disfunção de hipertrofia da adenoide em adultos se concentram nos fatores seguintes:

  • Disfunções do sistema de controle hormonal;
  • Obesidade e/ou sobrepeso;
  • Disfunções do sistema endócrino em adultos;
  • Tendências e heranças genéticas que influenciam na ocorrência do problema.

Hipertrofia de Adenoide em Adultos – Diagnóstico

Há uma série de procedimentos que podem ser realizados mediante ao acompanhamento com um profissional otorrinolaringologista especializado que possa indicar tanto os procedimentos para amenização dos sintomas, quanto para um tratamento mais intensivo.

Para os pacientes que apresentam alguns sintomas como a coriza, a dificuldade de respiração – principalmente no período noturno – e distúrbios do sono como a apneia, que é um dos principais sintomas que pode indicar a presença da doença em indivíduos adultos, e que é muito perigosa para a saúde, pois pode ocasionar problemas diversos devido à diminuição da qualidade do sono, o principal método de ação a partir da identificação dos sintomas é procurar a orientação de um médico especializado.

Por meio das consultas com o médico, é possível realizar exames que irão comprovar a ocorrência da hipertrofia de adenoide em adultos – o exame que geralmente é realizado nos casos de suspeita da doença é a rinoscopia, em que uma ferramenta específica localiza as glândulas da adenoide e identifica se elas estão inflamadas.

Hipertrofia de Adenoide em Adultos – Tratamento

A parte do diagnóstico para os adultos é extremamente importante, porque fará com que todos os sintomas e os prejuízos à saúde possam ser identificados de acordo com a sua relação com as glândulas inflamadas. A partir do mesmo, o tratamento a ser realizado poderá ocorrer de várias formas.

O curso de tratamento escolhido pelo profissional irá depender tanto do nível da inflamação presente nas glândulas de adenoide, quanto da necessidade de intervenção cirúrgica que pode se estabelecer de acordo com a extensão da mesma.

O método mais tradicional de tratamento para a hipertrofia de adenoide em adultos envolve a utilização de medicamentos de ação antibiótica, aliados também ao uso de medicamentos corticoides, que, de acordo com as orientações corretas do médico, podem surtir efeitos muito satisfatórios para os indivíduos que sofrem com as inflamações.

Alguns tipos de tratamentos naturais, para os indivíduos que preferirem evitar a utilização de medicamentos fortes como os citados acima, também podem ser eficazes, e é importante lembrar que o uso de soro fisiológico pode ser um ótimo método de manutenção para que o nariz possa se manter saudável e livre de infecções.

O processo de diagnóstico realizado com acompanhamento médico é muito importante, pois ele poderá identificar os casos de hipertrofia de adenoide em adultos que apresentam inflamações em graus mais elevados, fazendo com que seja necessário a retirada das glândulas por meio de procedimentos cirúrgicos, que fazem a raspagem das mesmas – a cirurgia é conhecida como adenoidectomia.

Para os pacientes que precisarem se submeter à cirurgia, não é preciso alarmar-se, pois o procedimento é completamente seguro, sendo realizado de forma rápida, e a recuperação tem um período de no máximo duas semanas.

Hipertrofia de Adenoide? Marque uma consulta e deixe-nos ajudar.

Artigo Publicado em: 10 de janeiro de 2018 e Atualizado em 03 de abril de 2019

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Disfunção Erétil na Apneia do Sono

A apneia do sono é um distúrbio caracterizado pela ocorrência frequente de obstrução da via aérea superior durante o sono. A condição pode acarretar em múltiplas consequências clínicas, incluindo alterações na regulação neural, hormonal e vascular, que favorecem o desenvolvimento de um quadro de DE (Disfunção Erétil).

Disfunção erétil é o termo empregado para a incapacidade consistente em obter ou manter uma ereção peniana que conceda uma relação sexual efetiva. A incidência da condição se dá sobre homens, sobretudo na faixa etária dos 40 aos 69 anos.

Uma pesquisa, realizada por um grupo de estudiosos e divulgada na Revista Portuguesa de Pneumologia, analisou uma amostra de indivíduos com apneia do sono, com objetivo de determinar a prevalência da disfunção erétil nestes pacientes.

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Disfunção Erétil na Apneia do Sono

No estudo, foram incluídas 62 pessoas do sexo masculino, com idade média de 52 anos e com diagnóstico recente de SAOS (Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono). Eles preencheram um questionário composto por cinco questões relativas à função erétil e satisfação.

A pontuação obtida no questionário do estudo varia de 5 a 25, e compreende as classificações de disfunção erétil em cinco categorias: ausente, leve, leve à moderada, moderada e grave.

Todos os participantes da pesquisa foram submetidos a exames que calculam o número de episódios de apneia, assim como o índice de dessaturação de oxigênio por hora de sono.

Disfunção Erétil na Apneia do Sono – Resultados do estudo

Os resultados do estudo evidenciaram que diversos fatores se associam à disfunção erétil nos pacientes de apneia do sono, incluindo faixa etária, diabetes, obesidade, tabagismo, alcoolismo, hipertensão arterial, determinados tipos de medicação e antecedentes clínicos pessoais (como a ocorrência de um AVC, por exemplo).

Estima-se que a prevalência de disfunção erétil em pacientes com apneia é de 64,4%, sendo leve em 38,7%, de leve a moderada em 17,7%, moderada em 3,2% e grave em 4,8%.

O envelhecimento é um dos fatores mais determinantes na agravação do quadro de DE. Os grupos que apresentam algum dos fatores de risco citados estão diretamente associados aos episódios mais severos de disfunção erétil na apneia do sono.

Os resultados da pesquisa constataram também que a prevalência de disfunção erétil é maior no grupo de pacientes com quadros mais avançados de apneia do sono.

Disfunção Erétil na Apneia do Sono – Buscando Ajuda Médica

A disfunção erétil é uma condição mais comum do que se pensa entre os pacientes de apneia do sono; entretanto, muitos escondem e subestimam o problema devido ao constrangimento e à dificuldade em aceitar a condição e buscar ajuda médica.

Existem tratamentos disponíveis e eficazes relacionados à disfunção erétil na apneia do sono. Não deixe que o constrangimento te impeça de buscar ajuda médica, e não tenha medo do diagnóstico; quanto antes a condição for detectada, melhor será seu prognóstico.

Se você sofre de disfunção erétil na apneia do sono, não hesite em marcar uma consulta com o médico do sono de sua confiança. O tratamento da apneia do sono promove uma melhora no quadro de DE.

International Surgical Sleep Society

9th International Surgical Sleep Society Meeting em Munich

No período de 5 a 7 de abril de 2018 o Núcleo de Otorrinolaringologia de São Paulo teve a honra de participar do 9th International Surgical Sleep Society Meeting em Munich.

International Surgical Sleep Society

Esta foi mais uma oportunidade para criar e fortalecer laços em nível global, trocando experiências com profissionais da Cirurgia do sono em todo o mundo!

O encontro foi focado na fisiopatologia da apneia obstrutiva do sono (AOS) e suas opções de tratamento. Pudemos participar de uma série de eventos educacionais ao vivo, envolvendo líderes de opinião, resumos científicos, discussões de casos e dicas técnicas, em diferentes workshops.

International Surgical Sleep Society

A International Surgical Sleep Society consiste numa organização mundial das mais importantes, dedicada à avaliação cirúrgica e ao tratamento de pacientes com distúrbios do sono. A ISSS realiza reuniões científicas internacionais que proporcionam aos cirurgiões de todo o mundo discutir os avanços na cirurgia do sono e compartilhar seus achados de pesquisa.

Essas reuniões forneceram a base para as iniciativas de pesquisa em andamento do ISSS, que ajudarão os pacientes com ronco ou apneia obstrutiva do sono e os cirurgiões que cuidam deles.

Os congressos do ISSS reúnem muitos dos especialistas do mundo em cirurgia do sono para apresentações e intercâmbios sobre novos tratamentos e pesquisas inovadoras. Essas conferências internacionais são realizadas em todo o mundo, refletindo o compromisso de compartilhar experiências e insights para avançar no campo da cirurgia do sono.

Programa desta Edição em München, Alemanha

Entre os principais tópicos abordados nesta conferência, podemos destacar os seguintes:

  • Visão geral na apneia obstrutiva do sono para 2018;
  • A individualização do tratamento da AOS – além do CPAP;
  • CPAP e seu futuro em um mundo de tratamentos diversificados de OSA;
  • O papel do nariz nas vias aéreas superiores;
  • Modificações cirúrgicas do palato mole I (ronco);
  • Modificações cirúrgicas do palato mole II (AOS);
  • Estimulação do nervo hipoglosso
  • CPAP e aparelho bucal e avanço maxilomandibuar (MMA);
  • Tratamentos combinados com cirurgia multi-nível;
  • Distúrbio respiratório do sono pediátrico – papel das terapias conservadoras e cirúrgicas.

Sobre Munique, a Sede do Evento

Além disso, esta também foi uma excelente oportunidade para explorar a capital da Baviera, Munique, e explorar o centro histórico com vários locais famosos, como a “Marienplatz”, “Viktualienmarkt” ou a “Maximilianstraße”.

Agora, de volta ao Brasil, estamos ansiosos para colocar em prática todas as experiências trocadas com nossos colegas da área!

Apneia e Hipertensão

Compreenda a Relação entre Apneia e Hipertensão

Diversas pesquisas já apontaram a Relação entre Apneia e Hipertensão. Ou seja, que a apneia do sono pode elevar os riscos de hipertensão arterial, assim como a hipertensão pode causar apneia do sono e piorar as condições respiratórias de quem sofre da doença. Trata-se de uma relação bilateral.

Os distúrbios do sono estão cada vez mais presentes na vida da sociedade moderna, uma vez que estamos cada vez mais expostos a fatores prejudiciais à qualidade do sono, tais como estresse, obesidade, ansiedade, etc.

O distúrbio do sono mais comum é chamado de apneia obstrutiva do sono: a condição atinge cerca de 33% da população e caracteriza-se por engasgos e roncos durante a noite, provenientes de uma respiração rápida e com repetidas interrupções por hora, devido a uma obstrução da via aérea superior.

Apneia e Hipertensão

Apneia e Hipertensão

A relação entre apneia do sono e hipertensão arterial é mútua, uma vez que ambas condições andam juntas: em qualquer país do mundo, de 30 a 50% da população que sofre de hipertensão arterial têm apneia do sono, especialmente os pacientes que apresentam hipertensão resistente a diferentes possibilidades de tratamento já realizados.  

Pacientes com apneia obstrutiva do sono apresentam chance quatro vezes maior de desenvolver hipertensão arterial resistente, mesmo com o tratamento medicamentoso adequado. Essa junção entre ambas condições está associada a uma elevação significativa do risco de danos mais graves à saúde, como ataque cardíaco e AVC (Acidente Vascular Cerebral).

A apneia do sono incide principalmente sobre homens na faixa etária de 30 a 70 anos. Muito dos pacientes que sofrem de pressão arterial elevada, além de apresentarem essas características, também são obesos, o que justifica a quantidade de pessoas afetadas por ambas condições de saúde.

Tratamento de Pacientes com Apneia e Hipertensão

O tratamento para apneia do sono traz consequências positivas para a hipertensão. Um estilo de vida equilibrado e uma dieta alimentar balanceada é o primeiro método de prevenção e tratamento da apneia do sono.

Evitando fatores de risco como excesso de peso, tabagismo, alcoolismo e uso de sedativos, você consequentemente estará prevenindo o distúrbio.

Tratamento com CPAP

Uma possibilidade de tratamento para a hipertensão arterial é o uso de CPAP: essa terapia pode reduzir até 3mmHg da pressão arterial média e 2.6mmHg da pressão arterial sistólica. Este tratamento associado ao uso de medicamentos anti-hipertensivos possui impacto ainda maior. O uso de espironolactona reduz significativamente a hipertensão arterial desses pacientes.

Entretanto, há uma certa resistência da parte dos pacientes em realizar o tratamento com uso de CPAP: muitos se queixam a respeito do sufocamento provocado pela máquina durante o sono e da pouca eficácia da ferramenta na redução da hipertensão.

Outra estratégia de tratamento para pacientes com apneia do sono e hipertensão arterial é a mudança de hábitos de higiene do sono, perda de peso, alimentação e outros fatores de risco. A abordagem cirúrgica da via aérea pode auxiliar no tratamento em alguns dos casos.

A percepção dos sintomas e diagnóstico precoce favorecem a eficiência do tratamento; por isso, o acompanhamento médico é fundamental.

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